Pronúncia: alertado
Não estando em campanha contra quem quer que seja, deparo-me, no que respeita ao português falado e escrito, com grandes perplexidades na comunicação social no nosso Portugal.
E até pode ser que seja eu o equivocado nos reparos que faço regularmente ao sempre qualificado Ciberdúvidas, razão pela qual, para meu proveito, continuo inquirindo.
1) — O ministro Rui C. Pereira (Administração Interna) pronuncia "ale(é)rtados"; por mim julgo saber que se deve dizer alertados com e fechado. Quem tem razão?
2) — Ainda na RTP África, de 1/04, vi escrito "antipilético". A eliminação do c antes do t julgo que está bem, segundo a nova ortografia, agora, pelo contrário, não seria de considerar como correto "anti-epilético" (talvez sem hífen: "antiepilético")?
Noto que continuo a escrever epilepsia, pois no português europeu o p pronuncia-se. Será assim?
A propósito: em alguns canais da TV há uma grande confusão na pronúncia das palavras (pré-Acordo 1990)
Egipto, egípcio, egiptologia, egiptólogo
Ou agora
Egito, egípcio, egiptologia, egiptólogo
Na Europa, se estou certo, apenas em Egipto deixamos de pronunciar o p.
É que já ouvi, por mais de uma vez, "egitologia" e "egitólogo".
Poderá Ciberdúvidas ter a bondade de me esclarecer?
No [recente] golpe político/militar da Guiné (Bissau), um António Aly Silva, pelos revoltosos, afirma (sic) que não pode tolerar-se haver ministros analfabetos do Governo agora deposto. Felizmente cá na nossa terra, para sossego das almas e preservação da propriedade, não se passa nada semelhante. . .
A pronúncia da palavra hanseníase
Gostaria de saber qual é a pronúncia correta de hanseníase. Sei que quando falamos o nome bacilo de Hansen, em Hansen temos de falar com som de R, "Ransen", por ser nome próprio e de outro idioma. Em português, vejo que todos, inclusive na televisão, falam "Ranseníase", mas na palavra em português, aprendi que não falamos o H, então seria "ânseníase"... Está correto?
A definição de velarização
Gostaria que me respondesse a esta dúvida: o que é o fenómeno da velarização?
A fonética de REN – Rede Eléctrica Nacional (Portugal)
Agradecia o favor de me esclarecerem o seguinte:
Qual a fonética de REN — Rede Eléctrica Nacional?
Conforme as regras ancestrais não deturpadas da gramática portuguesa: "rên"?
Ou de acordo com o modernismo devastador, macarrónico: "rène"?
Se possível, grato ficaria ainda que me informassem tomando apenas como base a gramática e as regras portuguesas, deixando de lado eventuais considerações fundamentadas nas normas gramaticais ou outras brasileiras.
A pronúncia da palavra contexto
Um deputado, licenciado em Direito, pronuncia, na palavra contexto a sílaba -tex valendo tês. Todavia, o Dicionário Porto Editora confere à sílaba em questão a elocução –teis, o que está, aliás em consonância com texto, contextual, contextuação, etc.
Para mim, que sou ignorante nestas matérias, e, para mais sem a proeminência de ser deputado eleito da A. R., testo com aquela pronúncia só conheço na acepção: «tampa de vasilha», «cabeça», «chapéu».
Todavia, tendo em conta a proveniência do referido homem público, ficamos na dúvida se estamos na presença de uma variante insular açoriana, ou, pelo contrário, não passa de pura alarvice, isto na hipótese de que tenha completado no continente a sua instrução primária.
A pronúncia da palavra copular
Qual a pronúncia da palavra copular? Oiço tanto com /ó/, aberto (tendo em conta a raiz da palavra com o substantivo cópula) e com /u/, fechado (tendo em conta tratar-se dum o atónico).
Tou = estou
Para ilustrar o mais fielmente possível o modo mais comum de atender o telefone, o escritor optou por usar a forma "tou", em vez de estou.
A minha questão, sendo que é impossível contornar o uso desta "palavra", é se ela deve ser grafada com apóstrofo ("´tou") para ilustrar a contracção, ou sem apóstrofo ("tou"), uma vez que está em início de frase.
Obrigado.
A pronúncia da palavra patético
O a da palavra patético é aberto?
Sequências complexas
As sequências complexas tipo consoante + <r, l=""> <i, e,="" u,="" o=""> vogal, em português lusitano são pronunciadas geralmente C + /r, l/ + /j, w/ + V, ou também, numa fala mais lenta, C + /r, l/ + /i, u/ + V, com hiato entre as duas vogais finais. Por exemplo, apadroar é geralmente /apadrw`ar/, mas pode ser pronunciado também /apadru`ar/.
O que é que acontece em brasileiro, tendo em conta que o, interno à palavra, corresponde geralmente a /o/?
Outros casos:
abalroamento, abalroar, açafroal, açafroeira, acobreado, acreano, acrianço, adriático, alandroeiro, alcatroado, alcatroamento, altruísmo, ambliope, ambliopia, ampliar, apadroou, aproar, aproou, apropriar, apropriou, arbítrio, atroar, atroou, autodestruí, autodestruição, autodestruir, autodestruiu.
A pronúncia de es- e ex- + consoante
Conheço bem as diferentes realizações do prefixo ex- em Portugal, que dependem do som posterior (vogal, consoante surda ou sonora) e também da região (centro-setentrional/resto do país). Quanto ao Brasil, encontrei algumas informações contraditórias. Parece que êx-/ex- seguido de vogal é pronunciado normalmente [éz]/[ez] (êxito/exótico) (sem ditongo à diferença de Portugal). Quando seguido de consoante surda, pronuncia-se [és]/[es] (êxtase/expor), embora em posição átona se admita também a pronúncia [is] (expor). Pelos vistos no Brasil não se produz a ditongação na pronúncia deste prefixo. É assim em todos os casos? Qual seria no Brasil a realização padrão de ex- seguido de consoante sonora em palavras como ex-ministro? Seria [ez]/[iz]? Se for assim, não existe no Brasil, como em Portugal — estou a pensar sobretudo no Rio de Janeiro —, a realização com palatal surda (como o "ch" de chama) ou sonora (como o "j") para ex-/êx- quando seguido de consoante surda ou sonora, respectivamente?
Obrigadíssimo pela vossa resposta e os meus parabéns pela web.
