As palavras guerrilha e embarcadoiro
Porque se pode considerar guerrilha uma base simples e embarcadoiro uma base complexa? Guerrilha não é já por si um derivado de guerra, e a base simples não é aquela que não se pode segmentar em mais unidades?
As palavras maldizer, mal-agradecido, mal-humorado, etc.
A minha dúvida é se a palavra maldizer é uma palavra derivada, sendo mal um prefixo ou se se trata de uma palavra composta. O mesmo em relação a palavras como mal-agradecido, mal-humorado...
Grata pela atenção.
As palavras herbário e ervário
É correcto dizer-se que herbário, aquário e armário são palavras formadas com o sufixo -ário e que acarretam o sentido de «relativo a... ervas, água, armas», respectivamente?
E a palavra ervário é uma palavra-base, ou composta?
Sobre as palavras tristeza e alegria
É correto afirmar que tanto a palavra tristeza como a palavra alegria podem ser classificadas como: substantivo, feminino, comum, abstrato, simples, derivado?
A professora de minha filha — 6.º ano do ensino fundamental — considerou errado classificá-las como derivado, pois são adjetivos. Não entendi a justificativa da professora.
Grata pela colaboração.
Sobre redundância em «percentagem de trinta por cento»
Agradeço o favor de me elucidarem se se deve considerar incorrecta a utilização da redundância utilizada na seguinte frase:
«Estima-se que uma percentagem de trinta por cento de crianças nasçam infectadas com o vírus da Sida.»
Muito grata pela vossa atenção.
Os morfemas dos neologismos imexível e convivível
Quais são os morfemas que compõem os neologismos imexível e convivível?
O aportuguesamento de gospel
Gostaria, se possível fosse, de tirar uma dúvida sobre aportuguesamento de palavras anglo-saxônicas.
Estava escrevendo um texto em site de relacionamento pessoal e fui criticado por utilizar a palavra "góspeis" ao invés de gospel. No meu texto continha: «... as cantoras góspeis...»
A crítica dizia que eu não poderia utilizar a palavra no plural porque não era uma palavra portuguesa, porém inglesa. E, no inglês, os adjetivos não vão para o plural. Ficaria assim: «... the gospel singers...»
Fiz uma argumentação defendendo que havia utilizado a palavra aportuguesada. Daí, o meu crítico interlocutor disse que a palavra ainda não havia sido aportuguesada. Ao que repliquei-lhe que havia palavras que ainda não constavam nos dicionários, mas que podiam ser aportuguesadas. E que, como não havia achado uma palavra em português equivalente e propícia ao contexto do meu texto, havia recorrido ao aportuguesamento. Visto que a palavra evangélica — equivalente comum da palavra gospel — não me servia porque estava, na verdade, criticando as cantoras "góspeis". O "góspeis" seria, então, em tom de ironia. De fato, eu não considero tais cantoras como evangélicas.
Afinal de contas, quem está com a razão?
Aguardo a resposta.
O adjectivo irreciclável
Está correta a locução adjetiva "irreciclável", de «não reciclável»?
Sobre a grafia do topónimo Canaveses
Gostaria de saber qual a forma correcta de escrever a palavra canaveses, se com um "s" ou um "z". Actualmente, nós, marcoenses, escrevemos com "s", mas muita da correspondência que recebemos e mesmo a toponímia existente aparece com "z". Gostaria de saber qual a forma correcta e o que mudou até chegar à forma correcta.
Surdo-cego
Está correcto dizer "surdos-cegos"?
Grata pela atenção.
