«Ir a»/«Ir para» casa
A dúvida que vos coloco surgiu no âmbito de uma aula de português a estrangeiros e foi colocada pelos alunos.
Quando usamos o verbo ir seguido da preposição a, construção usada para exprimir curta duração temporal de uma acção, algumas vezes fazemos a contracção da preposição com os artigos definidos que a seguem, mas outras vezes não. Ex.: 1– Vou a casa buscar um livro. (e não «Vou à casa buscar um livro») 2 – Vou ao restaurante. (e não «Vou a restaurante»)
O mesmo sucede com a construção verbo ir seguido da preposição para, usada para exprimir longa duração temporal de uma determinada acção, mas neste caso não se põe a questão da contracção com a preposição, mas a utilização ou não do artigo. Ex.: 1 – Vou para casa (e não «Vou para a casa»; podendo no entanto esta última ser utilizada, se referirmos a quem pertence a casa) 2 – Vou para o quiosque (e não «Vou para quiosque»)
A não contracção/supressão do artigo verifica-se sempre que há um substantivo de género feminino depois da preposição, mas não com todos os substantivos deste género, o que invalida a formulação de uma possível regra que obrigasse a esta alteração no caso de um substantivo ser de género feminino. Ex.: 1 – Vou para a praia. 2 – Vou à praia.
São dois exemplos perfeitamente correctos que contrariam os exemplos dados anteriormente.
Gostaria então, se possível, de saber qual é a regra para a supressão/não contracção do artigo aquando do uso destas construções. Aplica-se só a determinados substantivos que por acaso são de género feminino? Há uma lista desses substantivos? Também existem casos com o género masculino? Muito obrigada!
A sintaxe de fazer-se (= «fingir»)
Em relação à frase «As meninas se fazem de difícil», eu creio que ela esteja errada, mas ao inverter, ela parece estar correta. Sendo assim: «As meninas, de difícil, se fazem.» Mas se «difícil» é um adjetivo, o mesmo não deveria concordar com o nome com o qual está ligado? Ou seja, a frase não deveria ser: «As meninas se fazem de difíceis»? Além dessa dúvida, gostaria de saber também se «de difíceis» está funcionando como predicativo do sujeito. Se não estiver, qual é sua função na frase? Obrigado desde já.
Os termos linguísticos diatético e comitativo
Parabéns pelo vosso profissionalismo e pelo carinho que mostrais, em nome da Língua Portuguesa. Ao consultar um livro de exercícios do 10.º ano, Caderno de Actividades – Das Palavras aos Actos, encontrei a seguinte terminologia: «valor diatético da expressão passiva» e «valor aspectual durativo-comitativo» (pág. 22). Não tenho qualquer referência sobre o valor diatético nem sobre o valor aspectual comitativo. Agradeço desde já a vossa ajuda.
O galicismo “plafonnier”
Gostaria de colocar a seguinte questão: Como se escreve em português a palavra francesa “plafonnier” (candeeiro junto ao tecto) e o seu plural. Obrigado.
A palavra grega ‘areté’
A palavra ‘areté’, proveniente do grego e que em português só encontro como parte de aretologia, pode ser escrita como se indica? É masculina ou feminina? Tem plural?
A grafia de exigencial
Deve escrever-se “exigencial” ou “exigêncial”?
Acento dos verbos em português
Morfologicamente, podemos dizer que, em termos de regra geral, os verbos em português recebem acento na vogal temática, na última vogal do radical ou na vogal morfemática?
A forma vocabular “sitiografia”
Por homologia a “bibliografia” é aceitável o termo “sitiografia”, para referenciar documentos disponíveis na Net? Já encontrei tal termo na variante brasileira, bem como em literatura de língua francesa e castelhana.
Antónimos de refinar
Pode escrever-se a palavra “desrefinar” para descrever o acto contrário a «refinar»? O termo “derefinar” poderá também ser correcto?
As grafias moto-soldadora e motossoldadora
Peço por favor que indiquem como deveremos escrever: “moto soldadora”, “moto-soldadora”, “motossoldadora” ou “motosoldadora”?
Muito obrigado pelo vosso cuidado e atenção ao assunto.
