A conjunção e e a sua pronúncia [i]
Esta pergunta é mera curiosidade: por que razão histórica/linguística é que o e, como em «eu e tu», é pronunciado "i"?
Raro: «ralo, grade»
No capítulo X de Amor de Perdição [de Camilo Castelo Branco] refere-se que «o padre capelão» estava no «raro lateral da porta». Qual o significado de "raro" enquanto nome? Só encontro nos dicionários como adjetivo e advérbio.
Muito obrigada.
A grafia do diminutivo de fé
O diminutivo de fé – como depreciativo de fé – escreve-se com, ou sem, acento na primeira sílaba?
"Fézinha", ou "fezinha"?
A pronúncia de espectador/espetador e expectativa/expetativa
Porque é que muitas vezes vejo escrito e ouço na televisão as palavras espectador e expectativa como se não tivessem c ou o c não se pronunciasse ?
Qual é a forma correta?
A pronúncia de prelo
Por que motivo prelo se ouve vulgarmente pronunciado com e aberto, se, em latim, a vogal tónica era longa, legitimando, assim, a prolação com timbre fechado (ê)?
Grato de antemão.
A pronúncia de bauxita
(na norma portuguesa e na norma brasileira)
(na norma portuguesa e na norma brasileira)
Em 1999 vós respondestes a Feliciano Rodrigues dos Santos, meu conterrâneo, que a pronúncia correta da palavra bauxita é /baukcíta/, ou seja, o "kc" soando como "cs". Porém, encontrei diversos foneticistas, como Maria Helena de Moura Neves (ver o seu Guia de uso do português: confrontando regras e usos), que atestam que o x soa como "chi". Enfim, qual é, definitivamente, a pronúncia correta? Se pronúncia correta for mesmo /baukcíta/, esse "kc" soa, de fato, como "cs"? Entendei, aqui em nossa cidade existe um bairro com esse nome, portanto, a questão é especialmente importante para nós.
A pronúncia de Apocalipse
Qual a pronúncia correta da palavra Apocalipse: "pó", ou "pu"? Será que me podem esclarecer sobre esta matéria?
Muito obrigada.
A pronúncia de Saragoça/saragoça
Gostaria de saber como se pronuncia Saragoça, há uma regra? É razão? É "Saragôça", ou "Saragóça"?
A acentuação de harpia
Trata-se não de uma pergunta, mas de um comentário relativo à resposta n.º 16831.
Independentemente de como se escreve em português, harpia NÃO pode ter a sílaba tônica no i (“harpía”), porque vem do grego ἅρπυιαι, que transliterado é Hárpuia, Ou seja, com a tônica na primeira silaba. Essa coisa de chamarem o bicho de “harpía” (e não “hárpia”, como é o correto) vem da subserviência aos documentários de língua inglesa, onde, efetivamente, se deforma a palavra, retirando da primeira sílaba o elemento tônico e transferindo para a segunda, produzindo essa deformidade que é “harpía”(!). Tanto é assim, que, antes desses documentários mal traduzidos, ninguém chamava de “harpía” o nosso gavião de penacho.
Para se conhecer realmente a palavra, o fundamental é ir à raiz da mesma. No caso, o grego.
Então, amigos, não é “harpía”, é hárpia.
Ainda o p de Egipto...
Permitam-me apenas um leve reparo [a propósito da resposta n.º 27 256]:
O p de Egipto sempre se pronunciou e pronuncia. Dou até um exemplo prático: no caso da liturgia não passa pela cabeça de ninguém pronunciar a palavra «Egito». Só de caso pensado...
P.S. – Haverá um número reduzido de intelectuais que omite o p de Egipto? Acredito que sim.
