DÚVIDAS

A coordenativa explicativa vs. subordinativa causal
Verifiquei que formulei mal a pergunta que coloquei anteriormente. As dúvidas são as seguintes: 1. Qual a diferença entre a conjunção coordenativa explicativa pois e a conjunção coordenativa conclusiva pois? 2. Pois pode também ser uma conjunção subordinativa causal? 3. Porque pode ser considerada uma conjunção coordenativa explicativa? Se sim, em que medida é diferente da conjunção subordinativa causal porque? 4. Encontrei uma explicação, segundo a qual a diferença entre uma coordenativa explicativa e uma subordinativa causal estaria no verbo, sendo que, quando este estiver no imperativo, a conjunção será do 1.º tipo (por exemplo: «Fecha a porta, porque faz frio»). Confirmam-no?
Construções com o clítico se
Sempre estudei que a gramática e o bom senso nunca abonaram a construção se (com função de sujeito) e o pronome o e suas flexões a, os e as (objeto direto), por ser contrária à índole da língua portuguesa. Uma questão de concurso público, entretanto, afirmou que a construção «podem ser descritas» equivale à construção «pode-se descrevê-las». Ora, esta última maneira de construir fere precisamente a norma gramatical supramencionada, porquanto o pronome se está claramente exercendo a função de sujeito da locução verbal ou conjugação perifrástica «pode descrever». Conforme tudo o que pude equilibradamente compreender ao longo de mais de vinte anos de dedicação a estudos gramaticais, o modo correto de escrever o equivalente a «podem ser descritas» é «podem-se descrever» ou «podem descrever-se». O torneio «pode-se descrevê-las», além de agredir hediondamente a tradição gramatical e o gênio da língua portuguesa estreme, não me parece nada passivo, uma vez que o se (função francesa) está desempenhando a função de sujeito, o que vai também de encontro à origem do idioma português (o se do latim não exercia a função nominativa). Importa-me saber a vossa opinião a respeito dessas considerações.
Sobre a palavra inércia
Por que razão é paradoxal a definição de inércia? inércia s. f. 1. Falta de movimento ou de atividade. 2. Preguiça, indolência. 3. Propriedade dos corpos que não podem, de per si, alterar o seu repouso ou o seu movimento. i.nér.ci:a Ajuda, feminino (Física) propriedade inata de um corpo que o faz responder a ação de forças; resistência da matéria ao movimento acelerado; propriedade intrínseca da matéria responsável por conservar, na ausência da ação de forças, um corpo em seu estado de movimento. (Química) propriedade química característica dos elementos ou compostos químicos cuja propensão a reação química é muito pequena ou nula; qualidade de elementos ou compostos químicos não-reativos; não-inclinação a reação química. Os gases nobres, por exemplo, apresentam elevada inércia. (Figurado) estado de paralisia; condição de estagnação; falta de atitude; ausência de ação e reação; inação, inatividade. (Figurado) abatimento caracterizado pela falta de vigor físico ou psicológico; apatia; desânimo, preguiça. (Figurado) falta de aptidão; incapacidade.
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