O me de «Levai-me àquele barco»
Na expressão «Levai-me àquele barco», o me tem a função sintática de complemento direto ou indireto?
O jogo de palavras e a redundância
Está correto o seguinte trecho? Me parece redundante.
«... o Brasil se torna tão perfeito quanto já o é no mundo da Imagem Verdadeira».
Morfema e palavra
Qual a diferença entre morfema e palavra?
«De jeito que...» = oração subordinada consecutiva
Estando em terra, chego ao Céu voando;
num’ hora acho mil anos, e é de jeito
que em mil anos não posso achar um´ hora.
Camões
Solicitava o favor de me esclarecer quanto à classificação da oração «que em mil anos não posso achar um´ hora».
«O mar universal e a saudade» = sujeito pós-verbal
Na frase «Restam-nos o mar universal e a saudade» (Pessoa), qual a função sintática do constituinte «o mar universal e a saudade»?
O uso do verbo minorizar
Estou neste momento a estudar o código da estrada (para tirar a carta de condução) e ao responder a um teste de preparação (composto pelas mesmas perguntas que podem constar num exame) deparei-me com uma pergunta que julgo que contém um erro de português. A pergunta é muito simples, sobre a condução sob o efeito de álcool, e qualquer pessoa deve conseguir responder, mesmo sem estudar o código. Tenho a certeza de que ela está incorrecta, mas gostaria de ter a confirmação de alguém com autoridade. A questão do teste era a seguinte:
A ingestão de bebidas alcoólicas pode provocar no condutor um falso estado de euforia e confiança, o que o leva a:
a) Conduzir com maior segurança.
b) Necessitar de menos tempo para reagir.
c) Sobrevalorizar as suas capacidades e minimizar o risco de acidente.
A resposta correcta, segundo o teste, é a terceira. Mas parece-me que, ao completarmos a frase com a terceira opção, estamos a dizer que o álcool, além de levar o condutor a sobrevalorizar as suas capacidades, leva-o a minimizar o risco de acidente; o que, obviamente, é falso. Queria então saber se a resposta c) diz ou não aquilo que quem elaborou a pergunta pretende que diga.
Já agora, pergunto também se a resposta a) não poderia estar certa, por implicar que o condutor conduz com maior segurança de si próprio (e não segurança rodoviária).
Oração causal vs. consecutiva
Surgiu uma dúvida na classificação das orações: «Quantos rostos ali se vêem sem cor,/Que ao coração acode o sangue amigo!» (Canto IV, estância 29) A segunda oração é causal, ou consecutiva?
Cópia, falsificação, imitação e contrafação
Qual a diferença entre cópia, falsificação, imitação e contrafação?
Porque é que dizemos que um CD é uma cópia deste, mas uma jóia é uma falsificação? Porquê que dizemos roupa de contrafação e não de imitação? A atribuição destes nomes depende do objecto que identificam?
Frase imperativa vs. frase declarativa
«Vamos lá experimentar isso.»
Esta frase pode considerar-se declarativa ou imperativa?
A coordenativa explicativa vs. subordinativa causal
Verifiquei que formulei mal a pergunta que coloquei anteriormente. As dúvidas são as seguintes:
1. Qual a diferença entre a conjunção coordenativa explicativa pois e a conjunção coordenativa conclusiva pois?
2. Pois pode também ser uma conjunção subordinativa causal?
3. Porque pode ser considerada uma conjunção coordenativa explicativa? Se sim, em que medida é diferente da conjunção subordinativa causal porque?
4. Encontrei uma explicação, segundo a qual a diferença entre uma coordenativa explicativa e uma subordinativa causal estaria no verbo, sendo que, quando este estiver no imperativo, a conjunção será do 1.º tipo (por exemplo: «Fecha a porta, porque faz frio»). Confirmam-no?
