Franco-atirador (com hífen)
Recentemente, no Brasil, vi a seguinte grafia (com hífen) da palavra franco-atirador no jornal Folha de São Paulo, de grande circulação nacional: «O cabo Clay Hunt havia sido um franco-atirador no batalhão. Depois de ter saído do Corpo de Fuzileiros Navais em 2009, depois de uma segunda participação, seu desencanto com a guerra cresceu, e ele procurou tratamento no Departamento de Assuntos de Veteranos (DAV), para combater a depressão e o transtorno de estresse pós-traumático que sofria» (23/09/2015). Acontece que a Academia Brasileira de Letras, em Encarte de Correções e Aditamentos à 5.ª edição, diz que deve ser grafada assim a palavra: "francoatirador", portanto, sem hífen. Como Portugal lida com esta hesitação na grafia da referida palavra?
A vírgula e as orações de infinitivo introduzidas por preposições
No vídeo do YouTube Tutorial Scriptorium - Uso da vírgula: 7 regras essenciais, que acabo de ver, fala-se das regras de uso da vírgula.
A minha pergunta é: na frase seguinte, a vírgula é realmente obrigatória, ou é apenas aconselhável, por uma questão de estilo?
«Ao analisarmos a questão sob esta nova perspetiva, as conclusões são distintas.»
A minha dúvida decorre do facto de em espanhol e catalão ser absolutamente desnecessária (a sua colocação é apenas uma questão de estilo) e de não conhecer, assim, a regra portuguesa que a torna obrigatória. O vídeo do YouTube não explica o porquê. Por outro lado, agora não consigo precisar onde é que vi, mas tenho a certeza de que já vi frases destas sem vírgula na imprensa de Portugal.
Muito obrigado pela sua resposta!
A grafia de palavras com o prefixo re: rerromanização
"Re-romanização" ou "rerromanização"?
«O Bazófias» = rio Mondego (Portugal)
Li algures que Coimbra tem um barco turístico chamado "Basófias". O nome vem obviamente da designação carinhosa que se dava (e talvez ainda dê) ao Mondego, que bazofiava na época das chuvas, com tão grande caudal, para ficar reduzido no Verão a fiozinhos de água, serpenteando por entre a muita areia. A minha dúvida tem a ver com a grafia. Neste sentido específico, deve escrever-se "Basófias" (com s)?
Desde já agradeço a vossa resposta.
Moral-espirituais
Digam-me, por favor, qual a forma correta de escrever a junção dos adjetivos moral e espiritual na seguinte frase:
«Tendo em conta as condições tanto económicas como moral-espirituais (ou moralo-espirituais [=morais e espirituais]), há que oferecer caminhos concretos.»
Grato.
A vírgula antes da conjunção e
«Esgotado o prazo destinado a esta fase e não havendo retificação a ser feita na ata, dou-a por aprovada.»
Na frase acima, dever-se-ia usar vírgula antes da conjunção e?
Obrigado.
Fotótipo
Gostaria de saber qual a opção correta para a seguinte palavra: "fototipo" ou "fotótipo". É referido ao tipo de pele face à luz solar.
Muito obrigada e parabéns pelo excelente trabalho que sempre fazem.
A história da grafia do verbo sair
Se o verbo sair vem do latim salire, donde vem que se escrevesse sahir, com h, e não com l, salir?
Grato.
A ortografia antes de 1911
Gostei muito do site. Conheci-o há pouco tempo e passarei a freqüentá-lo mais vezes.
Minha dúvida é sobre o Formulário Ortográfico de 1911.
Quais eram as regras ortográficas anteriores a esse formulário?
O aportuguesamento das palavras
chatrang (persa) e shatranj (árabe)
chatrang (persa) e shatranj (árabe)
Venho por meio deste tentar sanar uma dúvida quanto à melhor forma de grafar as variantes sassânida e árabe do precursor do latim moderno, o chaturanga indiano. Eles são respectivamente o chatrang e o shatranj. Segundo as parcas fontes que encontrei, nenhuma delas em português (Hage, Louis. Encyclopédie maronite, Volume 1: Universidade Santo Espírito, 1992 p. 165; Ivkov, Borislav. Alfil Malo: Editorial Paidotribo, 2002 p. 207), o primeiro poderia ser grafado "chatrange", embora me tenham sinalizado recentemente que talvez no português desse algo como "chatrangue" ou coisa parecida. Do segundo, eu achei uma fonte italiana (Pacioli, Luca. Gli scacchi di Luca Pacioli: evoluzione rinascimentale di un gioco matematico: Aboca museum, 2007 p. 133), segundo a qual apenas se usa shatranji, embora em itálico, o que ainda leva a mais dúvidas que o primeiro, ainda mais quando consideramos que no português, via de regra, sh fica ch e/ou x (ex.: paxá).
