DÚVIDAS

A pronúncia de bauxita
(na norma portuguesa e na norma brasileira)
Em 1999 vós respondestes a Feliciano Rodrigues dos Santos, meu conterrâneo, que a pronúncia correta da palavra bauxita é /baukcíta/, ou seja, o "kc" soando como "cs". Porém, encontrei diversos foneticistas, como Maria Helena de Moura Neves (ver o seu Guia de uso do português: confrontando regras e usos), que atestam que o x soa como "chi". Enfim, qual é, definitivamente, a pronúncia correta? Se pronúncia correta for mesmo /baukcíta/, esse "kc" soa, de fato, como "cs"? Entendei, aqui em nossa cidade existe um bairro com esse nome, portanto, a questão é especialmente importante para nós.
Horreum, hórreo e espigueiro
[Mais outra dúvida sobre] como aportuguesar determinados nomes greco-latinos [...]: * Horreum – pelo que pude descobrir sobre a trajetória desse termo latino para celeiro, ele preservou-se como “hórreo” para referir-se a celeiros do norte da península Ibérica e tem paralelo com o espigueiro português. Numa pesquisa preliminar, todas as referências encontradas para “hórreo”, que foi a grafia mais provável num possível aportuguesamento, remeteram-se aos celeiros modernos, sem nenhum paralelo aos celeiros romanos. Porém, recentemente descobri uma entrada num dicionário em espanhol (Ocampo, Estela. Diccionario de términos artísticos y arqueológicos: Icaria Editorial, 1992. p. 117) no qual é feita uma correlação entre os edifícios romanos e a forma atual. Dai que também fico na dúvida, é possível a transposição para o português do termo?
Stoá e pórtico
Venho por meio desta consulta tentar sanar, novamente, dúvidas de como aportuguesar determinados nomes greco-latinos: * Stoa – nenhum dos dicionários com visualização online possui qualquer entrada para esse termo grego para as colunatas/pórticos e fica difícil saber, por isso mesmo, se seu uso é realmente cabível da forma como está ou se é possível adaptá-lo de alguma forma. As parcas fontes que eu achei ao utilizar o aportuguesamento mais óbvio "Estoá" ou "Estoa" referem-se à escola de Zenão de Cítio construída na ágora de Atenas.
A posição do símbolo do dólar (EUA)
O Código de Redação Interinstitucional da UE estabelece que, quando se usa o símbolo do euro (€), este deve vir à direita do valor e com espaço: Ex.: 30 € A minha dúvida persiste, após profunda pesquisa (e sem resultar em nenhuma conclusão fidedigna), em relação ao símbolo do dólar. Quando usado num texto português, devemos posicioná-lo também à direita (e com espaço), como instituído para o euro? Ou seja: 30 $ Ou devemos usar a regra do inglês e posicioná-lo à esquerda ($ 30)? Obrigada.
Artigo definido em títulos de obras
A questão que venho aqui colocar é relativamente ao artigo definido. Sempre que desejo referir um livro, fico com dúvidas em relação ao emprego do artigo, se devo usá-lo ou não. Antes de vos escrever, deambulei pelo vosso site à procura de resposta e até acho que a encontrei. Porém, não sabendo se a regra se poderá aplicar à minha incerteza, decido, mesmo assim, colocá-la. Em 2008 foi questionado o seguinte: «A respeito da capital de Moçambique, diz-se "o Maputo", ou "Maputo", sem artigo?» Como resposta, a sra. Maria Regina Costa explicou: «Quando se designa o rio, utiliza-se o artigo, pois os nomes dos rios são precedidos de artigo: «o rio Maputo», «o Maputo». Quando se designa a cidade, a regra geral é a da omissão do artigo.» Pois bem, esta regra aplica-se quando refiro algum livro quando posso usar simplesmente o título como resposta? Exemplo: — Ontem acabei de ler um livro. — Que livro leste? A resposta deverá ser: «li "A Casa Negra"» ou «li o/a "A Casa Negra Negra"»? Também fico com dúvidas de como utilizar o artigo definido, porque o próprio título já o contém — "A" — e é feminino. Mas, e no caso de o título se encontrar no masculino, «O Homem Que Perseguia o Tempo», eu deveria responder: «ontem li o "O Homem Que Perseguia o Tempo"», ou devo omitir o artigo "O", uma vez que o próprio título já o contém? Grato pela vossa atenção.
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