Já a começar oração
Tenho visto muitas vezes a palavra já usada em início de oração de uma forma que me parece inadequada, mas gostaria de saber se tenho razão nesta interpretação.
Para mim, já em início de oração introduz uma oposição relativamente à oração anterior. Por exemplo, se eu disser «O autor A escreve romances, já o autor B escreve poesia», esta frase é lógica. Mas se eu disser: «O autor português A escreve em inglês, já o autor português B escreve numa língua estrangeira», esta frase não tem sentido (não há nenhuma oposição entre as duas orações).
No entanto, constato que já é muitas vezes usado em início de oração, como nos exemplos dados, apenas para introduzir uma informação nova ou complementar, sem que haja nenhuma oposição entre a primeira e a segunda oração.
É este uso correto?
A origem do topónimo Memória (Leiria)
Gostava de saber se há explicações relativamente à toponímia da povoação Memória no município de Leiria?
Obrigado.
Anáfora: «tão leve, tão fresca, tão feliz»
Na frase «Sinto-me tão leve, tão fresca, tão feliz», posso considerar a repetição do tão na mesma frase como anáfora?
Ou a anáfora é só a repetição de palavras no início de versos ou frases?
Construção consecutiva: «de tão saborosa que estava a sopa»
Na sequência de frases «Abriu a panela e o cheiro da sopa era inebriante. De tão saborosa, não conseguia parar de comer.», a expressão «de tão saborosa» pode surgir isolada ou obrigada a um complemento: «de tão saborosa que estava, não conseguia parar de comer.»?
Narrador vs. «sujeito poético»
Na análise de um texto poético dizer-se "narrador" em vez de "sujeito poético" equivale a uma impropriedade lexical?
Obrigado.
Títulos de obras ou de textos em manuscritos
Quando escrevemos num manuscrito títulos de obras ou de textos, como contos e poemas, etc., sempre me ensinaram, quando cheguei ao 8.º/9.º ano, que se deve sublinhar qualquer título deste tipo.
No entanto, recentemente, disseram-me que apenas títulos de livros são sublinhados. O resto (títulos de contos, poemas, etc.) é posto entre aspas. Eu aceitei, no entanto, continuou a haver esta diferença entre opiniões de pessoas que conheço.
Peço, então, se poderem explicar quando usar uma e outra, uma vez que vou fazer exame de português obrigatório (12.º ano), e gostaria de que não ser penalizada por uma coisa que aparenta ser tão simples.
Os topónimos Arrifes e Biscoitos (Açores)
Devemos escrever "Escola Básica de Arrifes" ou "Escola Básica dos Arrifes"?
E "Escola Básica de Biscoitos" ou "Escola Básica dos Biscoitos"?
Muito obrigado.
Coesão e o possessivo seu
Na frase «A falta de gravidade também pode afetar SEUS sistemas imunológico e cardiovascular, SUA visão e SEU próprio DNA», os pronomes em caixa alta representam que tipo de coesão?
Sequencial? Referencial?
De que tipo e por que?
Obrigado.
Acentos e acrósticos
Os acrósticos têm que respeitar a acentuação ortográfica das palavras, ou a acentuação é opcional para a sua construção?
A locução «com vista(s) a»
Antes de apresentar a minha dúvida, gostava de felicitá-los pelo incrível trabalho que têm feito em prol da promoção da língua portuguesa, nossa língua comum! Cá vai a minha dúvida:
Gostava de saber em qual opção a regência está correcta:
a) «As actividades são propostas com vista NO desenvolvimento de competências…»
b) «As actividades são propostas com vista AO desenvolvimento de competências…»
Qual frase usar? Qual está correcta e porquê? Caso seja possível, por favor, indiquem-me autores que tratem da questão!
Muito obrigado!
[NE – Como o consulente se identifica como angolano, mantém-se a ortografia usada no original, a do Acordo Ortográfico de 1945.]
