Textos publicados pela autora
Modalidade epistémica e modalidade deôntica
Pergunta: Qual o tipo de modalidade e valor modal das seguintes afirmações:
«Sou a portadora desta carta para Vossa Excelência. Que não venha cá, porque isso seria inútil, e muito perigoso.»
Resposta: As afirmações apresentadas são retiradas da obra Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco.
Usaremos aqui as frases originais da obra.
Assim, na primeira frase, dirigida por Mariana a Teresa, na sequência da pergunta desta última sobre a sua identidade, estamos perante a modalidade epistémica...
Atos ilocutórios assertivos e expressivos
Pergunta: Venho pedir a vossa ajuda acerca da identificação de um ato ilocutório.
A frase "Pobres, as palavras, insignificantes, insuficientes" constitui um ato ilocutório assertivo ou expressivo? Porquê?
O contexto é um texto de Francisco Assis (jornal Público, 19/11/2023):
«As palavras são incapazes de exprimir algumas alegrias. Pobres, as palavras, insignificantes, insuficientes. Mas a música chega lá.»
Muito obrigada pela vossa ajuda,Resposta: O ato ilocutório expressivo visa expressar um dado...
Hipérbato vs. anástrofe
Pergunta: Entre colegas, surgiu uma discussão sobre um recurso expressivo na estância 19 d'Os Lusíadas: anástrofe ou hipérbato?
Já no largo Oceano navegavam,As inquietas ondas apartando;Os ventos brandamente respiravam,Das naus as velas côncavas inchando;Da branca escuma os mares se mostravamCobertos [...]
Nesta estância, podemos afirmar que estamos perante anástrofes em «Das naus as velas côncavas inchando» e «Da branca escuma os mares se...
As subclasses de quem
Pronome relativo vs. Pronome interrogativo
A propósito da frase «Com quem queres tu falar?», a professora Carla Marques analisa as classes de pertença da palavra quem. ...
Sintaxe e estilística: «A importância... é que/é porque»
Pergunta: Relativamente ao "hábito" de se responder a partir das perguntas dos enunciados, noto uma tendência que se traduz na seguinte frase:
«A importância dos sonhos É QUE/É PORQUE a personagem pressente algo ruim.»
Perguntava-vos, como tal, se é aceitável uma construção desse género.
Obrigado.Resposta: Ambas as possibilidades estão corretas. O seu uso poderá apenas ser discutido num plano estilístico de maior ou menor elegância linguística.
As estruturas «é porque» e «é que» constituem estratégias de marcação...
