Textos publicados pela autora
Sobre a conjunção e
Pergunta: Na frase: «A minha casa é bonita. E a tua?»
— O e é uma conjunção?Resposta: Sob o ponto de vista sintáctico, e é uma conjunção que coordena orações com a mesma função sintáctica e semântica:
«A minha casa é bonita, e a tua não vale nada.»
À luz da pragmática e da linguística textual, e corresponde a um conector, verificando-se que o sentido aditivo que transporta estende-se, em contexto interaccional, a um valor discursivo de continuação/completação de uma sequência pelo...
Sobre uma referência ao pleonasmo
Pergunta: Podem dizer-me se a referência ao pleonasmo está bem aplicada, na frase abaixo transcrita, ou se se trata antes de uma simples repetição?
«(...) neste sentido, poderíamos dizer que o passado, a que os arqueólogos se referem na sua narrativa científica, emerge do presente — ele morreu, isso, sim, perdoem-me o pleonasmo, no passado.»Resposta: O pleonasmo corresponde ao emprego de uma ou várias palavras que repetem uma ideia já contida em vocábulos anteriores. Na origem deste efeito pode estar:
— o uso palavras...
Dúvidas sobre a conjunção ou e seu valor semântico e linguístico
Pergunta: Estou fazendo um trabalho de faculdade e tenho dúvidas sobre a conjunção ou e seu valor semântico e linguístico:
O caso é o seguinte: não consigo identificar quando a sua disjunção é exclusiva, inclusiva ou argumentativa. Sempre aprendi só pela visão gramatical como coordenativa alternativa, mas não é isso que minha professora quer... Vou mandar o trecho que tenho de analisar, se vocês puderem me ajudar, agradeço (é onde aparece a conjunção ou)
«(...) Muitos candidatos, novatos...
A propósito do palavrão, no Porto (Portugal)
Pergunta: A propósito do texto Semiótica do palavrão, de Paulo Moura, inserido no tema Lusofonias do vosso site e que tão bem retrata a realidade portista, onde ele sugere a dado passo:
«No Porto, os palavrões não são obscenos: são uma arte e uma filosofia. Não sei se algum linguista analisou alguma vez este fenómeno. Mas valia a pena. Primeiro porque, no Porto, os palavrões são fiéis à sua natureza — são vulgares e ordinários. Não são, como noutras regiões, raros e extraordinários. São de todos, e não de uma elite...
