Pelourinho Aberturas e fechamentos A confusão está por todo o lado, na rádio, na televisão, nas ruas. Consideremos um verbo da primeira conjugação, por exemplo, o verbo falar. Falamos é a primeira pessoa do plural do presente do indicativo. Falámos é a primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. Conforme se pode ver, até há, na escrita, o acento agudo a marcar a diferença. E, no entan... Ana Martins · 7 de agosto de 2007 · 5K
Pelourinho 'Têm havido' muitos erros Aborrece-me sumamente ter de ouvir ministros, professores dos vários graus de ensino, jornalistas, estudantes - eles e elas - a dizer: "Houveram encontros", "Poderiam haver mais possibilidades", "Haviam tantas mulheres que os homens tiveram medo", "Podem haver outros mundos."Seria preciso perguntar-lhes qual é o sujeito do verbo. Não há paciência!Apareceram agora os resultados dos exames e, mais uma vez, foi o desastre: a Matemática teve uma ligeira melhoria em relação ao ano tra... Anselmo Borges · 23 de julho de 2007 · 13K
Pelourinho Engenharia linguística? O (...) leitor Segismundo de Bragança traz-nos duas dúvidas que ilustram algo que é relativamente comum: as pessoas que se interessam por questões de língua começam a dar conta de que há formas e construções (conjugações, concordâncias, formações de palavras, etc., etc.) que, pela lógica, não deviam ser como são. Ana Martins · 22 de julho de 2007 · 2K
Pelourinho Terá feito ou fez mesmo? Noticiar é divulgar factos. A construção da notícia funda-se em aspectos da ordem da referencialidade, verdade, fidelidade e responsabilidade. Mas muitas vezes o jornalista não está em condições de assegurar totalmente a validação da informação que transmite, porque não presenciou os factos que enuncia e porque, por intermédio da sua fonte, adquiriu apenas uma informação provisória. Nessa altura, ele tem ao seu dispor recursos linguísticos que servem exactamente para marcar a não efectividade... Ana Martins · 14 de julho de 2007 · 3K
Pelourinho // Mau uso da língua nos media Dois erros muito comuns na imprensa portuguesa Dez por cento/dez pontos percentuais e «vereador» vs. «deputado municipal» A diferença entre «aumentar dez por cento» e «aumentar dez pontos percentuais», assim como entre vereador e deputado na terminologia autárquica portuguesa – regista neste comentário o jornalista João Alferes Gonçalves, a propósito de uma notícia do diário português Público de 13 de Julho de 2007. João Alferes Gonçalves (1944 — 2023) · 14 de julho de 2007 · 4K
Pelourinho // José Saramago Saramago e o portunhol José Saramago falando em portunhol num programa do segundo canal da televisão pública portuguesa. Apontamento da professora Ana Martins, publicado originalmente no semanário Sol de 7 de Julho de 2007. Ana Martins · 9 de julho de 2007 · 4K
Pelourinho São coisas como esta que dão má fama às edições online Nenhum jornal está imune a gralhas, nem sequer a erros, embora haja uns erros menos desculpáveis que outros. Só quem não anda à chuva é que não se molha. As edições online dos jornais portugueses parecem, no entanto, apostadas em superar, no erro, as suas irmãs de papel. De vez em quando, deparamos com notícias como a do Correio da Manhã<... João Alferes Gonçalves (1944 — 2023) · 6 de julho de 2007 · 4K
Pelourinho Teimosos e ignorantes Que se opte por (e escreva) flexigurança, enfim, ainda se aceitam os argumentos a seu favor, por muito que deles se discorde, como é o caso. Mas “flexisegurança”, como se insiste no semanário Sol, ou “flexi-segurança”, como vinha na edição do mesmo dia do Público, decorrem, tão-só, de teimosia... ignorante. José Mário Costa · 2 de julho de 2007 · 2K
Pelourinho Simplex, simplis António Costa, candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa, declarou na semana passada que, se ganhasse as eleições, ia criar um simplis, ou seja, um simplex para a cidade de Lisboa. A que processo de formação vocabular pertencem estas duas palavras? Ana Martins · 30 de junho de 2007 · 5K
Pelourinho A “notoridade” de Marcelo Rebelo de Sousa No programa As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa (RTP 1) de domingo passado, a propósito de uma notícia sobre a ETA, o comentador referiu que vale a pena acompanhar a situação e que o facto de não haver muita informação sobre o assunto pode querer dizer «As autoridades policiais [espanholas] vão intervir sem Maria Regina Rocha · 26 de junho de 2007 · 5K