Pelourinho Terá feito ou fez mesmo? Noticiar é divulgar factos. A construção da notícia funda-se em aspectos da ordem da referencialidade, verdade, fidelidade e responsabilidade. Mas muitas vezes o jornalista não está em condições de assegurar totalmente a validação da informação que transmite, porque não presenciou os factos que enuncia e porque, por intermédio da sua fonte, adquiriu apenas uma informação provisória. Nessa altura, ele tem ao seu dispor recursos linguísticos que servem exactamente para marcar a não efectividade... Ana Martins · 14 de julho de 2007 · 3K
Pelourinho // Mau uso da língua nos media Dois erros muito comuns na imprensa portuguesa Dez por cento/dez pontos percentuais e «vereador» vs. «deputado municipal» A diferença entre «aumentar dez por cento» e «aumentar dez pontos percentuais», assim como entre vereador e deputado na terminologia autárquica portuguesa – regista neste comentário o jornalista João Alferes Gonçalves, a propósito de uma notícia do diário português Público de 13 de Julho de 2007. João Alferes Gonçalves (1944 — 2023) · 14 de julho de 2007 · 4K
Pelourinho // José Saramago Saramago e o portunhol José Saramago falando em portunhol num programa do segundo canal da televisão pública portuguesa. Apontamento da professora Ana Martins, publicado originalmente no semanário Sol de 7 de Julho de 2007. Ana Martins · 9 de julho de 2007 · 4K
Pelourinho São coisas como esta que dão má fama às edições online Nenhum jornal está imune a gralhas, nem sequer a erros, embora haja uns erros menos desculpáveis que outros. Só quem não anda à chuva é que não se molha. As edições online dos jornais portugueses parecem, no entanto, apostadas em superar, no erro, as suas irmãs de papel. De vez em quando, deparamos com notícias como a do Correio da Manhã<... João Alferes Gonçalves (1944 — 2023) · 6 de julho de 2007 · 4K
Pelourinho Teimosos e ignorantes Que se opte por (e escreva) flexigurança, enfim, ainda se aceitam os argumentos a seu favor, por muito que deles se discorde, como é o caso. Mas “flexisegurança”, como se insiste no semanário Sol, ou “flexi-segurança”, como vinha na edição do mesmo dia do Público, decorrem, tão-só, de teimosia... ignorante. José Mário Costa · 2 de julho de 2007 · 2K
Pelourinho Simplex, simplis António Costa, candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa, declarou na semana passada que, se ganhasse as eleições, ia criar um simplis, ou seja, um simplex para a cidade de Lisboa. A que processo de formação vocabular pertencem estas duas palavras? Ana Martins · 30 de junho de 2007 · 5K
Pelourinho A “notoridade” de Marcelo Rebelo de Sousa No programa As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa (RTP 1) de domingo passado, a propósito de uma notícia sobre a ETA, o comentador referiu que vale a pena acompanhar a situação e que o facto de não haver muita informação sobre o assunto pode querer dizer «As autoridades policiais [espanholas] vão intervir sem Maria Regina Rocha · 26 de junho de 2007 · 5K
Pelourinho Será que estamos em Portugal? Notícia do Jornal da Tarde1, um dos espaços nobres de informação da televisão pública portuguesa. Referia-se ela à transmissão da final de um concurso intitulado Sapo Challenge 20072, que, segundo o apresentador, terá envolvido «todas as escolas do país».Essa transmiss... Maria Regina Rocha · 25 de junho de 2007 · 3K
Pelourinho Titulando Há uma arte de escrita de títulos nos jornais? Há. O título designa, identifica, descreve e aponta para o conteúdo global do texto de que é porta-estandarte. O título tem de ter autonomia, tem de ser inteligível por si só e, ao mesmo tempo, instigar à leitura, criar a necessidade de ir buscar informação suplementar ao corpo da notícia. Ana Martins · 23 de junho de 2007 · 4K
Pelourinho Uma alcofa na alcova O presidente do FC Porto foi traído por uma gralha. Sendo pessoa culta e partindo do princípio de que os jornalistas não dão erros ortográficos, só uma gralha justifica a comicidade do caso. Entrevistado pelo Público, o presidente campeão teoriza sobre as relações entre o Ministério Público e os media e avança com uma analogia histórica: «Algo semelhante entre o que se passava na corte francesa (...).» Voici a parte culta. Leonor Pinhão · 19 de junho de 2007 · 5K