Pelourinho Ainda a colocação do pronome em orações temporais Notícia* sobre o aniversário da menina inglesa desaparecida no Algarve: «Os pais apelaram à intensificação dos esforços para localizar a filha, enquanto a população local multiplicou-se em iniciativas de solidariedade.» «(…) enquanto a população local se multiplicou em iniciativas de solidariedade» — assim deveria ter sido dito, com o pronome a preceder a forma verbal, dado o facto de pertencer a uma oração temporal (iniciada por enquanto). Maria Regina Rocha · 14 de maio de 2007 · 4K
Pelourinho «Porque é que» Mais este exemplo do uso indevido do advérbio interrogativo porque: «Por que é que as autoridades portuguesas não fech... Maria Regina Rocha · 13 de maio de 2007 · 5K
Pelourinho De + a + oração infinitiva Extracto de uma notícia do matutino 24 Horas (de 8 de Maio de Maio 2007) sobre o rapto da pequena Madeleine, na praia da Luz: «Pode até tratar-se de um rapto com motivações sexuais, mas também não se pode excluir a hipótese <span style="background:... Maria Regina Rocha · 12 de maio de 2007 · 3K
Pelourinho "Idiomicídio", dizem eles O que é verdadeiramente escrever mal? Dizer mal? Os que falam em desrespeito intolerável pela língua são apodados de puristas, normativos, conservadores. Não raro, há crispações em torno do tema da fixação da norma e da aceitação dos usos. Os exemplos abaixo nada têm que ver com esse tema. São simplesmente casos em que o jornalista revela ignorar a estrutura da sua língua materna. «Seis algarismos apenas causaram o motivo da discórdia.» (DN, 5-5-07) — Devia estar: causaram a discórdia. Ana Martins · 12 de maio de 2007 · 5K
Pelourinho Quer… quer Notícia do Jornal da Tarde (RTP 1, 10 de Maio de 2007) sobre as investigações a propósito do desaparecimento de uma menina inglesa no Algarve: «As investigações prosseguem no terreno, com uma equipa de 180 inspectores da Judiciária, apoiada por 100 militares da GNR e por todos os elementos ... Maria Regina Rocha · 11 de maio de 2007 · 3K
Pelourinho «"Telégrafo" de profissão» Fusão de Reuters e Thomson cria maior agência noticiosa do mundo INÊS DAVID BASTOS As origens da Reuters João Alferes Gonçalves (1944 — 2023) · 9 de maio de 2007 · 3K
Pelourinho Traduções a martelo Pelos exemplos assinalados abaixo, se há guerra é ao português. E a pirataria, está visto, é de quem faz traduções assim a martelo, à boleia da Internet. A pirataria continua a ser o pão nosso de cada dia no mundo da Internet, dividindo duas opiniões distintas sobre ela e alimentando sucessivas batalhas no combate à actividade que é copiar ilegalmente. José Mário Costa · 8 de maio de 2007 · 4K
Pelourinho «Porque não?» (e não “por que”) Legenda no Telejornal da RTP 1 (5 de Maio de 2007), a propósito das eleições presidenciais em França, traduzindo-se uma interrogação retórica a respeito da vitória de um dos candidatos: «Por que não? Por que não?» Devia ter sido utilizado o advérbio interrogativo porque: «Porque não? Porque não?» Este advérbio, que significa «por que motivo», «por que razão», nunca tem os seus constituintes separados. Maria Regina Rocha · 7 de maio de 2007 · 4K
Pelourinho «Cuja participação estava prevista» Numa notícia do matutino 24 Horas, de 6 de Maio de 2007, sobre uma corrida relacionada com a luta contra o cancro, podia ler-se, a terminar: «Maria José Rita, que estava prevista participar na iniciativa, acabou por não poder comparecer.»Esta frase está deficientemente construída, pois não é a pessoa que «está prevista», mas a sua participação. Uma alternativa seria: «Maria José Rita, cuja participação na iniciativa estava prevista, acabou por não poder comparecer.» Maria Regina Rocha · 7 de maio de 2007 · 3K
Pelourinho Xaropada A PT lançou agora um anúncio com o slogan escrito assim: «XAMADAS A ZERO XÊNTIMOS PARA TODAS AS REDES FIXAS.» Uma das estratégias actuais do discurso publicitário é alterar a forma convencional de escrever as palavras para, criando uma analogia inusitada entre grafia, fonia e sentido, causar surpresa e provocar o riso. Uma vez definida bem a fronteira entre jogo e erro ortográfico, as charadas gráficas da publicidade em nada ferem o respeito pelas regras do código da escrita. Ana Martins · 5 de maio de 2007 · 3K