Pelourinho E se a revisão filológica fosse mais rigorosa? A linguagem literária permite liberdades estilísticas que a linguagem referencial, assente na norma, não aceita. As escritas dos porventura dois mais representativos escritores da nossa contemporaneidade, José Saramago e António Lobo Antunes, são, aliás, disso bons exemplos. E ainda bem que assim é, pois só assim a língua se recria, se reinventa, se enriquece. Pessoalmente, leio com grande prazer os textos de um e de outro. Paulo J. S. Barata · 20 de fevereiro de 2013 · 5K
Pelourinho Uma Beneficiência não beneficente Um dia destes chegou-me às mãos uma correspondência do Tribunal Central Administrativo do Sul (TCAS). O TCAS fica situado na Rua da Beneficência, em Lisboa, porém, o sobrescrito a que tive acesso refere Rua da Beneficiência. Paulo J. S. Barata · 20 de fevereiro de 2013 · 4K
Pelourinho Porquê “bazookada”?! Surpreendi no jornal português Record (n.º 11 848, de 20 de setembro de 2011, p. 40) a palavra bazookada (do inglês bazooka), confirmando uma tendência recente para alguns aportuguesamentos de contestável legitimidade. Neste caso, ainda por cima, não há nenhuma razão para que não se proceda ao seu aportuguesamento regular, desde logo porque já existem palavras da mesma família em português. Paulo J. S. Barata · 20 de fevereiro de 2013 · 5K
Pelourinho // Inadequação vocabular Um caso de sinonímia… errada Títulos iguais não significa que os documentos em causa sejam sinónimos, como se recorda neste texto do jornalista Wilton Fonseca, na sua coluna no diário i, de 14 de fevereiro de 2013. Wilton Fonseca · 14 de fevereiro de 2013 · 4K
Pelourinho // abreviaturas O barbarismo das siglas e o caso da DGEstE Através do Decreto-Lei n.º 266-F/2012, foi criado um novo organismo oficial em Portugal, no Ministério da Educação e Ciência (MEC): a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, que, entre outras, sucede nas atribuições às antigas Direções-Regionais da Educação. Esse organismo recebeu a sigla DGEstE. Paulo J. S. Barata · 25 de janeiro de 2013 · 6K
Pelourinho «Removedor de cotão»… … e da língua portuguesa Mais do que «um problema de tradução», um caso que «é muito mais um problema de saúde pública.» Na língua portuguesa, e não só… Texto publicado no jornal "i" de 21/01/2013. Se um produto é destinado ao mercado português, a sua rotulagem deve ser feita em língua portuguesa. Há legislação sobre o assunto, trata-se de um direito básico do consumidor nacional. Wilton Fonseca · 21 de janeiro de 2013 · 3K
Pelourinho // Inadequação vocabular O bufete dos advogados Deambulando pela programação televisiva disponibilizada pela Zon, dei com esta sinopse da série A Firma, que passa no AXN:«Mitch McDeere, um jovem e brilhante advogado recém saído da faculdade de Harvard vê-se seduzido pelas promessas de um prestigioso bufete de advogados de Memphis. No entanto, passado pouco tempo de entrar, começa a suspeitar que algo estranho passa na tão ilustre firma» (A Firma, T. 1, Ep. 11). Paulo J. S. Barata · 14 de janeiro de 2013 · 2K
Pelourinho Saber… sem deixar dúvidas Como do uso indevido do verbo saber, em certas declarações públicas, resultam em meras declarações de suspeições, de boatos e de pura intriga – nesta crónica do jornalista Wilton Fonseca, publicada no diário português i de 24 de dezembro de 2012. Saber é como ser, tem significado pleno. «Eu sou» ou «eu sei» não requerem complementos nem deixam lugar a dúvidas. Mas há figuras públicas e jornalistas que não querem que assim seja. Wilton Fonseca · 24 de dezembro de 2012 · 5K
Pelourinho // Estrangeirismos Porquê "Pós Match" e não «Pós-Jogo»? No final do jogo entre o Marítimo e o Sporting da Taça da Liga, ocorrido no dia 18 de dezembro de 2012, um dos comentadores da TVI dizia qualquer coisa como (cito de memória) «acompanhe o rescaldo do jogo já a seguir na TVI24». Ao ligar-me ao canal, referia o inserçor de caracteres da Zon: «Taça da Liga – Pós Match. Com especiais Pós Match, para acompanhar o tempo que sucede a entrada em campo das equipas os debates, a analise e os resumos»?! Paulo J. S. Barata · 21 de dezembro de 2012 · 4K
Pelourinho // Ortografia «Mantém» por «mantêm» – um erro comum que se vai mantendo… Vai-se mantendo e ocorre a espaços na comunicação social escrita a confusão entre mantém (3.ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo manter) e mantêm (3.ª pessoa do plural do mesmo tempo, modo e verbo). Numa notícia recente sobre as reformas dos funcionários públicos pode ler-se: «[…] mas os funcionários que peçam a reforma até ao final do ano mantém as regras actualmente em vigor (63,5 anos de idade e a antiga fórmula de cálculo)» (Público, 7 de dezembro de 2012, p. 28). Paulo J. S. Barata · 18 de dezembro de 2012 · 39K