Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Notícia do desassossego «Como os seus serviços já não eram precisos, eles foram de férias, descansados da vida e com a cabeça desassossegada. Porque ao contrário do que se passara no último verão, este seria paradinho, quase mortiço [...]». Expresso, Primeiro Caderno, 9 de agosto de 2014, p. 38. Paulo J. S. Barata · 2 de setembro de 2014 · 4K
Pelourinho Como (não) «escrever com os pés» «Ao que o nosso jornal apurou, "terão havido contactos junto de pessoas que tinham pedido para analisar os valores de indemnizações no âmbito de anteriores planos de rescisão para voltarem a negociar e a RTP estava a propor valores mais altos."» "Diário de Notícias", 23 de agosto de 2014 José Mário Costa · 25 de agosto de 2014 · 3K
Pelourinho "Confusión de confusiones"... desfolhadíssima «... e vou, veraneando, preguiçosamente desfolhando o calendário da contagem dos dias da partida.» O calendário, coitado, com as folhas arrancadas – imagina-se que uma a uma, na lassidão atrás descrita –, deve ter ficado imprestável para qualquer outra utilidade. José Mário Costa · 21 de agosto de 2014 · 5K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Um erro à discrição «Mas tal, além de nos obrigar a comer só tomate epouco mais, embora com o benefício de o vinho ser àdescrição, parece-me pouco realista e não convence asaltas esferas que nos governam». Expresso, Revista, 2 de agosto de 2014, p. 74. Paulo J. S. Barata · 21 de agosto de 2014 · 5K
Pelourinho Errar também será "humanitário"? «Em Portugal e em Angola, os jornalistas confundem [humano] com [humanitário]. Persistentemente. Tanto persistem que acabarão por vencer. Haverá um dia em que veremos à solta a "raça humanitária", a "espécie humanitária", o "ser humanitário".» Wilton Fonseca · 15 de agosto de 2014 · 6K
Pelourinho "Amarei-te"... nunca! Eu te amarei, quando muito na norma brasileira. Ou seja: com a colocação do pronome antes do verbo (próclise). Tratando-se de uma revista portuguesa, será, sempre, eu amar-te-ei [futuro do indicativo na forma reflexa do verbo amar, com o pronome pessoal intercalado entre elementos do próprio verbo (mesóclise), com hífen.] Amarei-te... nunca a Sra. Obama diria alguma vez ao senhor seu marido. Falando em português (escorreito), é claro. José Mário Costa · 7 de agosto de 2014 · 20K
Pelourinho Uma desmarcação mal demarcada «Claro que eu, aqui [na Madeira], não subscrevo a política da República. E procureipassar a mensagem da minha desmarcação, e mesmo oposição, a essa política». Expresso, Primeiro Caderno, entrevista a Alberto João Jardim, 25 de julho de 2014, p. 10. Paulo J. S. Barata · 5 de agosto de 2014 · 6K
Pelourinho Um estrato (muito) mal extraído «Este foi um dos produtos […] que também permitiu criar a Red Eye, cervejaapresentada como remédio para a ressaca, e cujo segredo é um estrato detomate criado em Portugal» Expresso, Economia, 18 de julho de 2014, p. 14. O estrato de tomate referido na transcrição é na verdade extrato. Paulo J. S. Barata · 31 de julho de 2014 · 7K
Pelourinho O "ou" ou o "e"? Três exemplos da confusão no emprego de duas conjunções coordenativas de sentido distinto, colhidos em jornais portugueses. Crónica do autor publicada no jornal "i" de 31 de julho de 2014. Para alguns jornalistas é um problema escolher entre um “e” e um “ou”, as inesquecíveis conjunções aditivas e alternativas que surgiam nas primeiras páginas das gramáticas básicas. Wilton Fonseca · 31 de julho de 2014 · 11K
Pelourinho Um erro (facilmente) evitável É por estas e por outras – a confusão entre ter a ver (= «ter relação com»/«dizer respeito a») e ter a haver (= «ter a receber») – que vale mais preferir-se o vernáculo ter que ver. Evitava-se o erro1. E tratando-se ainda por cima de uma televisão de serviço público a veiculá-lo... 1 Ainda por cima, um erro duplo aquele anómalo ter haver. José Mário Costa · 29 de julho de 2014 · 3K