O nosso idioma O desde (em espanhol) e o de (em português) É um dos modismos do chamado futebolês: que se está falar, ou a transmitir, desde daqui ou desde ali. Foi o que se voltou a ouvir, repetitivamente, a propósito da cobertura do Europeu de futebol, na Suíça e na Áustria. Maria Regina Rocha explica neste artigo1 a diferença entre as preposições de e desde em português e no espanhol. E aborda, ainda, a questão dos anglicismos. Maria Regina Rocha · 22 de junho de 2008 · 8K
O nosso idioma O mundo maravilhoso da palavra intraduzível Os falantes do Português orgulham-se da "intraduzível" palavras saudade, mas há também que olhar para as idiossincrasias linguísticas de muitos idiomas por esse mundo fora. Que o amor é complicado, ninguém questiona. Mas o povo boro, da Índia, tem vocabulário aparentemente bem mais atento às "nuances" desse sentimento do que muitas línguas. Para eles, "onsay" significa «fingir amar»... Edgard Murano · 23 de maio de 2008 · 7K
O nosso idioma Um país a tripar TU-ALINHAS?, assim mesmo mas em letras minúsculas, precedido de www. e seguido de .pt dá acesso ao site «infanto-juvenil» criado pelo Instituto da Droga da Toxicodependência (IDT) para jovens a partir dos 11 anos – quando «já não és criança, mas também ainda não és adulto». Mário Ramires · 22 de maio de 2008 · 4K
O nosso idioma Falar por escrito O Instituto de Linguística Teórica e Computacional celebra, no próximo mês, 20 anos de existência, promovendo o encontro Discurso, Diversidade e Literacia: a língua portuguesa no século XXI, para o qual são chamados linguistas e não linguistas. Estarão em análise os reflexos da rápida e contínua mudança tecnológica no uso da língua, potenciando a emergência de novas formas de literacia. O tema é pertinente. Ana Martins · 17 de maio de 2008 · 5K
O nosso idioma Palimpsestos Chama-se palimpsesto ao pergaminho manuscrito que, na Idade Média, era raspado para se poder voltar a escrever nele. Reciclagem à moda antiga. Por associação de ideias, palimpsesto é um termo usado para explicar que, muitas vezes, um discurso entra em diálogo com outros discursos, dizeres ou vozes, de outros tempos e lugares, cumprindo novos propósitos comunicativos. Por debaixo de um enunciado há outro enunciado. Interpretar um texto é, então, dar conta de como outros dizeres aí ressoam. Ana Martins · 11 de maio de 2008 · 4K
O nosso idioma Damas e meninos Sabemos, enquanto leitores, que, quando no início de um texto se menciona uma pessoa, depois, não se pode estar sempre a repetir o nome próprio que a identifica. Por exemplo, se uma notícia começa por «Durão Barroso», a seguir aparece «o presidente da União Europeia». Da mesma maneira, «Isabel Pires de Lima» alterna com «a ex-ministra da Cultura»; «José Saramago», com «o (Prémio) Nobel», etc. Ana Martins · 5 de maio de 2008 · 2K
O nosso idioma Mais ou menos O Intermarché distribuiu pelo país um cartaz, em prol da segurança rodoviária, que diz: «Seja cidadão. Respeite os peões». Ora, cidadão significa «indivíduo que, num estado livre, goza dos seus direitos civis e que está sujeito a todas as obrigações inerentes a essa condição.» De acordo com esta definição, ou se é cidadão ou ... Ana Martins · 26 de abril de 2008 · 8K
O nosso idioma Precariedade, pagar e salário Ultimamente a palavra precariedade tem sido muito utilizada nos meios de comunicação social em reportagens relativas a manifestações de trabalhadores descontentes com a sua situação laboral. Só que muitas vezes se ouve e se vê escrito "precaridade" em vez de precariedade. Maria Regina Rocha · 26 de abril de 2008 · 6K
O nosso idioma // José Saramago Saramago, o escritor que brinca com a pontuação Como o Nobel português da Literatura inovou no uso do ponto final e da vírgula «O prémio Nobel da Literatura português inovou na maneira como utiliza o ponto final e a vírgula – ele prefere chamar-lhe os sinais de pausa –, marcando a frase com um outro ritmo dado pela oralidade» – escreve neste artigo* a jornalista Isabel Coutinho, assinalando como «Saramago subverteu a norma», pondo «tudo em estado de desordem, revolucionou». Algo «claramente inovador da sua obra», mas, não isento de controvérsia. * in jornal Público do dia 23 de Abril de 2008, que a seguir se transcreve, com a devida vénia e conforme a norma ortográfica do original. Isabel Coutinho · 24 de abril de 2008 · 74K
O nosso idioma Na língua em que nascemos O Notícias Magazine (suplemento do Diário de Notícias) trazia no mês passado (15/3/08) uma reportagem que divulgava um trabalho de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro intitulado «As imagens das línguas na comunicação intercultural». Dos inquéritos que presidiram a este trabalho constava a pergunta: «Se pudesse, abandonaria a sua língua?», ao que cerca de 20% dos inquiridos responderam «sim». Ana Martins · 22 de abril de 2008 · 4K