O nosso idioma Dialeto esquisito Especificidades dos países de língua portuguesa revelam aspecto divertido do idioma lusitano “Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões/Gosto de ser e de estar/E quero me dedicar/A criar confusões de prosódias/E uma profusão de paródias/ Que encurtem dores/E furtem cores como camaleões/Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa/E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade/E quem há de negar q... 4 de novembro de 2007 · 5K
O nosso idioma Gastar o latim Intriga-se o nosso leitor Pedro Ferreira com a indefinição semântica dos verbos evocar e invocar: ora parece que uma palavra rouba o significado à outra, ora que uma e outra significam a mesma coisa… Evocar e invocar têm origem no mesmo verbo latino vocare (de vox, voz), que significa chamar. E é justamente este o primeiro significado que os dicionários apresentam, quer para uma quer para outra palavra. Ana Martins · 4 de novembro de 2007 · 13K
O nosso idioma A intensificação na linguagem do futebol Durante a atual rodada bem disputada do campeonato brasileiro, é oportuno comentar os usos freqüentes na forma de descrever e comentar os jogos. Um dos processos mais corriqueiros é a intensificação, ou seja, a hipérbole ou forma de exagerar, pouco estudada na gramática. É manifestada por advérbios, adjetivos e locuções, como também pela gradação sufixal de nomes, por verbos e sua repetição, e largament... Nelly Carvalho · 9 de outubro de 2007 · 9K
O nosso idioma // Comunicação e linguagem São assim as palavras Que não são só o seu significado «Muita gente pensa que a língua está dentro dos dicionários, que é uma listagem de palavras. Não é, mas há alguma razão em pensar assim» – observa neste apontamento a professora Ana Martins, a propósito de um espaço na SIC Online que convida os telespectadores a indicarem uma palavra da língua portuguesa sua favorita. Ana Martins · 8 de outubro de 2007 · 4K
O nosso idioma // Toponímia O autoclismo da privada «Uma amostra das deliciosas diferenças» que separa brasileiros e portugueses em matéria de língua – nesta crónica do autor, publicada no jornal brasileiro Folha de S. Paulo, transcrito no Courrier Internacional (edição portuguesa) de 26 de Setembro de 2007. Ruy Castro · 5 de outubro de 2007 · 6K
O nosso idioma Medo ao i O medo contamina agora o in- inicial, que passa a en-. E ouve-se "endicar","empressões", "endivíduo", "enfelizmente", "envestigar" Você tem medo ao i? Desculpe a pergunta. Mas, se for o caso, se você tiver mesmo medo ao i, anda bem acompanhado. Esse som está a desaparecer das nossas rádios, da nossa televisão. Sejamos claros: o futuro do nosso i não é risonho. Fernando Venâncio (1944-2025) · 30 de setembro de 2007 · 6K
O nosso idioma Em defesa da diversidade linguística Celebra-se hoje [26 de Setembro] o Dia Europeu das Línguas. No sítio que o Conselho da Europa lhe dedica lê-se: «Estamos celebrando a diversidade linguística, o plurilinguismo e a aquisição de línguas ao longo da vida.» Será que em Portugal existe também motivo para celebrar a diversidade linguística? Penso que ninguém duvida de que na sociedade portuguesa convivem, actualmente, dezenas de línguas e culturas, e q... Maria Helena Mira Mateus · 27 de setembro de 2007 · 6K
O nosso idioma A responsabilidade acrescida da imprensa na promoção do português «Os leitores Público escrevem ao provedor sobretudo por causa de "erros de ortografia e problemas de concordância". É lícito ignorar tais preocupações?», pergunta Rui Araújo, respondendo a um leitor. 23 de setembro de 2007 · 4K
O nosso idioma À volta dos termos galego, portuga e brasuca Sobre o termo portuga, convém fazer um comentário que, certamente, não se encontra nos dicionários, mas pode ser verificado em meios digitais de publicação como blogues e também em jornais escritos ou falados. O termo já foi muito usado no Brasil de forma pejorativa, mas galego é bem mais agressivo e antigo. Galego era a forma de se referirem aos imigrantes portugueses para ofendê-los, enquanto portuga era uma redução de português que, hoje, é usada no mesmo tom que brasuca em Portugal, creio eu. Ida Rebelo · 21 de setembro de 2007 · 5K
O nosso idioma O antiquíssimo topónimo de Fajões deve escrever-se Paços Documentos medievais não deixam dúvidas Vem já do passado a forma errada, ‘Passos’, com que as pessoas menos informadas identificam o lugar mais a sul da freguesia de Fajões, a confinar com Azagães. Escrever ‘Passos’ é um erro, à luz da história local e da linguística, que as autoridades, os organismos estatais, as escolas e as colectividades devem extirpar e aconselhar a população a escrever ‘Paços’. Ler notícia integral. 16 de setembro de 2007 · 3K