Acordo Ortográfico - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Questões relativas ao Acordo Ortográfico.
Sem pés para andar

«Sendo uma convenção internacional, o AO só poderia ser modificado por acordo entre os governos dos países que o ratificaram», escreve neste apontamento o constitucionalista português Vital Moreira, em referência às proposta de alteração anunciadas pela Academia das Ciências de Lisboa, primeiro em notícia aqui reproduzida, e depois nas declarações prestadas pelo respetivo presidente, Artur Anselmo, em entrevista ao jornal “Público” de 12/12 p.p.

«Dizer que o Brasil cedeu alguma coisa<br> é de uma hipocrisia total»

Segunda parte da entrevista do presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Artur Anselmo, ao jornal "Público" de 12/12/2013 – ver «Para nós, o normal é o respeito pelas ortografias nacionais» –, para quem «o respeito pelas normas de cada país é essencial para um bom entendimento em matéria ortográfica: um mesmo sistema, o da Língua Portuguesa, e várias normas, consoante os países a que digam respeito.» Por isso, na sua opinião, o Acordo Ortográfico não tem sentido.

As palavras e os (f)actos

O jornalista e escritor Viriato Teles critica o Acordo Ortográfico, contestando o propósito de unificação linguística que lhe está associado: «[...] querer “unificar” a língua através da ortografia, abastardando a etimologia e impondo umas absurdas e inexplicáveis “facultatividades”, é um disparate incomensurável e só pode resultar no inverso do que pretende.» Texto transcrito da edição de 30/09/2016 do jornal Público.

Oposições e resistências (ainda) ao Acordo Ortográfico

Com o Acordo Ortográfico já em vigor, oficialmente, no Brasil, em Portugal e em Cabo Verde, pergunta-se – e responde-se – neste trabalho publicado no no Jornal Opção do dia 3/07/2016: e os demais países de língua oficial portuguesa, «por que estão ainda a esperar»? 

Marcelo: Acordo Ortográfico «é um não tema»
Por Lusa

«Falando em Lisboa, no final da Assembleia Geral da COTEC Portugal, entidade da qual Marcelo Rebelo de Sousa é presidente honorário, o presidente da República foi questionado pelos jornalistas sobre as críticas de Cabo Verde, da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e de Angola a propósito de uma eventual reavaliação do Acordo Ortográfico, tema levantado pelo chefe de Estado português durante a visita da semana passada a Moçambique. "É um não tema. É uma não questão", respondeu apenas Marcelo Rebelo de Sousa, escusando-se a fazer qualquer outro comentário sobre o tema.»

Notícia da agência Lusa difundida em 10/05/2016.

[Ver também: Acordo Ortográfico sob polémica presidencial]

Por que não devemos revogar o Acordo Ortográfico

Sobre a eventual reavaliação do Acordo Ortográfico (AO), que o chefe de Estado português não excluiu em declarações que fez durante a sua visita oficial a Moçambique, a jornalista Ana Paula Azevedo reflete: «[N]inguém condenará certamente [Marcelo Rebelo de Sousa] se continuar a escrever os seus discursos sem AO. Mais ano ou menos ano, mais quarto de século ou menos quarto de século, a questão há-de resolver-se por si. De tal forma que daqui a nada seremos interpelados pelos nossos filhos ou netos: "Vocês escreviam acção e excepção? Mas que cotas...".» Texto publicado no jornal Sol de 10/05/2016.

[Ver também: Acordo Ortográfico sob polémica presidencial]

A primeira grande gafe diplomática de Marcelo

«(...) A declaração de Marcelo [Rebelo de Sousa, na sua visita oficial a Moçambique] de que Portugal estaria disponível para reabrir o Acordo Ortográfico caiu como uma bomba. (...)»

[Ver também: Acordo Ortográfico sob polémica presidencial]

Acordo ortográfico. Países africanos atacam Marcelo e não querem reabrir processo

«Marcelo [Rebelo de Sousa] abriu uma caixa de Pandora ao falar em reabrir o debate sobre o Acordo Ortográfico [quando no decurso da sua visita oficial a Moçambique admitiu a necessidade de o "repensar" ]. E já sofreu críticas externas». 

in jornal i de 10 de maio de 2016

[Ver também: Acordo Ortográfico sob polémica presidencial]

Governo angolano diz que há progressos em torno do Acordo Ortográfico
Por Lusa

«Angola e Moçambique têm uma posição comum [em relação ao Acordo Ortográfico], houve algum progresso», afirmou Chikoti, em conferência de imprensa, após um encontro em Maputo com o seu homólogo moçambicano, Oldemiro Baloi. (...)

[Texto transcrito do Diário Digital no dia 9 de maio de 2016.]

[Ver também: Acordo Ortográfico sob polémica presidencial]

Secretário executivo da CPLP<br> diz que não há volta atrás no Acordo Ortográfico
Por Lusa

«Moçambique e Angola estão a preparar-se para ratificar [o Acordo]. Não vejo qual é o problema. Não há retorno», referiu Murade Murargy em declarações recolhidas pela agência Lusa na cidade da Praia, onde marcou presença na abertura dos trabalhos XI Reunião Ordinária do Conselho Científico do IILP), numa alusão ao declarado pelo PR português, na sua recente visita oficial a Moçambique.

[Transcrição, na integra, do "Diário de Notícias" de 9/05/2016.]

[Ver também: Acordo Ortográfico sob polémica presidencial]