Lusofonias Apita o comboio Apesar das aparências, as questões da língua portuguesa não deixam toda a gente insensível. Na quarta-feira, veio ter comigo um camarada da «Única» que, rindo, me mostrou o modo como na "Focus" se escreve slogan: slôgane. Disse-lhe que já tinha visto o barbarismo, ou a barbaridade, pelo menos uma vez. «E já sabes do ferribote?», replicou. Não, respondi. «Vem no dicionário.» Não foi difícil adivinhar em que dicionário. Lá está, pág. 1728 do volume I: «ferribote .... s. m. (do ingl. ... Francisco Belard · 27 de setembro de 2003 · 8K
Ensino (Des)educação e (sub)desenvolvimento Recorrentes estatísticas dos últimos dias, tanto de organismos portugueses como internacionais, vieram (finalmente?) despertar os distraídos para o facto, estatisticamente indiscutível, que é, literalmente, a falta de Educação, em todos os seus aspectos e sentidos (analfabetismo estrutural atávico, disfuncionamento do sistema, altíssimo abandono escolar, reduzidíssima taxa de diplomados, etc.) a causa de todos os atrasos da Sociedade Portuguesa e a causa de a mesma aparecer cada vez mais, ins... Fernando dos Santos Neves · 25 de setembro de 2003 · 5K
O nosso idioma // Neologismos A proliferação dos neologismos O exemplo francófono «O Estado francês – escreve* o jornalista Paulo Querido – oficializou o termo courriel para designar o correio electrónico», que passou a ser obrigatória. em toda na administração pública do país. * in semanário Expresso, do dia 26 de Agosto de 2003 Paulo Querido · 22 de setembro de 2003 · 5K
Controvérsias Os neologismos da Internet e a política de língua No artigo "A praga dos neologismos" (EXPRESSO / Única 26/7/03), preocupa-se Paulo Querido com a entrada e difusão de neologismos relacionados com a Internet. E tem razão em preocupar-se. Margarita Correia · 22 de setembro de 2003 · 7K
Antologia // Brasil Língua Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de CamõesGosto de ser e de estarE quero me dedicar a criar confusões de prosódiaE uma profusão de paródiasQue encurtem doresE furtem cores como camaleõesGosto do Pessoa na pessoaDa rosa no rosaE sei que a poesia está para a prosaAssim como o amor está para a amizadeE quem há de negar que esta lhe é superior?E deixa os Portugais morrerem à míngua"Minha pátria é minha língua"Fala Mangueira! Fala! Caetano Veloso · 22 de setembro de 2003 · 5K
Pelourinho // Futebolês Péssimo futebol falado O regresso do futebol jogado em Portugal trouxe também o futebol… falado. Pessimamente falado. Com as transmissões televisivas e os relatos da rádio, lá voltaram os "flash interview" – melhor: "/flashinteviú/", que é como se ouve chamar àquelas pequenas (ou curtas) entrevistas dos treinadores e jogadores na TV... –, a "prestação" (até há os que preferem "/prestáção/"...) e a "performance". É o futebolês no seu pior estilo: feio e nivelado por baixo (...) José Mário Costa · 22 de setembro de 2003 · 6K
Lusofonias Linguagens televisivas Neologismos de TV As Televisões atiram-nos, com toda a naturalidade, umas palavras arrevesadas, feiíssimas, a substituir outras simples, limpas, enraizadíssimas na linguagem de todos os dias. Exemplo: numa reportagem do Telejornal da RTP, sobre uma manifestação de bombeiros que reivindicavam mais meios emitida há tempos, dizia-se isto: "As críticas são todas direccionadas ao presidente da Câmara de Lisboa." Porque é que as críticas hão-de ser ... Pedro d´Anunciação · 30 de agosto de 2003 · 4K
Pelourinho Tendências de Verão Os Média e a Ordem de Fénix Vinte e um de Junho. Primeiro dia do Verão. Mais um "best-seller" à venda por todo o mundo: Harry Potter e a Ordem de Fénix - infelizmente, os locutores portugueses esqueceram a lição de Bagão Félix (/félis/ e não "felics") e caíram logo na esparrela, pronunciando "fénics" em vez de /fénis/. Ou "finics", à inglesa, como preferiu um locutor da SIC (...) Maria João Matos · 27 de junho de 2003 · 5K
Lusofonias Uma questão de estratégia geopolítica «Mais que projecto ou questão cultural, a Lusofonia é, obviamente, um projecto ou uma questão linguística e, embora talvez menos obviamente, também e até sobretudo um projecto ou uma questão de estratégia geopolítica.» Fernando dos Santos Neves · 27 de junho de 2003 · 5K
O nosso idioma // A arte do uso da linguagem A propósito de erros Nas televisões «O grande problema não é saber-se poucas coisas – escreve neste texo* o escritor português Mário de Carvalho –. Nem tampouco saber-se mal as coisas. É antes saber-se um excesso de coisas erradas. Esta última asserção não é a minha, mas não me recordo do nome do autor. Vai com as minhas desculpas se for vivo ou com as minhas homenagens se já se encontrar em estado de as desculpas não lhe servirem de nada.» * Texto transcrito, com a devida vénia, jornal "Público", de 28/05/1096. Mário de Carvalho · 26 de junho de 2003 · 8K