Controvérsias Três razões para ser «à distância» (e não «a distância») Contestando a tese contrária – cf. Textos Relacionados –. Maria Regina Rocha considera que «à distância» é a expressão correcta por três razões. Deverá dizer-se «ensino à distância», ou «ensino a distância»? Considero que «ensino à distância» é a construção correcta. A expressão «à distância» ou constitui uma locução adverbial (ex.: «À distância, o general observava atentamente a movimentação das tropas»), ou faz parte de uma locução prepositiva (ex.: «Estavam à distância de 200 metros do quartel»). Maria Regina Rocha · 9 de maio de 2011 · 20K
Pelourinho // Gralhas Gralhas e corvos! Quando, num texto, uma gralha é particularmente danosa, costumo utilizar a frase: «isso não é uma gralha, é um corvo», jogando aqui com o duplo sentido da palavra. Admito que a use por os corvos serem aves de maior porte do que as gralhas e necrófagos, portanto, particularmente nefastos. Não sei sequer onde ouvi a expressão, ou quem a cunhou, mas costumo usá-la. Paulo J. S. Barata · 9 de maio de 2011 · 5K
Antologia // Brasil Declaração de amor Crónica da escritora brasileira Clarice Lispector (1920-1977) , incluída no livro A Descoberta do Mundo, editado postumamente, em 1984. Clarice Lispector · 3 de maio de 2011 · 7K
Controvérsias // Locuções Breve história recente de «a distância» «Ensino à distância» ou «ensino a distância»? Carlos Rocha propõe pistas históricas para a compreensão das duas formas em disputa e para a definição de um critério de uso. Os argumentos apresentados por Pedro Múrias são robustos, realmente obrigando, se não a rever, a moderar a avaliação do uso de «à distância». No entanto, convém situar um pouco a questão: Carlos Rocha · 3 de maio de 2011 · 9K
Controvérsias // Locuções À distância, e não à pressa «Ensino a distância», ou «ensino à distância»? O consulente Pedro Múrias (jurista, Lisboa) mostra defende que «ensino à distância» encontra apoio em certas expressões fixas. Em várias respostas e sem discordância recente, o Ciberdúvidas tem defendido que se deve dizer e escrever «a distância» em vários casos em que o uso consagra «à distância». Venho tentar persuadir os consultores do Ciberdúvidas de que não é essa a melhor opção e de que se justifica inverter a orientação seguida. Pedro Múrias · 3 de maio de 2011 · 8K
O nosso idioma // Neologismos Idadismo e idadista «Os portugueses são muito idadistas.» Assim mesmo, sem espinhas e sem aspas, escrevia Miguel Esteves Cardoso (MEC), na sua crónica habitual no Público, de 14 de Abril. Para depois acrescentar: «Até os velhos mais malandros, mais magros e atilados do que eu, como o Marcelo Rebelo d... Paulo J. S. Barata · 2 de maio de 2011 · 9K
Pelourinho Unicidades a menos e a mais de um 1.º de Maio O recorrente tropeção na "precaridade" e a errada grafia 1º de Maio neste apontamento, envolvendo os líderes da CGTP e UGT, as duas centrais sindicais portuguesas. Pretexto, ainda, para uma nota sobre as novas José Mário Costa · 2 de maio de 2011 · 5K
Pelourinho // Atestação/significado de palavras O displicente "displiciente" Tenho constatado ultimamente que, nas entrevistas publicadas em jornais portugueses, as situações de mau uso da língua são ainda mais frequentes. Já não falo sequer ao nível da sintaxe, sobre o que muito haveria a dizer, mas da simples ortografia. Transpor o registo oral para o registo escrito, preservando, de forma escorreita e na justa medida, as marcas da espontaneidade e da coloquialidade do primeiro, é um exercício mais exigente do que à primeira vista pode parecer. E não estou certo de ... Paulo J. S. Barata · 29 de abril de 2011 · 5K
Antologia // Portugal A Palavra Mágica Nunca o Silvestre tinha tido uma pega com ninguém. Se às vezes guerreava, com palavras azedas para cá e para lá, era apenas com os fundos da própria consciência. Viúvo, sem filhos, dono de umas leiras herdadas, o que mais parecia inquietá-lo era a maneira de alijar bem depressa o dinheiro das rendas. Semeava tão facilmente as economias, que ninguém via naquilo um sintoma de pena ou de justiça — mesmo da velha —, mas apenas um desejo urgente de comodidade. Dar aliviava. (...) Vergílio Ferreira · 19 de abril de 2011 · 11K
Pelourinho // Pronúncia "Oscultar" o país?! Numa entrevista à jornalista Fátima Campos Ferreira, a propósito do seu novo programa, Portugal e o Futuro, composto por um especial informação sobre o estado do país e por um ciclo de entrevistas aos chamados senadores da República, que passa na RTP 1, após o Telejornal, o Diário de Notícias escrevia, na sua edição de 11 de Abril: «A operação informativa Portugal e o Futuro vai oscultar a sociedade e servir de moderadora»! Paulo J. S. Barata · 19 de abril de 2011 · 9K