Controvérsias // Análise e classificação gramaticais Ainda a posição dos pronomes átonos nas orações de infinitivo Na sequência da colocação em linha do texto "A colocação dos pronomes clíticos, ou a proliferação dos erros induzidos", de Isabel Casanova, um consulente devidamente identificado (mas com o pedido de reserva pública do nome, por razões profissionais), fazendo referência indireta à Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra, enviou ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa em 13/04/2016, a seguinte observação: «Há erro na postagem de hoje da professora Isabel Casanova. Como se pode ler noutras páginas e em gramáticas, por exemplo postagem do site dicionarioegramatica.com também de hoje, a autora erra ao dizer que o certo teria de ser "sem se privar", em vez de "sem privar-se".» Segue-se a réplica de Isabel Casanova. Isabel Casanova · 17 de abril de 2016 · 5K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Atenção à homofonia e não só «Se os livros didáticos confundem creche com cresce e sentam as pessoas nos balcões, mal vai a sociedade portuguesa» — considera neste artigo a professora Isabel Casanova. Isabel Casanova · 15 de abril de 2016 · 4K
Controvérsias // Língua, cultura e sociedade Calem-se, por favor, mas de vez! «'Portuguesas' e 'portugueses' não é apenas um erro e um pleonasmo: é uma estupidez.», sustenta Isabel Casanova, regressada a uma recente querela desencadeada (aqui e aqui) com uma crónica de Miguel Esteves Cardoso – lembrando neste apontamento uma iniciativa do Governo francês, em 1984, quando criou uma comissão de terminologia «encarregada de estudar a feminização dos títulos e funções, assim como, de uma maneira geral, o vocabulário respeitante às atividades das mulheres.» (...) Isabel Casanova · 15 de abril de 2016 · 26K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público «As "mais piores"»?!... «(...) o FC Porto soma até agora 13 derrotas, situando a época 2015 entre as mais piores da história do clube.» [jornal “Público”, 12/04/2016] O mau emprego do comparativo de superioridade do adjetivo mau1 ou do advérbio mal é dos deslizes mais recorrentes na imprensa portuguesa, anos e anos a fio... (...) Sara Mourato · 15 de abril de 2016 · 5K
Controvérsias // Análise e classificação gramaticais A colocação dos pronomes clíticos ou A proliferação dos erros induzidos As gramáticas portuguesas insistem em apresentar a regra de que os pronomes clíticos (ou pronomes átonos) ocorrem presos depois do verbo: «Ele esqueceu-se dos anos do irmão»; «ele privou-se de muita coisa.» É a regra que, sentimos vontade de dizer, é defendida por todas as gramáticas sem exceção. Celso Cunha e Lindley Cintra, por exemplo, falando do pronome átono, dizem «a sua posição lógica, normal [destacado nosso], é a ênclise» e dão como exemplo: «Agarraram-na e conseguiram a muito custo arrastá-la do quarto.» A regra parece simples. No entanto, seguem-se seis páginas de exceções, seis páginas em que a regra da colocação do pronome não é a ênclise (isto é, o pronome não se posiciona depois do verbo), mas a próclise (isto é, o pronome posiciona-se antes do verbo. [...] Uma regra simples como esta, com tantas exceções, só pode estar errada... Isabel Casanova · 13 de abril de 2016 · 32K
Ensino // Novos programas Um ensino por metas Em jeito de resposta a questões levantadas sobre a exequibilidade dos Programas e Metas Curriculares que, em Portugal, desde o ano letivo de 2015/2016, estão em vigor na disciplina de Português dos ensinos básico e secundário, Maria Regina Rocha, coautora dos referidos documentos (consultar aqui e aqui), sublinha a importância da definição de metas como forma de conferir maior objetividade à avaliação dos alunos por parte de professores e encarregados de educação. Artigo dado à estampa no jornal Público em 12/04/2016 (texto escrito conforme a norma ortográfica de 1945). Maria Regina Rocha · 12 de abril de 2016 · 5K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Porquê Panama Papers... em Portugal? É bem verdade que o chamado Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação – no original, em inglês, International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) – é de raiz norte-americana, com sede em Washington. Mas do mesmo modo que, e bem, é em português que ele é noticiado nos media portugueses, qual a razão de grande parte deles preferir o contrário, quando se escreve e se fala do escândalo fiscal por ele revelado? Porquê Panama Papers (...)? José Mário Costa · 11 de abril de 2016 · 3K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Monumento público com dois erros estruturais graves Nunca será de mais falar em regência preposicional. Tal como *ninguém necessita uma coisa, nem se *tem a certeza uma coisa, também *ninguém é alvo uma coisa (os asteriscos assinalam a agramaticalidade da construção). Neste cartaz pretende-se dizer que «o castelo foi alvo de transformações»; não foi *alvo transformações. (...) Isabel Casanova · 4 de abril de 2016 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Ninguém *«tem a certeza uma coisa» nem *«necessita uma coisa»... Define-se regência como «a relação necessária entre duas palavras ou entre duas orações, em que uma determina a forma da outra. Contrariamente à concordância, a regência implica uma relação de dependência entre elementos, uma relação de interdependência de um regido relativamente a um regente». (...) Isabel Casanova · 1 de abril de 2016 · 4K
Lusofonias // Política da língua Portugal na CPLP: um entre iguais «A língua que nos une e queremos valorizar é uma língua policêntrica e pluricontinental; integra múltiplas variedades, todas de igual valor», acentua, neste artigo publicado no semanário Expresso do dia 25 de março de 2016, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, destacando, em concreto, «o reforço do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e a ênfase na produção de conteúdos digitais» em português. Uma tomada de posição na sequência da oposição de Angola, em particular, a Portugal assumir o secretariado executivo da CPLP, como estava previsto para este novo mandato de quatro anos, e que vai ser assumido, primeiro, por São Tomé e Príncipe. Augusto Santos Silva · 1 de abril de 2016 · 4K