Português em Goa: nem tudo está perdido (mas para lá caminha)
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Português em Goa: nem tudo está perdido (mas para lá caminha)
Em Goa, onde desde 1962 o inglês é língua oficial, o português continua a ser ensinado a mais de 1300 alunos, em escolas públicas e privadas, e a Universidade de Goa tem um mestrado em Estudos Portugueses desde 1988. O ponto da situação é feito por Delfim Correia da Silva, responsável pelo Centro de Língua Portuguesa em Goa. Todos os anos, cerca de 400 goeses obtêm passaporte português, com o objetivo de emigrar e trabalhar em Portugal.
Mas, dizem os mais velhos que ainda falam a língua de Camões: «A cultura portuguesa em Goa tem os dias...
Ser bilingue
Os filhos de imigrantes de países de línguas oficiais diferentes têm condições ótimas para o bilinguismo, condições que nunca deveriam ser desperdiçadas. Já aqui referimos os benefícios do bilinguismo, mas há a destacar um, em estilo de paráfrase deste artigo do The Washington Post: o indivíduo bilingue é o que mais facilmente conquista uma invejável posição nos mercados de trabalho futuros.E a questão é tanto mais pertinente quanto mais se sabe sobre a incerteza do ensino do português no estrangeiro a filhos de emigrantes...
Português: o fim de uma língua de herança?
Temos já aqui reportado as várias notícias que nos últimos dois meses vieram a público sobre a redução drástica do número de professores a lecionar na Europa no ensino não superior. Continuaremos a fazê-lo:Emigrantes ameaçam cortar remessasAlemanha: Comunidade lança «Movimento para defesa do ensino do português»Comunidades: Ensino do português no estrangeiro precisa de «soluções conjuntas» – presidente do Instituto CamõesComunidades: Coletivo para a Defesa o Ensino do Português provoca incidente na Gulbenkian em Paris...
A novilíngua da imprensa
Merece pleno destaque, nesta atualização, a crónica do jornalista brasileiro Romildo Guerrante sobre os efémeros chavões, bengalas, tiques de linguagem, modismos e solecismos nas páginas dos jornais. Não é uma simples avaliação de sensibilidade e bom gosto, mas um aviso de que assim se faz definhar o poder expressivo do discurso: «Tudo agora é “por conta de”, que significa apenas a responsabilidade pelas despesas num bar. Mas ficou assim: o trânsito tá ruim? É por conta de um acidente. O hospital fechou? Foi por conta da...
Novos dispositivos, novas leituras
Houve alguém que disse que, no futuro, o livro impresso estaria para a leitura como a vela está para a produção de luz: um adorno, uma curiosidade. Será essa a tendência, pelo menos a julgar pelas conclusões desta reportagem sobre o impacto do iPad numa turma de terceira classe em Nova Jérsia (EUA). Por arrasto, preveem-se modificações no modo de ler e no modo de falar da leitura, povoado de e-books, gadgets, downloads, plugins e afins....
Generala ou o fim da comunhão de géneros
Já aqui reportámos, por diversas vezes, a questão da alternância, na determinação de género, de nomes designativos de cargos institucionais, como soldada, presidenta, generala e quejandos. A matéria é relevante apenas a partir do momento em que a lexicografia lhe passa a dar atenção. E, por isso, também aqui, lhe voltamos a dar destaque....
Receios do fim do ensino do português no estrangeiro
Há sinais fortes de que o Governo português vai deixar de apoiar o ensino do português na Europa. Os receios aglomeram-se:No Reino Unido teme-se pelo fim do ensinoProfessores e pais preocupados na AlemanhaColetivo para a Defesa do Ensino do Português no Estrangeiro quer reunião com Paulo Portas...
Guerra e Paz em direto, do russo
Muita da literatura russa que lemos em português é traduzida de uma língua intermediária e não do russo diretamente. O facto de uma diminuta minoria de falantes do português ser também falante de russo amortece previsíveis desajustes da intenção comunicativa do texto original. Daí que seja de sublinhar a tradução direta para o português da obra de Tolstói pelo brasileiro Rubens Figueiredo.Cabe acrescentar o trabalho, para editoras portuguesas, de Nina Guerra e Filipe Guerra, na tradução de obras de Tolstói e de Tchékhov e...
Professores de português na França, Suíça, Espanha e InglaterraO regresso a casa
O Instituto Camões já notificou os 49 professores, 20 em França, 20 na Suíça e nove em Espanha, de que decidiu «dar por findas (...) a partir de 31 de dezembro» as respetivas comissões de serviço».Por seu lado, a Federação Nacional da Educação e o Sindicato dos Professores das Comunidades Lusíadas elaboraram um abaixo-assinado que pretende «alertar para as fortíssimas reduções anunciadas na actual rede horária de Ensino Português no Estrangeiro, que deixam prever uma insuficiente oferta que atinge valores...
