O neologismo "legalizabilidade"
Será correto utilizar a palavra "legalizabilidade", na frase «sobre a legalizabilidade de uma obra», à semelhança do que se passa com realizabilidade?
Obrigado.
Palavras semelhantes a eis (em português da Galiza)
Em português da Galiza usamos duas palavras semelhantes a eis: velaqui, que significa algo assim como: «eis aqui» (voici, em francês); e velaí, que significa: «eis aí» (voilá, em francês). Gostaria de saber se estas duas palavras existem em português de Portugal e se são admitidas na língua portuguesa internacional.
Muito obrigado.
Galiza no 5.º Colóquio da Lusofonia
1. Nesta última semana, pusemos em linha 56 novas respostas (ver Respostas de Hoje e Respostas Anteriores), as quais abrangem várias áreas linguísticas: do léxico à sintaxe e da pronúncia à ortografia, passando pela morfologia e pela semântica. 2. Como sempre, foram actualizados o Correio, a Antologia e as Notícias Lusófonas. Mas há mais. 3. No Pelourinho, fica em linha um texto de Maria Regina Rocha sobre sintaxe (a propósito de uma recente primeira página do "Diário de Notícias"): uma frase como «um terço dos estudantes foi vítima» deverá ter sempre o verbo no singular porque concorda a expressão partitiva («um terço»). 4. O Jornal de Notícias, a pretexto do lançamento do Grande Colecção de Dicionários Verbo, constituída por 18 volumes, a partir de 24 de Setembro, convidou Ana Martins a escrever uma série de textos alusivos à importância dos dicionários e enciclopédias em geral. O primeiro desses textos fica desde esta data também em linha, na rubrica Português na 1.ª Pessoa. 5. Permita-se-nos, também, mais uma chamada de atenção para dois programas sobre a Língua Portuguesa, um de rádio e outro de televisão: o Páginas de Português, agora aos domingos na Antena 2 (Portugal); e o recém-estreado Cuidado com a Língua!, transmitido semanalmente na RTP-1, RTP-N e na RTP-Internacional. 6. Lembramos ainda a todos os que lidam com o ensino da Língua Portuguesa em Portugal que é já no próximo dia 27 de Setembro, na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), que se realiza o Congresso Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário – a experiência pedagógica(ver programa). 7. Finalmente, também é de não esquecer que se aproxima a data do 5.º Colóquio Anual da Lusofonia, a realizar de 2 a 4 de Outubro, no Centro Cultural Municipal, em Bragança (Portugal). O tema deste ano é a questão da língua na Galiza. A propósito deste tema, sugerimos a leitura da notícia de 20 de Setembro último (Notícias Lusófonas). Bom fim-de-semana!
Sobre as formas Galiza e Galícia
No Brasil, infelizmente tornou-se hábito generalizado dizer "Galícia", e não "Galiza", ao se referir ao país dos galegos, na Espanha, quando o normal, em português, é dizer sempre "Galiza". Considero esta prática condenável, pois além de romper com a tradição da nossa língua, pode gerar mal-entendidos, já que há uma outra região com o mesmo nome na Europa Central. Em outras palavras, alguém, numa conversa, pode estar-se referindo à Galícia da Europa Central, e o seu interlocutor entender que se fala da Galícia espanhola. O mesmo pode ocorrer em um texto. Gostaria de saber o que pensam os valorosíssimos, laboriosíssimos e sapientíssimos consultores do Ciberdúvidas a respeito da questão supramencionada. Muito obrigado.
Galiza
Tenho duas perguntas a fazer.
1) Que acham do fato / facto de que a Academia Brasileira de Letras escreve sempre Galícia e não Galiza para a região (nação) cuja capital é Santiago de Compostela? Está errado escrever assim esse nome? Segundo o professor Napoleão Mendes de Almeida, que aprecio muito, Galícia é uma região da Polônia / Polónia.
2) No começo da minha pergunta, utilizei «Que acham...» e não «O que acham...» É melhor utilizar a primeira forma como argumenta o professor Mendes de Almeida? Qual é a vossa opinião?
A história de arrumar e arranjar
Em resposta [de 20/03/2026] afirmou[-se] que o verbo arrumar, com o sentido de «preparar, vestir ou pôr em ordem» [se usa no Brasil e] que os termos mais comuns, em português europeu, são arranjar-se ou preparar-se.
[No Brasil] seja informal, seja formalmente, empregaríamos arrumar, e nunca arranjar, que se usa noutras acepções.
Diga-se, a propósito, que arrumar, com o sentido de «ordenar ou dispor», já aparecia nos dicionários de Cardoso (século XVI) e de Bento Pereira (século XVII). Em Bluteau (primeiro quartel do século XVIII), dá-se exemplo muito semelhante ao do consulente, «arrumar a roupa (Lintea componere)». Moraes (último quartel do século XVIII) traz outro quase idêntico: «arrumar o fato».
Já arranjar não se registra em nenhum dos dois primeiros e surge, em Bluteau, apenas no suplemento de 1727, mas como «termo de tanoaria», e não no sentido geral em que viria a ser sinônimo de arrumar. É também como termo de tanoaria que aparece na edição de 1793 do dicionário da Academia das Ciências de Lisboa. Portanto, arrumar é termo mais antigo que arranjar, pelo menos na acepção de que estamos tratando, e arranjar é que parece ter-se instalado, no português europeu, a partir de uma extensão informal de um emprego originalmente restrito ao ofício dos tanoeiros.
O apelido Vago
Tenho como apelido Vago da parte paterna com ascendentes em Vila Nova de Famalicão, principalmente nas freguesias de Santiago de Antas e Calendário.
Após várias pesquisas nada encontrei de muito certo.
Na minha genealogia encontrei esse apelido por volta de 1800. Nos meus antepassados está quase como Ferreira Vago que tinham como profissão alquilador.
Alguém já se deparou com esse apelido ou alcunha?
Voicemail e «correio de voz»
Desde há muito que me incutiram a não adotar o estrangeirismo e-mail ou email, e usar «correio eletrónico» na sua substituição. O mesmo para site, substituindo-o por «endereço eletrónico». Não sei se é uma abominação importada pela comunidade francófona, que é adversa a estrangeirismos de origem inglesa...
Mas também sei que a língua evolui e não sei até que ponto, nos dias que correm, já são aceites esses e este estrangeirismo na língua portuguesa: voicemail.
A pergunta é: voicemail ou «correio de voz»?
O topónimo Manho ou Manhos (Lamego)
A navegar pela Internet, dei com os topónimos Quinta do Manho, Quinta de Manhos e Lugar de Manhos, todos eles em Lamego.
Sabem qual a origem desse topónimo?
Obrigado.
Topónimos de Paços de Ferreira: Caçães e Cô
Conhece a etimologia de dois topónimos do concelho de Paços de Ferreira: "Cacães", da freguesia de Eiriz, e "Cô" da freguesia de Penamaior?
É especialmente problemático encontrar qualquer coisa sobre o segundo topónimo.
Ficarei muito feliz por receber a sua ajuda.
