Pronomes pessoais, demonstrativos e possessivos no 1.º ciclo
No excerto abaixo:
«Aquela não era uma máquina qualquer. Mariana escreveu nela os seus primeiros contos e esses tempos foram felizes para a máquina.
– Eu tenho saudades tuas. – disse a velha máquina à Mariana.»
No exercício solicita-se a identificação, entre as palavras assinaladas (aquela, seus, esses, eu e tuas), dos pronomes pessoais, demonstrativos e possessivos. A "rasteira" é que algumas das palavras não são pronomes, mas sim determinantes.
Gostava de compreender melhor a distinção entre estas duas classes gramaticais, de uma maneira que possa ensinar a uma criança de nove anos que se debate com este tipo de exercícios.
As noções de sujeito e predicado no 1.º ciclo
Leciono o 3.º ano de escolaridade e estou a trabalhar as funções sintáticas sujeito e predicado. No meu tempo de estudante, ensinavam-nos que o predicado é a ação que é praticada pelo sujeito. Mais tarde, em seminários de Gramática num curso de mestrado, fiquei com a ideia de que não é correto falarmos em "ação", pois nem todos os verbos pressupõe ação, mas um estado.
Consciente da importância desta primeira abordagem para jovens estudantes, a quem não quero transmitir informações erradas sob pena de comprometer as necessárias competências da disciplina de português, solicito e agradeço um parecer.
Como devo ensinar os meus meninos?
Eu costumo dizer: o sujeito é aquele acerca de quem estamos a falar, como se fosse a personagem principal da frase e o predicado é "aquilo que temos a dizer acerca do sujeito" ou a "que informação tenho acerca do sujeito", o que nem sempre há uma ação, como ocorre nas seguintes frases" A mãe é adulta" ou "A Ana está crescida!".
Grata pela atenção dispensada.
O ponto a fechar período depois de 19.º
Nos esclarecimentos de Maria Regina Rocha e de D'Silvas Filho, o ponto de abreviação dispensa o ponto final, se for o fim da frase?
Por exemplo: «...pelo que se aplica o art.º 19.º.»
Este último ponto final deve ser colocado no fim da frase ou é dispensável?
Muito grato.
Ainda a abreviação n.º
Sendo a expressão n.º uma palavra abreviada, significando que alguma coisa foi retirada, no caso, o ponto a seguir ao n significa que foram retiradas as letras úmero, e servindo o º superior de indicação do género (masculino), significando que foram retiradas as letras intermédias úmer, parece que não faz sentido, nem é correcto, que a seguir à expressão completa, n.º, se possa escrever, sem espaço, qualquer número cardinal, ou seja, "n.º1", sendo o 1 outra palavra, apesar de ser um símbolo matemático. Se se escrever "n.º1", parece que, querendo-se escrever outros cardinais, por exemplo, 2, 3, 4, etc., estes não são escritos sem espaço: "n.º1,2,3,4". O mesmo reparo deve ser feito quando se abrevia a palavra artigo, para art.º, à qual não se deve seguir o n.º do mesmo: "art.º1.º", pois também aqui o 1.º é uma palavra abreviada, que deve ser escrita com separação da anterior, mesmo que abreviada. Já agora, saliento ainda ser vulgar ver escritos em parêntesis com um espaço a seguir ao primeiro símbolo, ou, até, com espaços entre os símbolos, por exemplo, ( masculino) ou ( masculino ).
«1.º e 2.º ciclos»
Diz-se «nos 1.º e 2.º ciclos» ou «no 1.º e 2.º ciclo»?
«Inclinado 30º...»
Em primeiro lugar, meus cumprimentos pelo excelente trabalho! Sou professor de Física, e também na minha área prezo pelo bom uso do vernáculo.
Indago hoje sobre uma expressão recorrente em problemas de Física e de Matemática. Suponha que queiramos nos referir a uma superfície inclinada, que forme com a horizontal um ângulo de, por exemplo, 30 graus. Estaria correto dizer que ela é «inclinada de 30 graus com a horizontal»?
Apesar de prevalecente a construção em nossos livros ditos didáticos, julgo-a imprópria: primeiro, porque acredito que «inclinado» rege complemento direto («inclinado 30 graus», e não «de 30 graus»); segundo, porque entendo que uma coisa pode «formar um ângulo com outra», mas nunca «ser inclinada com outra». Correto, a meu ver, seria dizer que a superfície é «inclinada 30 graus da (i.e., a partir da) horizontal».
Gostaria de saber a opinião de vocês a respeito do tema.
Muito obrigado!
Turma ou «6.º A», nome coletivo?
Gostaria de saber se na frase «Ele foi escolhido para representar o 6.º A», «6.º A» pode ser considerado um nome coletivo.
Muito obrigada!
O numeral ordinal 307.º por extenso
Como se escreve 307.º por extenso?
Sobre o ordinal «dois milésimo» (2000.º)
Em uma resposta intitulada A forma por extenso de 2000.º (e de outros ordinais), de 22/11/2005, o consultor Carlos Rocha faz menção da forma dois milésimo preconizada pelo meu patrício, o gramático Evanildo Bechara, em sua Gramática Moderna do Português, 2002, sendo outrossim adotada pelo Manual de Língua Portuguesa, da autoria de Paul Teyssier, francês e estudioso do nosso idioma.
A princípio dois milésimo me causou estranheza, pois me parecia erro de concordância, mas, depois, comparando-o com outros ordinais, como seiscentésimo e oitocentésimo (respectivamente, variantes ou formas paralelas de sexcentésimo e octingentésimo), creio ter entendido por que milésimo neste caso não se pluraliza. É que o número dois funcionaria como uma espécie de prefixo numérico, o qual, ao ser aplicado a um número ordinal, não o levaria ao plural, mas apenas determinaria quantas vezes ele vale. Se o meu raciocínio estiver certo, então, dois milésimo significaria «duas vezes milésimo», assim como seiscentésimo e oitocentésimo querem dizer, respectivamente, «seis vezes centésimo» e «oito vezes centésimo».
Se o que suponho estiver correto, então, talvez o erro da nossa ortografia seria o de deixar de unir dois com milésimo, dando na escrita "doismilésimo" ou ainda "dois-milésimo".
Por outro lado, surge um dúvida: se o número dois funciona realmente como se fosse prefixo, por que, então, ele se flexiona quanto ao gênero: “duas milésima trecentésima quadragésima quinta”?
Pelo visto, se deduz que, dependendo a que dois milésimo se aplicar, ele pode aparecer como «dois milésimo», «duas milésima», «dois milésimos», «duas milésimas». Exs.: «Simão é o dois milésimo juiz a tomar posse neste Estado»; «Sebastiana é a duas milésima funcionária a ser admitida pela nossa empresa»; «Estes são os dois milésimos estudos intensivos de Química realizados nesta megaescola»; «Estas são as duas milésimas exéquias celebradas nesta catedral.» Como se vê, dois não pluraliza milésimo. Este se flexionaria somente para concordar em número (singular ou plural) e gênero (masculino ou feminino) com a palavra a qual ele se aplica, que é o que acontece com um ordinal como ducentésimo, por exemplo.
Achei que também faltaria neste caso à nossa língua um prefixo de verdade, como du- ou bi- e, no caso de ordinais maiores, tri-, quadri-, etc, o que ficaria melhor ainda, mas talvez já existam para casos como este. É que encontrei, no livro Estudos Práticos de Gramática Normativa da Língua Portuguêsa, do ano de 1968, da autoria de J. Nelino de Melo, autor brasileiro, “bimilésimo” e “bimilionésimo”, os quais, todavia, não aparecem em nenhum dicionário por mim consultado, razão pela qual gostaria de saber se são corretos e aceitáveis. A primeira ocorre, entretanto, seiscentas e trinta e cinco vezes em sítios da Web; a segunda, sessenta e oito vezes.
Por favor, o inerrante veredito do Ciberdúvidas.
Muito obrigado.
Preposição em datas que identificam espaços públicos: «Estádio 1.º de Maio»
É errado escrever designações, como «1.º Maio», ou nomes de estádio, como «1.º Maio», ou de clube, como «1.º Agosto»? Ou tem de ser «1.º de...»?
Obrigado.
