Análise de «Queres-me passar além»
No verso «Queres-me passar além?», que ocorre no quadro da personagem do Parvo no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente (c. 1465-c. 1536), -me é complemento direto?
No português contemporâneo, a frase estará correta?
A classe de palavras de um: «Um filho estuda Direito, o outro Medicina»
Por favor, na frase «Um filho estuda Direito, o outro Medicina», o vocábulo um é artigo, numeral ou pronome indefinido? Por quê?
Caso seja pronome indefinido, pode ser substituído por qual pronome equivalente? Há um verbo implícito antes da palavra Medicina?
Obrigado.
Análise sintática de uma frase de Mensagem
Solicitava apoio para fazer a divisão sintática das orações dos seguintes versos assim como a função sintática dos elementos das orações.
«Minha loucura, outros que me a tomem/ Com o que nela ia.» (Fernando Pessoa, Mensagem)
Muito agradecida.
Os valores modais de dever
Por que razão na frase
a) «O Miguel deve ter lido a Farsa de Inês Pereira»
a modalidade é epistémica com valor modal de probabilidade e na frase
b) «Devemos ler a Farsa de Inês Pereira até amanhã»
a modalidade é deôntica com valor modal de obrigação, tratando-se do verbo dever nas duas frases?
Obrigada.
A classe de palavras de ocupado e enviado
Em frases como:
1. O médico está ocupado.
A palavra ocupado o que é categorialmente (adjectivo, verbo, particípio passado, nome, etc)?
Assim como na frase:
2. Os testes são enviados.
A palavra enviados o que é categorialmente?
Obrigado.
O uso do nome paladar
Agradecia que me esclarecessem se a frase que apresento está correta, atendendo ao segmento destacado:
«No poema há ainda a sensação do paladar.»
Obrigado.
A leitura de 1/5000
Se 1/1000 se lê "a milésima parte", como se lê 1/5000?
Obrigado.
Fazer causativo e elevação do objeto a sujeito
Bom ano a toda a equipa do Ciberdúvidas.
A minha dúvida prende-se com a análise sintática e oracional da seguinte frase: «O amor fez o poeta sofrer.»
Ora, se a frase fosse «O amor fez do poeta infeliz» teríamos um complemento oblíquo («do poeta») e um predicativo do complemento oblíquo («infeliz»). Se a frase fosse «O amor fez o poeta infeliz» teríamos um complemento direto («o poeta») e um predicativo do complemento direto («infeliz»).
Agora neste caso que coloquei inicialmente («O amor fez o poeta sofrer») avanço duas hipóteses.
A primeira é considerar «o poeta sofrer» uma oração substantiva completiva com a função sintática de complemento direto e nesse caso poderia ser toda substituída pelo pronome o: «O amor fê-lo.»
No entanto, esta hipótese não me soa bem e por isso pergunto se é possível dizer «O amor fê-lo sofrer». Se for esta a opção correta, ou seja, assumindo «o poeta» como complemento direto, o constituinte «sofrer», sendo um verbo no infinitivo, continua a ser considerado predicativo do complemento direto?
E se assim for como fazer a análise oracional da frase?
Muito obrigado.
«Ai sim!?» e «Ai não!?»
Nas expressões «Ai sim!?» e «Ai não!?», é obrigatório o uso da vírgula a separar as duas palavras, ou seja «Ai, sim!?», «Ai, não!?».
Notem por favor que não estou a falar das expressões «Aí, sim!»/«Aí, não!», que essas, sim, levam vírgula.
Obrigada desde já pelo esclarecimento.
A expressão «à papo-seco»
No outro dia, ao ler o jornal, deparei-me com esta expressão portuguesa, que eu nunca tinha ouvido: «entrar à papo seco».
Podiam-me dizer de onde surge e o que significa na realidade esta mesma expressão?
Obrigado.
