O significado da expressão «nivelar por baixo»
O que significa a expressão «nivelar por baixo»? Gostaria de receber o significado e exemplos do uso dessa expressão.
Desde já agradeço pela atenção.
Concordância verbal com infinitivos com a função de sujeito
Consultando as regras de concordância, eu me deparei com a possibilidade de, em algumas construções frasais, duas regras diferentes concorrerem.
Por exemplo, existe (1) a regra de concordância quando os núcleos do sujeito são formados por verbos no infinitivo e (2) a regra de concordância quando os núcleos do sujeito composto são ligados por ou. Exemplo: «Escovar os dentes com a torneira aberta ou tomar banho demorado GASTA(M) muita água.»
Afinal, nessa frase, (1) segue-se a regra de concordância do sujeito com verbos no infinitivo, a saber: o verbo deve ficar obrigatoriamente na 3.ª pessoa do singular (gasta), ou (2) segue-se a regra de concordância dos núcleos do sujeito composto ligados pela conjunção ou com valor aditivo, o que levaria o verbo gastar ao plural (gastam)? Em outras palavras, qual das duas regras devemos seguir e qual frase está certa: 1) «Escovar os dentes com a torneira aberta ou tomar banho demorado GASTA muita água», ou 2) «Escovar os dentes com a torneira aberta ou tomar banho demorado GASTAM muita água»?
Artigo definido em títulos de obras
A questão que venho aqui colocar é relativamente ao artigo definido. Sempre que desejo referir um livro, fico com dúvidas em relação ao emprego do artigo, se devo usá-lo ou não. Antes de vos escrever, deambulei pelo vosso site à procura de resposta e até acho que a encontrei. Porém, não sabendo se a regra se poderá aplicar à minha incerteza, decido, mesmo assim, colocá-la.
Em 2008 foi questionado o seguinte: «A respeito da capital de Moçambique, diz-se "o Maputo", ou "Maputo", sem artigo?»
Como resposta, a sra. Maria Regina Costa explicou: «Quando se designa o rio, utiliza-se o artigo, pois os nomes dos rios são precedidos de artigo: «o rio Maputo», «o Maputo». Quando se designa a cidade, a regra geral é a da omissão do artigo.»
Pois bem, esta regra aplica-se quando refiro algum livro quando posso usar simplesmente o título como resposta?
Exemplo:
— Ontem acabei de ler um livro.
— Que livro leste?
A resposta deverá ser: «li "A Casa Negra"» ou «li o/a "A Casa Negra Negra"»? Também fico com dúvidas de como utilizar o artigo definido, porque o próprio título já o contém — "A" — e é feminino. Mas, e no caso de o título se encontrar no masculino, «O Homem Que Perseguia o Tempo», eu deveria responder: «ontem li o "O Homem Que Perseguia o Tempo"», ou devo omitir o artigo "O", uma vez que o próprio título já o contém?
Grato pela vossa atenção.
O uso de adicionalmente
Gostaria de saber se está correcto usar o advérbio de modo adicionalmente. Penso que este advérbio mais não é do que um aportuguesamento do advérbio de modo additionally.
Agradeço desde já a vossa disponibilidade.
«(A) cada duas horas»
Fico em dúvida em algumas situações se usar cada ou «a cada» ou se ambos são corretos:
«Receitou xarope, uma colher (a) cada duas horas.»
«Tomar 2 g/dia (a) cada 6 horas, durante 7 a 14 dias.»
Muito obrigada!
«Certo e determinado»
É frequente ouvirmos a expressão «certos e determinados» em diversos contextos.
Recentemente, relativamente ao Código da Estrada, deparei-me com o seguinte texto:
«É proibido o estacionamento nos locais reservados, mediante sinalização, ao estacionamento de determinados veículos.»
Qual a diferença entre «determinados veículos», «certos veículos» e «certos e determinados veículos»?
Elementos de uma enumeração: uso de maiúsculas e pontuação
A dúvida prende-se essencialmente com o uso do ponto e vírgula (;).
Gostaria que me esclarecessem, com base nos exemplos abaixo constantes, o cenário mais correto.
«Objetivos Gerais:
– Divulgar e promover a bebida Bubble Tea na nossa Região.
– Dar a conhecer a história e o processo de produção do Bubble Tea.
– Criar Bubble Teas com produtos regionais.»
«Objetivos Gerais:
– Divulgar e promover a bebida Bubble Tea na nossa Região;
– Dar a conhecer a história e o processo de produção do Bubble Tea;
– Criar Bubble Teas com produtos regionais.»
[Há quem afirme] que, após a utilização de :, deve começar-se uma enumeração com letra maiúscula e no final a aplicação de um ponto. A minha versão é que, após a utilização de :, deve começar-se uma enumeração com letra maíuscula e no final a aplicação de um ponto e vírgula.
[Assim:]
– devo [pensar] que, quando se inicia uma enumeração com letra maiúscula, devo terminar a frase com um ponto?
– devo concluir que, quando se inicia uma enumeração com letra minúscula, devo terminar a frase com um ponto e vírgula?
É assim tão linear esta questão?
Todas as gramáticas que consultei, bem como a Constituição da República Portuguesa, art. 70.º, mencionam que cada alínea abre um parágrafo e começa com letra maiúscula e termina com um ponto e vírgula.
Obrigada.
O aumentativo de gaveta
Qual é (ou quais são) o(s) aumentativo(s) de gaveta?
Toalete no género masculino
Porque é que se diz «ir ao toilette» (no masc.) quando toilette é uma palavra feminina?
Obrigada.
Posição intervocálica: /b/, /d/ e /g/
No espanhol-padrão, as oclusivas vozeadas [b], [d] e [ɡ] são realizadas como aproximantes, isto é [β], [ð] e [ɣ], em posição intervocálica ou antes de certas consonantes. O mesmo processo de debilitamento já foi observado no português europeu e descrito inúmeras vezes por muitos fonetistas, no entanto, eles parecem não concordar no aspecto sociolinguístico deste fenómeno. Enquanto alguns autores sustentam que este debilitamento pertence, sem dúvida, ao português europeu-padrão, outros registam-no como uma pronúncia completamente regional. E alguns não chegam sequer a mencioná-lo. Gostaria de conhecer, por favor, a vossa opinião sobre este assunto, como falantes nativos e bons conhecedores da língua. Seria conveniente adotá-lo, ou não?
Muito obrigado.
