Ter que e ter de
«Dir-se-á» que o infinitivo impessoal das frases de que vos servistes, para defender a vossa tese, exerce as funções de um nome e, nunca, as de «predicado» da oração. Será correcto escrever «tenho muito para contar», «elas tinham muitas coisas para dizer» e «não tens mais nada para fazer»? De qualquer modo, o vosso argumento não colhe; talvez não tenhais reparado que, se utilizásseis o velho método de perguntar ao verbo «quem?», «que coisa?», concluiríeis que as respostas seriam «contar muito», «dizer muitas coisas» e «fazer mais nada». Se aqueles verbos fossem o predicado de uma oração, o complemento directo continuaria a não ser o «que». Julgo ter compreendido a vossa dúvida ao ler a frase «Quando se estuda ter que, costuma-se estudar também ter de...»; o objecto de estudo deveria ser o infinitivo impessoal incluído na oração, que, obviamente, estará ligado aos outros elementos da mesma por uma preposição. «Ter que» e «ter de» são questões complementares, invocadas quando não se consegue ter uma visão global do objecto de estudo. Se persistir alguma dúvida sobre este assunto não hesitem: consultem-me! O meu galicismo "face a" fere-me menos os ouvidos e a vista que o "mail" utilizado nos endereços de correio electrónico; eu escrevi palavras portuguesas, sem desvirtuar a sua semântica.
Obrigadinho(a)
Tem-se ultimamente divulgado o termo «obrigadinho/a» como forma simpática ou carinhosa alternativa à forma corrente «obrigado/a». Considerando que a forma usual corresponde ao particípio passado dum verbo (equivalente ao «fico-lhe obrigado/a ou reconhecido/a» e o diminutivo não se lhes aplica como a um vulgar adjectivo ou substantivo, fará sentido aquela forma? Agradeço a vossa opinião sobre esta «moderna» forma de agradecimento. Devo confessar que por vezes a uso, mas com a convicção de estar a dizer asneira...
Língua gestual portuguesa
Sou professor de surdos-mudos e sou surdo-mudo. Gostaria de saber qual a forma correcta: «a língua gestual» ou «a linguagem gestual». Está ou não aprovada a língua gestual na Constituição? O alfabeto da língua gestual portuguesa está aprovado ou não? Os intérpretes da língua gestual são legais ou não? Dizem-me que há diferentes alfabetos inventados pelos ouvintes para ganhar dinheiro. Na minha opinião, os surdos-mudos como eu deveriam criar a própria língua gestual portuguesa para surdos-mudos. Gostaria de saber qual a sua opinião sobre a língua gestual portuguesa. Defendo que o actual alfabeto e o gestuário deveriam ser únicos e para sempre. Mais uma vez, gostaria de saber se a língua gestual portuguesa é língua portuguesa.
X-acto é uma marca
Qual a designação correcta para o acessório de papelaria tão conhecido?
Blocar e bloquear
No meio automobilístico é frequente ver usada a palavra blocar (ou derivadas, como por exemplo blocagem, bloca, etc.) com o significado de paragem de rodas durante uma travagem. Penso que a forma correcta será sempre a utilização do verbo bloquear. A palavra blocar não será derivada do inglês "block"?
Lúdios
No "Jornal de Notícias" de 27 de Março deste ano li num artigo a palavra «lúdios», com acento agudo no u, cujo significado não encontro no dicionário. O mesmo artigo era péssimo no que respeita a estrangeirismos e brasileirismos. Não obstante, gostaria de descobrir o significado desta palavra.
Lara
O meu nome de família é Lara. Gostaria de saber de que país provém e qual a origem deste nome.
Luís
Tenho ouvido que ao escrever Luis com s deve-se acentuar o i. Se não se optar pela acentuação do i deve escrever-se com z.
Pé, pezão
Qual o aumentativo de «pé»?
Moniz e Dinis
Já agora, por que razão se diz Moniz e apenas Dinis (embora já tenha visto escrito Diniz)?
