DÚVIDAS

Espelho "vs" réplica
Quando se traduz do inglês alguma expressão nova para designar novo conceito relacionado com a técnica, há a tendência para utilizar em português a palavra ou expressão literalmente mais próxima. Contra esta tendência, quando estudei inglês o professor avisava constantemente: cuidado com os "false friends". Estes estranhos amigos da onça, que parecia nos facilitavam o trabalho, eram uma forma simpática de designar estas palavras ou expressões que, traduzidas à letra, designam em português coisa diferente do significado original. Por isso, quando não há cuidado com os "false friends", o resultado fica à vista: em português, alguma vez "adição" significou "vício"? Já agora, não será mais aconselhável usar o termo réplica em vez de espelho para designar a retransmissão do Ciberdúvidas numa Intranet em Bruxelas?
Verbos e não só...
1. Gostaria de, primeiro que tudo, deixar uma sugestão. Porque não acrescentar no título das respostas o nome próprio do consulente, para facilitar a pesquisa? 2. Penso que uma das três questões que coloquei ainda está em aberto, ou então foi respondida, sob um título, que me escapou. 3. Tudo o que é bom pode melhorar. Assim o Ciberdúvidas, além de ser um (excelente) esclarecedor disso mesmo, dúvidas, poderá também ser um local de diálogo. Quando questionei a ausência de verbo numa frase, o motivo foi a sensação de que a escrita passa por fases (modismos) que o futuro mostrará, ou não, a sua fixação à linguagem corrente. Claro que a liberdade literária tudo ou quase tudo permite, quando o escritor consegue transmitir a ideia de qualidade. Vejamos então a situação no concreto. Tomemos a seguinte construção: «(...) bebés atirados contra a parede, mulheres violadas, velhos decapitados. Em aldeias do fim do mundo, lugares obscuros, sem hotéis de cinco estrelas, nem minibar.» Em questão a segunda frase, e mais concretamente a colocação do ponto final antes de "em aldeias". Nem se discute a qualidade literária de quem subscreve esta frase, cujo nome não vem ao caso, mas seria necessário aquele ponto final? Querem comentar?
Nova Gramática do Português Contemporâneo
Em 15/1, José Neves Henriques responde a uma consulente que a citada Gramática é boa, mas tem lá, pelo menos um erro. No melhor pano cai a nódoa mas, sendo quem são os autores da citada gramática, insinuar que a dita não é totalmente fiável porque tem, pelo menos, um erro, parece-me de cabo de esquadra! Diga-nos, ao menos, qual ele é, para podermos fazer o nosso próprio juízo. Obrigada.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa