DÚVIDAS

Letra de forma
Sempre aprendi e disse letra de forma (ô). O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia de Ciências de Lisboa, na página 1792 do Vol. 1 tem: Forma (ó) 12.Tip. Configuração especial de letra. Letra de forma. Penso que tanto a pronúncia como o significado não estão correctos. Aliás, os dicionários de Morais, de José Pedro Machado, o da Porto Editora e o de Cândido Figueiredo não dão aquele significado, nem pronúncia. Letra de forma (ô) é a letra impressa e não uma configuração especial de letra. Penso haver imprecisão no Dicionário da Academia. Qual é a vossa opinião?
Língua portuguesa (emancipação do Brasil…)
Acho que seria o caso de se realizar a emancipação do português do Brasil, tamanha a diferença entre as duas línguas, a de Portugal e a do Brasil. Acho um absurdo dizermos que nós, aqui do Brasil, falamos português, mas não conseguimos levar adiante uma conversa informal com alguém de Portugal. Seria o caso de se criar o "brasileiro", ou é apenas um exagero? Gostaria muito que comentassem minha opinião.
Sufixos: -íssimo/-érrimo
Eu sou um mero consulente cujos interesses pela própria língua são enormíssimos. Os sufixos -íssimo e -érrimo têm exactamente o mesmo significado? Tenho-os utilizado no sentido de: muito para -íssimo, como belíssimo = muito belo, e extremamente para -érrimo, como sujérrimo = extremamente sujo, mas infelizmente esta última forma raramente se encontra nas gramáticas. Qual é o termo correcto? Muito obrigado.
Tivera, havia tido, tinha tido
Não sei se esta pergunta já alguma vez foi feita, mas na mesma fá-la-ei. Tenho lido em certas gramáticas que os tempos, Eu tivera, Eu tinha tido, Eu havia tido, são de significados idênticos. No entanto, noutras gramáticas li que estas formas são de significados diferentes, mas no entanto têm significados parecidos. Eu concordo com esta última opinião, porque quando as uso, uso-as em circunstâncias diferentes do dia a dia. Agora a questão é: essas formas são idênticas, parecidas ou diferentes? Como se sabe, a linguagem do povo e a linguagem erudita são totalmente diferentes.
O plural dos antropónimos
Uma vez que, por definição, um substantivo próprio individualiza uma pessoa, um rio, uma cidade, etc., parece-me uma contradição flexioná-lo em género e número. Assim sendo, não se deveria afirmar que o substantivo Maria é feminino, pois pode designar um ser do sexo masculino (ex.: José Maria); também será redundante afirmar que se encontra no singular porque, se individualiza um ser, nunca deveria ser utilizado no plural. A frase "Há muitas Marias nesta sala" é aceitável num registo popular mas, num registo mais cuidado, deveria ser substituída por "Há muitas pessoas de nome Maria, nesta sala". Gostaria de saber se estou correcta. Caso contrário, peço o favor de me esclarecerem. Grata pela atenção.
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