DÚVIDAS

Preposição e orações subordinadas
Na frase: Gosto de que tu me leves para passear. A oração classificada como subordinada substantiva objetiva indireta começa a partir da preposição "de" ou da conjunção subordinativa integrante "que"? Pergunto pois alguns autores não esclarecem se a preposição faz parte ou não da oração subordinada, não só quando estas funcionam como OI, mas também como complemento nominal. Obrigado e aguardo resposta.
Verbos: fazer anos, confraternizar, animar-se, etc.
Na frase "Faz dez anos todos esses fatos.", por que o verbo foi erradamente escrito no singular? Na frase "Alunos e professores se confraternizaram depois da festa.", por que o verbo aparece erradamente preposicionado? Na frase "Os corintianos se animaram com a derrota do palmeiras.", por que a regência do verbo está inadequada? "Compute todos os dias." e "Espero que ele nos ressarça até amanhã.": por que as frases estão incorretas?
Ditongo éi
Escrevi-vos há pouco tempo sobre o plural das palavras oxítonas terminadas em "el", e porque se escreve com "éis". A vossa resposta foi atenciosa e detalhada, mas infelizmente não me esclareceu por completo. Aquilo que perguntava é por que razão se coloca acento agudo nestas palavras, visto que este não me parecia necessário. Segundo afirmaram, "As normas portuguesa e brasileira exigem o acento nas palavras oxítonas (agudas) terminadas com som aberto /éi/ (…) A justificação é a frequência da terminação de som /êis/ nas flexões verbais (ex.: ameis, amareis, fazeis, fareis, etc.). Isto levaria, por exemplo, o falante a pronunciar /êis/ em papeis, sem acento (como flexão verbal do verbo papar), em vez do plural de papel; que, por isso se deve escrever papéis." Mas é precisamente isto que me faz confusão. Não creio ter alguma vez ouvido um sotaque de Portugal, qualquer que ele fosse, que apresentasse mais de uma forma de ler o ditongo "ei" quando tónico. No Brasil, sim, há duas formas de o ler; o "e" pode ser aberto (como em idéia) ou fechado (como em meia). Mas sempre me pareceu que em Portugal o "ei" tónico era lido de uma única forma em cada sotaque. (Não me refiro, naturalmente, às variações regionais; algumas pessoas dizem "êi", outras "âi", outras possivelmente "éi". No entanto, qualquer que seja a sua forma de pronunciar o ditongo, é apenas uma, e não duas como no Brasil.) Por isso não entendo a razão desta necessidade de distinguir, por exemplo, o substantivo "papéis" do verbo "papeis" (de papar). Não são palavras homófonas em Portugal? Será que no início do século XX, quando se fez o primeiro acordo ortográfico, existia em Portugal um ditongo "ei" com "e" aberto e outro com "e" fechado, como ainda hoje sucede no Brasil? E nesse caso porquê só fazer a distinção nos plurais dos substantivos terminados em "el", e não noutros casos, como fazem os brasileiros?
Diferença entre lhes e vos
Antes de mais, parabéns e bem hajam por este serviço em prol da língua portuguesa. (espero não estar a escrever erros). A minha pergunta: Faz-me sempre muita confusão quando ouço, p. ex.: apresento-lhes o micro ondas... (publicidade feita pelo cozinheiro António Silva a um microondas). Mas mesmo o Dr. José Hermano Saraiva usa muito o pronome lhes na sua forma singular ou plural quando se refere a nós telespectadores. Não deveria ser apresento-vos, falei-vos, informei-vos? Não sei por quê (está bem este por quê separado?), não tenho grande justificação, mas para mim o sentido que dou a lhes é a eles e vós o de a vocês, portanto, uma forma mais directa.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa