DÚVIDAS

Apesar / estarem
"O fato de nações como Espanha, França e Inglaterra, que apesar de estarem em um estágio de desenvolvimento tecnológico superior a Portugal, naquele momento histórico, não terem sido capazes de solucionar seus problemas políticos." Na verdade, não tenho dúvidas quanto à elaboração da frase, mas sim em sua interpretação. Gostaria de saber, por exemplo, o sentido da conjunção "apesar" na frase; se o verbo "estarem" coloca essa primeira parte da frase (... superior a Portugal) no tempo presente ou pretérito; se o trecho "naquele momento histórico" se refere ao início ou ao final da frase e se essa frase "destrinchada" conservando o mesmo sentido poderia ser: "Apesar de estarem em um estágio de desenvolvimento tecnológico superior a Portugal, naquele momento histórico, as regiões Espanha, França e Inglaterra não foram capazes de solucionar seus problemas políticos."
Parágrafo, de novo
Gostaria que me respondessem sobre as regras para utilização do parágrafo, considerando que não encontrei nas respostas anteriores algo que me satisfizesse. Sou professora e alguns alunos me perguntam se há normas gramaticais para se deixar margem em currículos, planos de ensino, cartas ou qualquer outra forma de escrita, tendo em vista que alguns professores da escola na qual leciono chegam a descontar nota de aluno por não ter deixado parágrafo adequadamente em determinadas situações.
Pronúncias: rr
O assunto das pronúncias do rr forte em Portugal tem sido abordado aqui. Permito-me expor o meu ponto de vista. Penso que há 3 e não 2 pronúncias do rr: (desculpem os nomes, mas nao sou especialista) 1) o rr rolado, como o dos espanhóis; 2) o rr pronunciado com o fundo do céu da boca, fazendo-o ondular (creio que como o j dos espanhóis); e 3) o r pronunciado com a garganta, sem ondular a boca. O que vos parece? Outra questão: no Norte do país em várias zonas há mistura entre os sons ou e au (não é au com a bem aberto, mas é mais aberto que ou, não sei explicar). De tal modo que surgem palavras como "ougar" (augar ou aguar, no sentido de apetecer) e "ourado" (sentir-se ourado, creio que de aura). Mas isto é geral. A pronúncia de outros, por exemplo, é parecida com "autros", digamos. Pergunto: isto é uma evolução recente ou uma manutenção (pelo menos nalguns casos) da forma latina (creio que altrum, ou, por exemplo, aurum, etc.). Obrigada.
Filipe e outros ii
   Li aqui uma mensagem sobre pronúncias de ii em palavras como Filipe e outras, em que se considera que a pronúncia Felipe é correcta e Filipe é um pouco pedante. Venho só dizer que, ao que me lembro, no Norte de Portugal diz-se Filipe (com i) e aliás uma colega minha chamada Filipa comentou uma vez que só os nortenhos é que lhe chamavam Filipa, que aqui (Lisboa) lhe chamavam Flipa (sim, como se fosse Fl, sem e mudo).    Talvez isto já tenha sido comentado. Se assim for, desculpem.    Obrigada pelo vosso trabalho. Já tirei algumas dúvidas com as perguntas de outras pessoas aqui.
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