DÚVIDAS

Oração subordinada adverbial condicional e presente do indicativo
Ao folhear um livro de Português (12.º) da nova reforma, deparei-me com o seguinte exemplo de uma oração subordinada adverbial condicional: «Se está a chover, vou de carro.» Nunca antes tinha visto em qualquer gramática orações condicionais em que ambos os verbos estavam no presente do indicativo. A meu ver, uma oração condicional pressupõe uma dúvida/hipótese, pelo que, se o verbo que precede a conjunção se se encontra no presente do indicativo, constatar-se-á um facto ao invés de se colocar uma hipótese. Esta constatação leva a uma relação causa-efeito e não a uma condição. É a minha dúvida legítima?
A função sintáctica de «por favor»
Devo, primeiramente, felicitar-vos pela elevada qualidade do vosso trabalho, no que corresponde à língua em análise (a portuguesa). Gostaria, sendo possível, que me aclarassem no que se refere à seguinte dúvida de foro gramatical, mais especificamente, quanto à função sintáctica de «por favor». Atentemos no exemplo: «Mãe, dê-me o livro, por favor.» Complemento circunstancial de cortesia? De delicadeza? De tratamento deferencial? Sem querer ostentar um comportamento abusivo e, na mesma linha, qual a função sintáctica a atribuir a «na minha opinião»? É de notar o que se segue: «Na minha opinião, deveríamos escrever um cartão.» Sei que poderá substituir-se por «de acordo com a minha perspectiva» e por «julgo que» ou «presumo que», etc. Trata-se de duas orações no primeiro caso referido? Seria bastante útil para mim que me ajudassem a esclarecer os meus alunos, na medida em que não sei a resposta e já procurei na gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra. Agradecida.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa