DÚVIDAS

Sobre o gerúndio
Preciso saber sobre as regras do gerúndio, e porque é que nas duas primeiras frases a regra foi respeitada e na terceira não: 1. Quero registrar a triste situação por que passam milhões de crianças brasileiras, em sua maioria desassistidas, caminhando rumo a um futuro incerto e infeliz. 2. Mesmo assim, tal atividade deve ser reconhecidamente leve, excluindo-se, por exemplo, o trabalho exercido nas indústrias... 3. Os menores do Brasil, desassistidos em seus lares, ganham as ruas em busca de uma forma de vida, caindo nas malhas da prostituição... Muito obrigada e parabéns pelo excelente site.
O gentílico de Mianmar
[…] Permitam-me discordar da designação dos habitantes de Mianmar. Birmanês era a designação anterior, ou seja, no tempo em que Mianmar se chamava Birmânia, os seus habitantes eram designados como tal. Agora, em termos políticos, Mianmar não tem nada que ver com o anterior "país". Portanto, sou levado a concluir que a designação de birmanês para o habitante de Mianmar é politicamente incorrecta, no verdadeiro sentido da palavra. Era o mesmo que dizer que o antigo Zaire, hoje República Democrática do Congo, é o mesmo país. Antigamente, os zairenses era a designação dos habitantes do Zaire. Hoje são congoleses. Percebe a diferença? Deste modo, considero que se deva designar de “mianmarês” os habitantes de Mianmar. Concorda com esta apreciação? Cumprimentos,
O verbo combater
Recentemente estive lendo o Dicionário prático de regência verbal de Celso Pedro Luft (um bom livro!). Lá, deparei-me com um caso curioso: o verbo combater podendo ter dois "objetos indiretos". O autor diz que o verbo é transitivo indireto e cita as preposições com, contra, por e a locução prepositiva «a favor de»... Depois disso, observei uma frase: «Combati contra José pela liberdade.» Temos, na frase citada, dois objetos? «Pela liberdade» não dá uma ideia de locução adverbial de causa? Obs.: A frase [em questão] não foi lida no livro, e sim em um artigo; mas, [apoiado] na visão de Luft, julguei dois objetos indiretos. Desde já agradeço a enorme atenção que os Senhores sempre tiveram.
Preposição e orações subordinadas
Na frase: Gosto de que tu me leves para passear. A oração classificada como subordinada substantiva objetiva indireta começa a partir da preposição "de" ou da conjunção subordinativa integrante "que"? Pergunto pois alguns autores não esclarecem se a preposição faz parte ou não da oração subordinada, não só quando estas funcionam como OI, mas também como complemento nominal. Obrigado e aguardo resposta.
Hífen nas espécies vegetais, maiúscula nos pontos cardeais
Trago à vossa consideração duas questões. QUESTÃO 1: Estabelecendo a Base XV do novo Acordo Ortográfico (AO) que se emprega o hífen «nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas», não deveriam todas as palavras que designam espécies de maçãs (por exemplo, maçã-reineta) ser hifenizadas? Não encontro nenhuma palavra que designe espécies de maçãs no VOP (nem de peras: pera-rocha, pera-acabate, etc.). Qual a diferença em relação a feijão-verde (que nem umaespécie é…), batata-semente, couve-roxa, couve-galega ou abóbora-menina? QUESTÃO 2: Relativamente aos pontos cardeais, diz o novo AO que se usa maiúscula «Nos pontos cardeais ou equivalentes, quando empregados absolutamente: Nordeste, por nordeste do Brasil, Norte, por norte de Portugal». Já a Convenção de 1945 diz que «Os nomes dos pontos cardeais e dos pontos colaterais (…) recebem, por excepção, a maiúscula, quando designam regiões: o Norte do Brasil; os mares do Sul; os povos do Oriente». Tenho alguma dificuldade em interpretar o «absolutamente»… A noção de região esbate-se com o novo AO? 1. «Vou para o Norte, mas a minha mulher ficou no Sul… No sul de Espanha, devo acrescentar!» As maiúsculas/minúscula parecem indiscutíveis. 2. «Vou para norte.» / «Viramos para sul.» / «Siga a direção norte!» / «Meca fica a leste.» As minúsculas são adequadas? Se sim, como explicar a questão do «absolutamente»? Finalmente, na generalidade dos guias diz-se que os pontos cardeais se escrevem com maiúscula quando designam regiões. Não vos parece ser esta uma “recuperação” do texto de 45 simplista e potencialmente incorreta como se pode constatar no exemplo “norte de Portugal”? Obrigado.
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