DÚVIDAS

O uso de entre com a em vez de e
Tem-se generalizado nos media, e consequentemente no discurso escrito e falado dos cidadãos, o uso de entre com a em vez de e. Por exemplo, é comum ouvir um jornalista anunciar que algo aumentou «entre 30% a 50%», em vez de «entre 30% e 50%». O erro provavelmente vem de uma confusão com uma outra forma de exprimir o mesmo conceito, «(de) 30% a 50%». A forma correcta parece óbvia («Coimbra fica entre Lisboa e Porto», não «entre Lisboa a Porto»), mas já é muito raro ouvi-la hoje em dia. Quer o Ciberdúvidas ajudar a lançar luz sobre a questão?
O nascer do Sol
Gostaria de saber se o critério utilizado para "pôr-do-sol" se aplica a nascer do Sol. Se não, porquê? Na minha lógica, a acção de pôr ou nascer do Sol (astro) não devia ter hífen, (exemplo: o jantar de família /o cantar do galo). No entanto, encontro em vários dicionários/prontuários com hífen e noutros sem. Instalou-se a dúvida. Agradeço o esclarecimento.   N.E. O consulente escreve segundo a Norma de 1945.
A acentuação de harpia
Trata-se não de uma pergunta, mas de um comentário relativo à resposta n.º 16831. Independentemente de como se escreve em português, harpia NÃO pode ter a sílaba tônica no i (“harpía”), porque vem do grego ἅρπυιαι, que transliterado é Hárpuia, Ou seja, com a tônica na primeira silaba. Essa coisa de chamarem o bicho de “harpía” (e não “hárpia”, como é o correto) vem da subserviência aos documentários de língua inglesa, onde, efetivamente, se deforma a palavra, retirando da primeira sílaba o elemento tônico e transferindo para a segunda, produzindo essa deformidade que é “harpía”(!). Tanto é assim, que, antes desses documentários mal traduzidos, ninguém chamava de “harpía” o nosso gavião de penacho. Para se conhecer realmente a palavra, o fundamental é ir à raiz da mesma. No caso, o grego. Então, amigos, não é “harpía”, é hárpia.
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