Continuum e continua (latim)
Estou lendo um texto que usa as palavras latinas continuum, no singular, e continua, no plural.
Escrevendo em português, como devo fazer? Posso usar contínuos, contínuo? Trata-se de um texto em nível de doutorado.
Obrigada.
A adequação discursiva
Gostaria de saber o que é a adequação discursiva de acordo com a nova terminologia linguística e quais as formas de tratamento em português.
«A terça parte»: quantificador numeral fracionário?
«A terça parte», correspondendo a «um terço», pode considerar-se um quantificador numeral fracionário?
O uso da palavra calcinhas
Podemos usar em português de Portugal a palavra calcinhas para designar a cueca? Não será este um vocábulo usado noutros países lusófonos, mas não em Portugal? Assim sendo, usamos, em Portugal, cueca para peça de roupa interior tanto de homem como de mulher? A dúvida foi suscitada por uma tradução de uma obra literária de origem inglesa em que a palavra calcinhas é várias vezes usada.
A definição de «mudança linguística»
O que é uma mudança linguística?
O antónimo de subscrever
Gostaria que me informassem qual o antónimo do verbo "subscrever". Existe na língua inglesa o verbo "subscribe" que tem como antónimo "unsubscribe". Não me parece que seja correcto "dessuscrever" ou semelhante e não encontro outra forma de exprimir essa acção contrária de subscrever. Desde já agradecido pelo vosso tempo.
Couve-lombarda
Caro Ciber: Em muitos supermercados e restaurantes de Lisboa, vê-se escrito, desde há uns tempos, couve lombardo ou simplesmente lombardo. Isto é, a couve mudou de sexo. Haverá alguma explicação para enormidades deste tipo aparecerem de repente e terem tanta aderência? Cumprimentos.
O hífen em datas que definem intervalos temporais
Quando queremos referir um espaço temporal, por exemplo, de 1935 a 1950, devemos escrever 1935-1950, ou 1935 – 1950? Devemos optar pelo hífen, ou pelo travessão?
Obrigada.
A colocação dos acentos no aportuguesamento de palavras estrangeiras
Acabo de ver a resposta dada à pergunta n.º 28 711 (sobre o aportuguesamento de Oregon, Kansas, Arkansas e Oklahoma), e queria aproveitar para lançar uma questão que já há muito me perturba.
Não existe nenhuma regra, em português, para a colocação dos acentos (acentos tónicos, não gráficos) nos aportuguesamentos de palavras estrangeiras? Eu tenho observado uma disparidade de critérios, e tendo eu crescido num ambiente multilingue, choca-me um bocadinho quando vejo palavras que na língua original têm acento numa determinada sílaba, e no seu aportuguesamento o acento "salta" para outra sílaba...! O que chamou-me atenção foi a palavra "Arkansas", que em inglês é proparoxítona, ['ɑ:kənsɒ], e no entanto, o aportuguesamento proposto sugere que a palavra seja paroxítona, [ɐɾ'kɐ̴sɐʃ]. Ao que parece, existe o hábito de, ao fazer-se o aportuguesamento de certas palavras, ligar-se apenas à forma escrita, e não à pronúncia original, ou seja, as palavras estrangeiras são aportuguesadas como se a escrita original fosse em português! Estão neste caso Ankara,[aŋkaˈɾa], oxítona, aportuguesada para Ancara, [ɐ̃ˈkaɾɐ], paroxítona (repare-se na raça de gatos e no tipo de tecido angorá); Ottawa, [ˈɒtəwə], proparoxítona, aportuguesada para Otava, [oˈtavɐ], paroxítona (onde é que foram encontrar o «v»?); Addis Abeba, [adis ˈabəba], proparoxítona, aportuguesada para Adis Abeba, [ɐdiz ɐˈbɛbɐ], paroxítona; Bamako, [bamaˈko], oxítona, aportuguesada para Bamaco, [bɐˈmaku], paroxítona; e muitos outros casos, na toponímia ou não.
É que, se não houver um critério uniforme para a colocação do acento tónico nos aportuguesamentos, nota-se aqui uma dualidade de critérios. Perde-se toda a legitimidade em exigir certas pronúncias (por exemplo, Florida, e não Flórida — o Estado é deles (dos americanos), mesmo que o nome tenha vindo do espanhol — e perde-se toda a legitimidade em ficar chocado quando francófonos pronunciam «Cutô» (Couto) ou anglófonos pronunciam «Bêicsao» (Baixão)...
Gostaria de saber a vossa opinião em relação a este assunto.
Obrigado.
Ganguesteres/gângsteres
Ao folhear o Prontuário Universal de D' Silvas Filho, reparei que a palavra "gangster" já tinha sido aportuguesada para "gânguester", com acento na antepenúltima sílaba.
A dúvida surgiu-me quando pensei em como seria o plural dessa mesma palavra: será "gânguesteres" com acento na 4.ª sílaba a contar do fim?
Muito obrigada pela atenção.
