DÚVIDAS

O nome Vitória
Saudações e parabéns pelo bom trabalho. Tenho uma dúvida relativamente à forma como deve ler-se o nome Victoria (latim): como vitória ou sem acentuação no o? Uma outra questão para a qual solicito a vossa opinião (questão que já algumas pessoas me colocaram e à qual confesso não saber responder nem tão-pouco me parece explícita na legislação portuguesa – Código do Registo Civil, que já li) é a seguinte: parece-vos correcto usar para pessoas o nome original em latim (como o Victoria atrás referido) ao invés da sua variação portuguesa (como Vitória)? Obrigado.
«Uma vez dois», «duas vezes dois»
Creio que não é correto o uso de expressões do tipo «um vezes dois é...», «dois vezes três é...», mas, sim, «uma vez dois é...», «duas vezes três é...». Julgo que «uma» e «duas» são quantificadores numerais, os quais variam em género, enquanto adjetivos numerais, e terão de concordar com as formas femininas vez (singular) e vezes (plural). Penso, também, que aquelas expressões não são exatamente a expressão coloquial das expressões aritméticas «1 X 2» e «2 X 3«, nas quais o símbolo X representa a operação aritmética da multiplicação, não sendo sinónimo de vez ou vezes. Ora, vez e vezes significam ocorrências de um fenómeno numérico, é certo, mas não a operação multiplicação, ensinada no decorrer do 1.º ciclo básico do ensino. Além de que «duas vezes três», pode significar uma ideia de adição (uma vez e depois, (+), outra vez, a mesma quantidade), conquanto a multiplicação seja um caso particular da operação adição, definida matematicamente no corpo dos números reais. Finalmente, é evidente que a dúvida não se suscita para outros valores, além de «uma» e «duas», embora seja discutível – aritmeticamente – o recurso a «vezes»: «A multiplica B», ou «o produto de A por B», etc. Terei razão? Obrigado.
Ainda o plural de nomes (pronomes) e apelidos (sobrenomes)
Pelo o que se lê no nosso Ciberdúvidas acerca do plural de prenomes e sobrenomes portugueses, em diversas respostas e outrossim em artigo do Pelourinho, depreende-se que: 1.º) Prenomes portugueses vão ao plural quando necessário. Assim escrevemos corretamente: Joões, Manuéis, Marias, Sebastianas, Tomés, etc. 2.º) Os prenomes terminados em s ficam invariáveis. Deste modo: os Domingos, os Lucas, os Marcos. 3.º) Sobrenomes portugueses também vão ao plural. De maneira que, se pluralizados, ficam: Arrudas, Sampaios, Mesquitas, Castros, Pessoas, etc. 4.º) Em havendo dois sobrenomes, somente o primeiro toma a forma plural: Castros Mesquita, Oliveiras Pereira, Proenças Meireles, etc. Se entre os dois houver "de", "do", "da", a regra é a mesma: Lousadas de Albuquerque, Correias do Amaral, Rangéis da Fonseca. Contudo, parece-me que há sobre o tema pontos ainda obscuros não esclarecidos pelo nosso Ciberdúvidas. Em baixo procurarei elencá-los, pedindo para eles a luz refulgente desse preciosíssimo ciberconsultório. 1.º) O prenome Luís é exceção à regra, pluralizando-se Luíses? 2.º) Nomes terminados em "x" e "z", tais como Félix, Beatriz, ficariam invariáveis? 3.º) A regra do plural de dois apelidos juntos valeria também para nomes, escrevendo-se Paulos João, Marias Eduarda, Anas Maria? Ou seriam José Manuéis, Paulo Joões, Tomé Bartolomeus, como se depreende de um artigo do Pelourinho? 4.º) Sobrenomes como Queirós, Vaz, Moniz ficam invariáveis: os Queirós, os Vaz, os Moniz? E em conjunto: os Queirós Oliveira, os Vaz Brandão, os Moniz da Gama? 5.º) Se entre os dois apelidos vem "e", como em Andrada e Silva, Oliveira e Sousa, Rosa e Sá, ambos devem pluralizar-se ficando portanto: Andradas e Silvas, Oliveiras e Sousas, Rosas e Sás? 6.º) Caso a resposta para a questão anterior seja afirmativa, conjuntos como Moniz e Portugal, Queirós e Ávila, Guimarães e Lopes ficariam: Moniz e Portugais, Queirós e Ávilas, Guimarães e Lopes? Caso V. Sas. conheçam outros pontos a serem esclarecidos, além desses seis acima mencionados, por obséquio, os esclareçam. Muito obrigado.
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