Cujo: pronome relativo e determinante
Num manual de Língua Portuguesa do 9.º ano, "cujo" aparecia classificado como determinante relativo. Em nenhuma gramática portuguesa encontrei esta subclasse de determinantes. "Cujo" é pronome relativo ou pode também ser utilizado como determinante?
O nome Vitória
Saudações e parabéns pelo bom trabalho.
Tenho uma dúvida relativamente à forma como deve ler-se o nome Victoria (latim): como vitória ou sem acentuação no o?
Uma outra questão para a qual solicito a vossa opinião (questão que já algumas pessoas me colocaram e à qual confesso não saber responder nem tão-pouco me parece explícita na legislação portuguesa – Código do Registo Civil, que já li) é a seguinte: parece-vos correcto usar para pessoas o nome original em latim (como o Victoria atrás referido) ao invés da sua variação portuguesa (como Vitória)?
Obrigado.
Anteco e antípoda
Penso que o exemplo apresentado para definição de anteco está errado! Seria antes exemplo de antípoda. Corrijam-me se eu errei! As minhas desculpas por vir à colação sem ter sido chamado.
Palavras paroxítonas com ditongo decrescente no final
Gostaria de saber algumas palavras paroxítonas com ditongo decrescente no final das mesmas...Se pudessem me ajudar, ficarei grata.Agradeço desde já... Obrigada.
«Regra geral» = «em regra geral»
Podiam dizer-me se em português correto se deve escrever «em regra geral» ou em «regra geral», ou se a utilização de um ou outro depende do contexto?
Muito agradecido.
O significado de «ficar com um melão»
No contexto de [uma] derrota do Benfica (em 14/05/2014), surgiu na boca de muito boa gente a expressão «os benfiquistas ficaram com um melão...».
Gostaria de perguntar se alguém sabe de onde vem a expressão...
Grato pela atenção.
Alfinete-de-ama ou alfinete-de-dama?
[sem hifen, pós AO 1990]
[sem hifen, pós AO 1990]
É alfinete-de-dama ou alfinete-de-ama?
Obrigada.
«Uma vez dois», «duas vezes dois»
Creio que não é correto o uso de expressões do tipo «um vezes dois é...», «dois vezes três é...», mas, sim, «uma vez dois é...», «duas vezes três é...». Julgo que «uma» e «duas» são quantificadores numerais, os quais variam em género, enquanto adjetivos numerais, e terão de concordar com as formas femininas vez (singular) e vezes (plural). Penso, também, que aquelas expressões não são exatamente a expressão coloquial das expressões aritméticas «1 X 2» e «2 X 3«, nas quais o símbolo X representa a operação aritmética da multiplicação, não sendo sinónimo de vez ou vezes. Ora, vez e vezes significam ocorrências de um fenómeno numérico, é certo, mas não a operação multiplicação, ensinada no decorrer do 1.º ciclo básico do ensino. Além de que «duas vezes três», pode significar uma ideia de adição (uma vez e depois, (+), outra vez, a mesma quantidade), conquanto a multiplicação seja um caso particular da operação adição, definida matematicamente no corpo dos números reais. Finalmente, é evidente que a dúvida não se suscita para outros valores, além de «uma» e «duas», embora seja discutível – aritmeticamente – o recurso a «vezes»: «A multiplica B», ou «o produto de A por B», etc.
Terei razão?
Obrigado.
Ainda o plural de nomes (pronomes) e apelidos (sobrenomes)
Pelo o que se lê no nosso Ciberdúvidas acerca do plural de prenomes e sobrenomes portugueses, em diversas respostas e outrossim em artigo do Pelourinho, depreende-se que:
1.º) Prenomes portugueses vão ao plural quando necessário. Assim escrevemos corretamente: Joões, Manuéis, Marias, Sebastianas, Tomés, etc.
2.º) Os prenomes terminados em s ficam invariáveis. Deste modo: os Domingos, os Lucas, os Marcos.
3.º) Sobrenomes portugueses também vão ao plural. De maneira que, se pluralizados, ficam: Arrudas, Sampaios, Mesquitas, Castros, Pessoas, etc.
4.º) Em havendo dois sobrenomes, somente o primeiro toma a forma plural: Castros Mesquita, Oliveiras Pereira, Proenças Meireles, etc. Se entre os dois houver "de", "do", "da", a regra é a mesma: Lousadas de Albuquerque, Correias do Amaral, Rangéis da Fonseca.
Contudo, parece-me que há sobre o tema pontos ainda obscuros não esclarecidos pelo nosso Ciberdúvidas. Em baixo procurarei elencá-los, pedindo para eles a luz refulgente desse preciosíssimo ciberconsultório.
1.º) O prenome Luís é exceção à regra, pluralizando-se Luíses?
2.º) Nomes terminados em "x" e "z", tais como Félix, Beatriz, ficariam invariáveis?
3.º) A regra do plural de dois apelidos juntos valeria também para nomes, escrevendo-se Paulos João, Marias Eduarda, Anas Maria? Ou seriam José Manuéis, Paulo Joões, Tomé Bartolomeus, como se depreende de um artigo do Pelourinho?
4.º) Sobrenomes como Queirós, Vaz, Moniz ficam invariáveis: os Queirós, os Vaz, os Moniz? E em conjunto: os Queirós Oliveira, os Vaz Brandão, os Moniz da Gama?
5.º) Se entre os dois apelidos vem "e", como em Andrada e Silva, Oliveira e Sousa, Rosa e Sá, ambos devem pluralizar-se ficando portanto: Andradas e Silvas, Oliveiras e Sousas, Rosas e Sás?
6.º) Caso a resposta para a questão anterior seja afirmativa, conjuntos como Moniz e Portugal, Queirós e Ávila, Guimarães e Lopes ficariam: Moniz e Portugais, Queirós e Ávilas, Guimarães e Lopes?
Caso V. Sas. conheçam outros pontos a serem esclarecidos, além desses seis acima mencionados, por obséquio, os esclareçam.
Muito obrigado.
O significado de escambau
No Brasil, temos expressões como «o escambau», «o escambau a quatro» e «(ser) o escambau», registrados no Houaiss. Mas não sabemos a origem da palavra escambau. Alguma pista do seu étimo?
