DÚVIDAS

O predicativo do sujeito, novamente
Uma vez mais, gostaria de ver abordado o conceito de predicativo do sujeito. Observem-se as seguintes transcrições da TLEBS: – «Advérbio adjunto de tempo: Um advérbio adjunto de tempo pode ser núcleo de um grupo adverbial com a função sintáctica de complemento adverbial (ii), ou de modificador adverbial. (ii) A festa de anos do Zé é [amanhã].» – «Predicativo do sujeito: (iv) A minha casa é [aqui].» Pergunta: Por que razão «amanhã» é um complemento adverbial, e «aqui» é um predicativo do sujeito? Aproveito para lhes enviar os meus parabéns pelo trabalho precioso que têm vindo a desenvolver.
Sair: modificador adverbial vs. predicativo
Como é que se diz, em português correto? 1) «Erros e omissões saem caro», ou «Erros e omissões saem caros»? 2) «Filosofias que me saem caro», ou «Filosofias que me saem caras»? 3) «Professores desempregados saem caros ao Estado», ou «Professores desempregados saem caro ao Estado»? Pod(er)ia pensar em muitos outros exemplos, mas creio que a minha dúvida ja ficou bastante clara: o verbo sair exige o advérbio (sem concordância com o sujeito), ou o verbo sair exige o adjetivo (com concordância em gênero e número com o sujeito)? Ou as duas construções são corretas e possíveis? Há outros casos semelhantes?
A querela da nova terminologia linguística em Portugal
1. "A sublimação", da autoria do escritor, poeta e eurodeputado Vasco Graça Moura, é o texto mais recente da querela à volta sobre a nova Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) em Portugal que incluímos na rubrica Controvérsias. Para uma avaliação dos argumentos contra e a favor desta polémica, aconselhamos a leitura dos seguintes documentos: – Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, Lisboa, DES-ME, 2002 (CD-ROM); – Portaria 1488/2004 de 24 de Dezembro (adopta a Terminologia Linguística para os Ensino Básico e Secundário a título de experiência pedagógica, com listagem de termos); – Portaria n.º 1147/2005 de 8 de Novembro (revoga a entrada em vigor da TLEBS e distingue a situação do Ensino Básico e do Ensino Secundário); –Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário: alterações, destaques, propostas, Lisboa, Ministério da Educação/Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, 2006. Recomendamos ainda a consulta das seguintes respostas: – TLEBS – Quais as alterações? – Correio: Terminologia linguística em Portugal, mais uma vez (25/09/06) + Implantação da TLEBS nas escolas (7/09/06) – Correio: O que mudou com a nova Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) em Portugal (30/06/06) E, por último, sobre o mesmo assunto, vale a pena ouvir com atenção os ficheiros áudio de um debate emitido pela Antena 1 (Portugal) no dia 28 de Setembro p.p.: – Debate sobre a nova terminologia linguística em ficheiro áudio (29/09/06) Esperamos, de qualquer modo, pôr mais textos em linha, à medida que estes surgirem na imprensa portuguesa. 2. Continuando no âmbito educativo, a equipa do projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa irá lançar no próximo dia 7 de Novembro, nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, um segundo CD-ROM que completa um outro saído no ano passado. O principal objectivo deste projecto é o de contribuir para a integração escolar de alunos que não têm o Português como língua materna. Para mais pormenores, remetemos os nossos consulentes para a rubrica Notícias Lusófonas. 3. Quanto à promoção da língua portuguesa na rádio portuguesa, apraz-nos assinalar no dia 6 de Novembro, na RDP-África, a estre[é]ia do programa “Língua de Todos”, com autoria da mesma equipa que faz o “Páginas de Português”, na Antena 2. 4. Entretanto, são 60 as respostas que fomos deixando em linha durante a última semana (ver Respostas de Hoje e Respostas Anteriores). 5. Finalmente, além das já mencionadas Controvérsias e Notícias Lusófonas, actualizámos, como é hábito, as rubricas Correio e Pelourinho. Em suma, continuamos a falar e a discutir sobre a língua portuguesa, porque o futuro das comunidades que a usam poderá depender do que dela soubermos e fizermos.
«Qual o livro cuja idade do autor...?»
Considerando as seguintes duas frases: «Quais os livros cujos nomes dos autores são Maria João e Isabel Fernandes?» «Quais os livros cujo nome dos autores é Maria João e Isabel Fernandes?» Qual está correcta? Se em vez de nomes eu quiser usar as idades, qual está correcta? «Quais os livros cujas idades dos autores são 53 e 57?» (soa estranho!) «Quais os livros cuja idade dos autores é 53?» (neste caso todos têm de ter a mesma idade) Outra questão que coloco é: não parece possível usar a mesma construção frásica para a idade e para o nome. Existe alguma razão para isto acontecer? Existe alguma regra para formular as questões que envio como exemplo? Agradeço desde já a ajuda.
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