«Entender por»
No Brasil, para mencionar a decisão de uma corte de justiça, diz-se «O Tribunal entende pela inexistência de x», «O Tribunal entendeu pela ocorrência de y».
Gostaria de saber se essa regência do verbo entender está correta.
Concordância adjetival com nomes de géneros diferentes
(«As obras e o respetivo valor»)
(«As obras e o respetivo valor»)
Uma questão de importância; corrija-me se estiver errado.
«As obras e seu respectivo valor haviam de ser avaliados» (avaliadas as obras, como também o valor; não havendo ambiguidade na sentença)
ou
«As obras e seu respectivo valor haviam de ser avaliadas» (avaliadas só as obras)?
Nesse caso, havendo a possibilidade de se subentender que seriam avaliadas as obras e o valor, haveria então ambiguidade, cabendo ao leitor interpretar o contexto? ) [creio que nessa sentença o termo «avaliadas» só pode se referir a «obras»].
Uma questão de importância do termo a concordar, ou uma restritiva de concordância?
Agradeço logo pela resposta. E parabenizo mais uma vez esse belíssimo trabalho do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.
Ler e escrever
Como devo exprimir-me: leio e escrevo francês ou leio e escrevo em francês?
«Totalmente impossível»
É correto dizer "totalmente impossível"? Impossível já não é uma totalidade, já que não existe "pouco impossível"?
Ter / existir
Em Portugal costuma-se criticar os brasileiros pelo seu uso de "ter" nas frases:
Em Portugal tem montanhas. / Neste quarto não tem televisão.
E sugere-se as seguintes alternativas:
Em Portugal há montanhas ou (sem em) Portugal tem montanhas.
Isto é uma legítima crítica? Ou não passa de uma piada prescritiva? No Brasil o uso de "ter" nas frases locativas-existenciais é considerado correto na linguagem formal? Eu pessoalmente não concordo com essas críticas, visto que este uso de "ter" é uma tendência universal (em polonês, por exemplo, este "ter" pode usar-se nas orações negativas, e em croata tanto nas negativas como nas positivas).
Obrigado.
A pronúncia de equestre e de aquele
Por que motivo se lê o "u" em palavras como "equestre" e não se lê em palavras como "aquele"?
Obrigado, antecipadamente.
Dependentemente
No meu local de trabalho existe um colaborador que usa sistematicamente “dependentemente”. Ex.: «Vou a determinado cliente dependentemente de ter tempo». Penso que está incorrecto. Não tenho a certeza.
Gostaria de ser esclarecido se a palavra existe, e se sim, quando deve ser aplicada.
Obrigado.
O ecstasy
A palavara ecstasy é feminina ou masculina, isto é, deve se escrever «a ecstasy» ou «o ecstasy»?
Preposições com a expressão «abrir fogo»
Diz-se «abrir fogo contra» ou «abrir fogo sobre»?
Obrigado.
Um caso de crase nas cantigas galego-portuguesas
Consultei vários glossários e dicionários e nenhum, dos que possuo, pôde me auxiliar no entendimento dessa contração marcada pelo apóstrofo («que a'm poder tem») nos versos que se seguem.
Trata-se de uma sinalefa? Se sim, como desenvolvê-la e como construí-la na ordem direta?
«(...) Deus nom mi a mostre, que a 'm poder tem,se eu querria no mundo viverpor lhe nom querer bem nem a veer.'»
(Rui Pais de Ribela, ''A mia senhor, que mui de coraçom")
Desde já, agradeço a atenção dispensada.
