DÚVIDAS

Acerca da formação das palavras
É uma curiosidade acerca da formação das palavras. É possível a formação da segunda ("pretensiosidade") em função da primeira ("pretensão")? Eu e meus amigos (informalmente) gostamos de brincar com sufixos. É o caso de "tupiniquim", "tupiniquismo", "tupinicóide", "tupinicidade". Mas o caso acima levantou polêmica quanto ao uso. Aproveitando, onde eu poderia conseguir um bom material online acerca da utilização de prefixos e sufixos? Desde já agradeço a atenção.
Os regionalismos manual e zambareto
1. Na família da minha mulher, de origem alentejana (zona de Redondo, Évora) utiliza-se frequentemente o termo manual associado a uma qualquer actividade agrícola: «um manual de melões», por meloal, «um manual de feijão», etc. Sabem-me dizer se é uso comum nesta região? 2. Também da mesma origem é o termo "zambareto" (ignoro se será esta a grafia correcta, pois não o encontro escrito) com o significado «frágil, periclitante»: «O escadote está zambareto.» Sabem-me indicar se é esta a grafia e a sua origem? Obrigado pelo vosso trabalho.
Malquisto
Gostava de saber se «malquisto» pode de alguma forma ser particípio passado do verbo «malquerer». Esta situação surgiu numa aula de Português em que foi colocada a questão: «Malquisto é: a) Particípio do verbo malquerer b) Pretérito imperfeito do conjuntivo do verbo malquerer c) um verbo que significa mal do quisto!» Foi avançada a alínea a) como sendo correcta, mas não entendo porquê. Assim, agradecia que me podessem esclarecer esta dúvida.
Esterar
Durante uma tradução, concretamente, da expressão "he stood there, gazing at the shop window", veio-me de repente à memória (será?) uma expressão: "ficou ali especado, a esterar para a montra". Donde veio este esterar, que me leva, facilmente, para o inglês "stare"? Não o encontrei nem no Dic. da Academia, nem no da Porto, nem no Cândido de Figueiredo, nem no Lello... Imaginação a trabalhar? Quanto mais reflicto, menos me parece: soa-me estranhamente intíma, como se ouvida há muito, muito tempo...
Predicativo na voz activa vs. aposto na voz passiva
Estou lhes escrevendo, pois surgiu no decorrer de meus estudos uma dúvida sobre sintaxe. Em uma voz ativa, se eu tenho um predicativo do objeto direto, esse mesmo elemento representado será predicativo do sujeito na passagem para a voz passiva. Mas se eu, na voz ativa, tiver um predicativo do sujeito com um verbo, nesta oração, sendo transitivo direto, gerando assim uma voz passiva, o termo que foi predicativo do sujeito será o quê? Em exemplo concreto eu tenho: «A noiva ofereceu os lábios contrariada» (predicativo do sujeito). «Os lábios foram oferecidos pela noiva contrariada» (predicativo? adjunto adnominal?) Desde já agradeço a atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa