DÚVIDAS

«Joana, come o iogurte»
A propósito de uma explicação dada a um cibernauta que vos enviou uma missiva –– "vírgula entre o sujeito e o predicado" ––, gostaria de proceder à análise sintáctica da frase que se segue:   Joana, come o iogurte.   Nesta frase, qual é o sujeito? É inexistente, como alguns defendem? Ou é ele próprio o sujeito, como foi dito na explicação supracitada?   Já agora, porque é que a maior parte dos gramáticos mistura, nos exercícios de análise sintáctica, o verbo com o sujeito, os complementos...? O verbo é uma função sintáctica? Ou será por influência das análises generativas?
«Fazer-se pagar» e «fazer-se cobrar»
Tenho encontrado o verbo pagar associado a fazer-se com um sintagma nominal introduzido directamente (i. e. sem preposição): 1. «Dessa vaga de anulações têm estado a beneficiar os artistas da "segunda divisão" mais temerários, que têm vindo a substituí-los no circuito maior, fazendo-se pagar, em média, o dobro dos seus honorários normais.» 2. «E aqueles deputados que foram apanhados a roubar (fazendo-se pagar viagens que não fizeram)(...)» Não deveríamos usar aqui a preposição por («fazer-se pagar por viagens…/pelo dobro…»)? Julgo que deveríamos usar por em vez de de nas frases que se seguem (não?): 3. «Seis das oficinas, além de substituírem peças a mais, fizeram-se pagar de componentes não substituídos.» 4. «(…) a autarquia pretendia fazer-se pagar de um serviço anterior à privatização da recolha de lixos.» E tenho deparado com o uso de «fazer-se cobrar» no sentido de «fazer-se pagar»: 5. «Há lojas que o fazem gratuitamente, enquanto outras se fazem cobrar pela prestação destes serviços suplementares.» Creio que «fazer-se cobrar» é inaceitável, mas queria confirmar. Grato pela atenção.
Língua Gestual Portuguesa
Como tema da minha Prova de Aptidão Profissional escolhi a Língua Gestual Portuguesa. Mas com o evoluir das minhas pesquisas apercebi-me de como há falta de informação sobre este tema, tanto a nível de livros (disponíveis nas bibliotecas municipais e livrarias) como também na própria Internet. A minha dúvida era se posso ter uma informação fiável e completa sobre este tema em alguma bibliografia.
Acerca do verbo devastar
Agradeço esclarecimento quanto à existência em português do verbo devastar  e seus derivados — devastado —, que vejo ser utilizado verbalmente (e não só). Ou é apenas mais um anglo-saxonismo («I´m devastated!»)? Adicionalmente, e caso ainda não faça parte do léxico português, quais os termos que podem ser usados em sua substituição? Dizimar, arrasar... são os que ocorrem neste momento. Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa