Direções como anglicismo
Tenho visto a palavra direções utilizada como a palavra directions em inglês, ou seja, para indicar caminhos. Existe este sentido da palavra em português?
A regência de compenetrado
Preciso de escrever «a mãe pegou na lista das compras e seguiu em frente, compenetrada da/na sua tarefa, enquanto o filho procurava leite de origem nacional». Eu achava que devia escrever da, mas agora surgiu-me a dúvida. Fiz várias pesquisas, mas não encontrei resposta.
Muito obrigada não só pela atenção que possam dispensar a este meu pedido, mas também por toda a ajuda que têm dado a quem precisa.
A etimologia de observar
Qual a origem etimológica da palavra observar?
A origem de fronteira
Parabéns pelo vosso trabalho.
Gostaria que me elucidassem sobre a origem etimológica da palavra fronteira e seus derivados.
Obrigada.
A origem de «dama de honor»
É frequente ouvir designar damas de honor às companheiras das noivas. Será esse um uso incorreto da palavra inglesa honor, devendo ser traduzida por honra, tratando-se, portanto, de damas de honra?
A regência de inscrever-se
No português europeu ou brasileiro podemos usar a preposição a com o verbo inscrever-se? Estas frases estão corretas?
«Vou fazer a inscrição ao curso de leitores.»
«Vou fazer a inscrição a um curso de línguas.»
Prototipagem
Não localizo nos dicionários a palavra "prototipação", que corresponderia à ação de "prototipar", verbo que, apesar de ser considerado como válido pelo Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, também não encontro nos dicionários.
Os dicionários apresentam "prototipagem" para significar a ação de "prototipar" ou "prototipificar".
A pegunta é: "prototipação" é uma palavra aceita na língua portuguesa, ou somente "protipagem" deve ser usada, e porquê?
Topónimos romanos em português
A respeito da toponímia latina, e do próprio latim em si, é de amplo conhecimento, mesmo entre os menos esclarecidos na língua, que o português há séculos adota regras bem fixas para tradução e/ou transcrição de elementos provenientes desta língua quase extinta. Contudo, mesmo seguindo as ditas, há certas incongruências aparentes. Por exemplo, é sabido que o -um latino, excetuando casos pontuais como forum (que existe no português como foro/fórum), é transcrito como -o. Assim sendo, diríamos “Moguntiaco”, Londínio, Mediolano, Emínio, etc. Entretanto, quando esse -um é usado na toponímia para descrever, à latina, tribos e povos nativos, como devemos proceder? Nestes exemplos (Augusta Treverorum; Civitas Igaeditanorum; Forum Gallorum) devemos dar preferência à regra (“Augusta Treveroro”; “Cidade Igeditanoro”; “Fórum/Foro Galoro”), ou à tradução («Augusta dos Tréveros»; «Cidade dos Igeditanos»; «Fórum dos Galos»)? Destes últimos, sei que Forum Gallorum em espanhol se diz Foro de los Galos e, por associação, poderíamos admitir uma clara tradução para o português.
O significado de «homem de mão»
Qual a origem da expressão «homem de mão»?
A acentuação de harpia
Trata-se não de uma pergunta, mas de um comentário relativo à resposta n.º 16831.
Independentemente de como se escreve em português, harpia NÃO pode ter a sílaba tônica no i (“harpía”), porque vem do grego ἅρπυιαι, que transliterado é Hárpuia, Ou seja, com a tônica na primeira silaba. Essa coisa de chamarem o bicho de “harpía” (e não “hárpia”, como é o correto) vem da subserviência aos documentários de língua inglesa, onde, efetivamente, se deforma a palavra, retirando da primeira sílaba o elemento tônico e transferindo para a segunda, produzindo essa deformidade que é “harpía”(!). Tanto é assim, que, antes desses documentários mal traduzidos, ninguém chamava de “harpía” o nosso gavião de penacho.
Para se conhecer realmente a palavra, o fundamental é ir à raiz da mesma. No caso, o grego.
Então, amigos, não é “harpía”, é hárpia.
