DÚVIDAS

Concordância adjetival com «conjunto de características e competências»
Solicito-lhes ajuda para dissolver uma dúvida sobre concordância nominal na seguinte frase: «[...] um conjunto de características e competências igual ou equivalente a essa pessoa que desejamos formar.» Os adjetivos igual ou equivalente poderiam ir para o plural para concordar com «características e competências»? Se sim, que regra chancela essa concordância? Desde já meu agradecimento.
Os valores da preposição por
No início do ano litúrgico do ano passado, as igrejas no Brasil passaram a usar uma nova edição do Missal Romano, que, apesar de sofrer algumas alterações, os responsáveis pela revisão conservaram a fórmula de consagração: «…será entregue/derramado por vós.» A meu ver, num contato direto com o texto em português, alguém encontrará um problema de interpretação, pois o pronome introduzido por por pode indicar outras interpretações pelo fato de seguir formas passivas: «…será entregue…» e «…será derramado…». Se se recorrer ao texto da qual foi traduzido, se verá que a preposição utilizada em latim é pro, correspondente, por sua vez, a ύπέρ do texto bíblico em grego. Tanto em latim quanto em grego podem significar «a favor de» ou «no lugar de», sendo esta última a que a Igreja se serve para interpretar o texto. Também, a respeito da preposição por (per), Cláudio Brandão escreve: «Conquanto difiram na etimologia (latim pro, que por metátese deu por) e per (latim per), estas duas partículas confundiram-se semanticamnte na Ibéria. O português antigo às vezes ainda as distingue quanto ao sentido, mas isto nem sempre acontece. O mesmo escritor não raro usa delas indiscriminadamente» (Sintaxe Clássica Portuguêsa, 1963, § 357). Daí se vê um pequeno aceno a preposição latina pro. Sei que seria estranho dizer: «…será entregue/derramado pro vós«? Porém, em textos do português antigo, há realmente registros do uso da preposição pro com o significado de «no lugar de» em vez de por? Se sim, vocês poderiam trazer alguns exemplos? Desde já, obrigado.
A conjunção mas e as vírgulas
Em relação à colocação da vírgula antes da conjunção mas, pergunto se a mesma é obrigatória ou se, por razões estilísticas, a mesma seja dispensável. A frase que apresento pertence a um texto de Afonso Reis Cabral e não sei se não terá sido descuido/omissão da editora: «Ele explica-lhe que era o mesmo MAS não morrera na temporada anterior.» Neste caso, a vírgula deveria constar? Obrigado.
Jamais com valor afirmativo
Por gentileza, poderiam responder à seguinte pergunta: Estava lendo um álbum de figurinhas sobre dinossauros (do início da década de 90), eis que me deparei com o seguinte período: "Tyrannosaurus-Rex, cujo nome significa "Rei tirano dos lagartos", era o dinossauro carnívoro maior que jamais existiu e um dos últimos a aparecer na terra." A meu ver o uso de "jamais" deve estar equivocado, porque parece que estão afirmando que este referido réptil nunca existiu, ou estou equivocado. Há uma acepção para o vocábulo que ignoro e não encontrei no dicionário que consultei? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa