Alugar dif. de arrendar?
Qual a diferença entre arrendar e alugar?
As regras da expressão da condição
«Se tivesse acertado na lotaria, eu estava/estaria milionário.»
«Se eu fosse a ti eu fazia/faria os trabalhos de casa.»
Ambas as possibilidades apresentadas para cada frase estão bem aplicadas? Quais são os seus tempos, exactamente?
Antecipadamente grato.
O pormaior e o pormenor
Antes de mais, parabéns pelo vosso fantástico trabalho! Este sítio é de facto excelente.
E agora vamos às dúvidas: gostaria de saber se há alguma explicação para o uso quase diário, no jornal “A Bola”, do vocábulo “pormaior”, quando pretendem referir-se a um pormenor que tem bastante importância para determinada situação.
Obrigado.
O si e o consigo
Em relação às perguntas Depois falo consigo e Hás-de/consigo/para si. Embora essas perguntas tenham já alguns anos por cima, gostaria de comentar as respostas dadas. Não creio que os senhores tenham entendido o que estava em questão. Acho que quando se diz «É lícito o uso de consigo e si nestas situações?» e o que está incorrecto em «Depois falo consigo», o que está em causa é o uso de si e consigo quando não se referem ao sujeito, mas antes estão no lugar de "ti" e "contigo" ao não se tratar a pessoa com que se fala por "tu" (o que, segundo o que sei, raramente acontece no Brasil). Pode ler-se numa edição da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira: «Camilo, numa polémica célebre, condenou a forma sintática – "Tenho muito dó de si", comentando: «Desta pertinácia infere-se que o velho adágio: não dar já por si nem pela albarda, fez hipóstase neste literato», Cancioneiro Alegre, II, cap. 7 p. 293. Seja, porém, por solecismo ou idiotismo nosso, é vulgar o emprego das variações "se", "si" e "consigo" sem valor reflexo e referindo-se à segunda pessoa, isto é, àquela com quem falamos ou a quem escrevemos: «gosto de si», «a minha felicidade depende de si», «leve isto consigo», «quero conversar consigo». Correcto será, pois: «gosto do senhor, da senhora, da menina, de você, etc.», «a minha felicidade depende da senhora, de vossa excelência, etc.», «quero conversar com o senhor, etc.». Contudo, escritores consagrados não se dignaram de empregar tal sintaxe: (...)» Não quero dar a entender que concordo com Camilo, a minha intenção é apenas ajudar a compreender essas questões, já que desde essa pergunta de 99, a questão não tornou a ser colocada. E, para terminar, tenho uma pergunta: porque se considera errada a frase «leve isto consigo», se esse "consigo" se refere ao sujeito da oração? Desde já obrigado.
Ainda o ter a ver e o ter a haver
Com o devido respeito, as minhas dúvidas não ficaram dissipadas. Isto porque se "justificou" pela negativa o emprego do verbo “ver", sonegando o comentário ao pertinente argumento de Rui Prior para o emprego do verbo "haver" no sentido de "receber". Acresce que "haver" significa, em primeira linha, "ter", para além de múltiplos outros sinónimos. Acontece que a expressão «isto nada tem a (ha)ver com aquilo» é sempre algo redundante, já que é um mero reforço da afirmação «isto nada tem com aquilo», não merecendo dúvidas, neste último caso, o emprego do ver "ter". Ora na frase «isto nada tem a ter com aquilo», o verbo "ter" é utilizado exactamente no mesmo sentido as duas vezes, só que a frase soaria demasiado mal para ser utilizada. Ouso admitir que a justificação para a utilização do verbo "haver" passe por aqui, por um lado assim se evitando a desagradável repetição de "ter" e, por outro, alargando o sentido do verbo para "receber", "colher".... Desta forma, estaria justificado, pela positiva, o emprego do verbo "haver", outro tanto não parecendo ser passível de ser feito quanto ao verbo "ver", em face dos sinónimos do mesmo. Correndo o risco de ser impertinente pela insistência, solicito se dignem esclarecer de vez este assunto, justificando pela positiva o emprego de "ver" e comentando os argumentos aduzidos, ainda que os mesmos não mereçam acolhimento. P.S. - Porque as dúvidas terão origem, também, na igual sonoridade das duas "versões", dúvidas deverão existir, também, na língua francesa, onde a situação é idêntica quanto aos verbos "voir" e "avoir"....
O tema, o rema e ... o «rese» (?)
Sou estudante de Letras e apesar de os ter estudado no semestre passado, confesso que fiquei com muitas dúvidas a respeito destes temas. Gostaria de pedir um esclarecimento da vossa parte. Obrigada.
O masculino de águia e de falcão
O meu filho frequenta o 8.º ano numa escola do Porto. Num teste de Português a professora pediu o masculino da palavra águia tendo o meu filho indicado "águia (macho)". A professora considerou errada a resposta dizendo que a resposta correcta seria falcão. Parece-me que águia e falcão são espécies distintas pelo que, em meu entender, a professora não tem razão.
Gostaria que esclarecessem esta situação.
Obrigado.
Um copo de/com água
Como se pede a um balcão de café?
– Queria um copo de água, por favor.
– Queria um copo com água, por favor.
Pára-choque / pára-choques
Sou Brasileiro, tenho 60 anos e trabalho na profissão de vendedor. Gostaria de ser informado se a palavra pára-choque em Português falado e escrito no Brasil possui o mesmo sentido em Portugual. Obrigado por sua atenção. Até breve.
“Na quinta-feira vou ao...”
Muitos brasileiros usam os dias da semana com a preposiçao de. Ex.: De quinta eu vou ao supermercado. Está certo?
