Wilton Fonseca - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Wilton Fonseca
Wilton Fonseca
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Jornalista português nascido no Brasil, é licenciado em Filologia Românica (Faculdade de Letras de Lisboa) onde lecionou Introdução aos Estudos Linguísticos, Sintaxe e Semântica do Português. Foi diretor de Informação das agências noticiosas Anop e NP, chefiou os serviços de comunicação das fundações Gulbenkian e Luso-Americana para o Desenvolvimento. Foi chefe de Informação (PIO) das missões de paz das Nações Unidas em Angola, Timor-Leste, Kosovo e Burundi. Foi diretor-geral da Leya em Angola.

 
Textos publicados pelo autor
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«Dizem que a palavra [escrúpulo] foi usada pela primeira vez por Cícero, em sentido figurado, para exemplificar a sensação de desconforto e de ansiedade próprias de quem se sente incomodado por alguma coisa.» Algo cada vez mais raro nos tempos que correm escreve o autor nesta sua crónica dada à estampa no jornal "i" de 27/11/2014.

 

 

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Sinónimo de «complicação», «emaranhamento», «confusão», «tumulto», o termo – sarcasticamente abordado nesta crónica do autor, publicada no jornal “i” de 20/11/2014 – remonta a um episódio da mitologia grega. Antes, muito antes, da operação policial que, precisamente com o mesmo nome, levou à detenção de uma dúzia de pessoas influentes e a uma demissão ministerial, em Portugal.

 

 

«Achareis rafeiro velho/que se quer vender por galgo;/diz que o dinheiro é fidalgo/que o sangue todo é vermelho.»

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Os muitas e variados significados do substantivo «mão» e respetivas locuções neste apontamento do autor a propósito de um impreciso «lavar de mãos»... ministerial.

[in O Ponto do I, jornal i de 13/11/2014]

 

 

«O ministro não lavou as mãos do problema. Isso significa que acertei quando o escolhi para ministro da Educação.» As palavras são do primeiro-ministro [português], que talvez quisesse dizer qualquer coisa como «o ministro assumiu as suas responsabilidades, não lavou daí as suas mãos».

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Crónica do jornalista Wilton Fonseca publicada no jornal i sobre a controversa expressão «à última da hora».

 

 

«À última hora» ou «à última da hora»? Durante anos revi prosas de jornalistas e sempre afirmei que a primeira locução era correcta e a segunda uma asneira. Há dias, uma conversa sobre o assunto, com o Appio Sottomayor, levou-me a consultar o Dicionário da Academia. E vi que as duas estão lá.

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A propósito da recusa do primeiro-ministro português em «fazer "striptease" das [suas] contas bancárias», nesta crónica publicada em 16/10/2014 no jornal i,  o autor considera ironicamente que a vida política posta assim a nu justifica o aparecimento de uma nova classe de verbos: os «defetivos políticos».