Textos publicados pela autora
O termo infodemia
Pergunta: Gostaria de saber se a palavra infodemia existe no plural, ou se já supõe um coletivo.
Obrigada!Resposta: Comecemos por analisar a formação do substantivo feminino infodemia.
Tem este origem no inglês infodemic, constituído por uma amálgama, i.e., trata-se de uma unidade lexical formada a partir da fusão de duas ou mais unidades lexicais truncadas, as quais, neste caso, correspondem a informação +...
Não é big, é «o maior»
A interferência do inglês na língua portuguesa
A escolha linguística de um adepto de futebol que, ao elogiar o treinador do Sporting Clube de Portugal, utiliza big em vez do equivalente português maior, é o mote deste texto onde se aborda a crescente interferência do inglês no discurso diário. Um apontamento da consultora Sara Mourato. ...
Postergação e postergamento
Pergunta: Tive a seguinte dúvida: qual é o substantivo mais adequado, postergação ou postergamento?
Verifiquei que as duas formas estão registradas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, mas gostaria de saber qual forma é a mais adequada. No mais, qual é a diferença semântica entre os dois sufixos?
Desde já, agradeço.Resposta: Não há como afirmar qual da formas a mais correta, postergação...
Chance
Pergunta: Li uma explicação vossa acerca da palavra chance. De facto, segundo Napoleão Mendes de Almeida, temos a palavra oportunidade. No entanto, perguntava se chance ainda é considerado um estrangeirismo ou se estabilizou linguísticamente o suficiente para incorporar o nosso léxico?
Cordialmente.Resposta: Pode afirmar-se que se trata de um estrangeirismo, como nota o Portal da Língua Portuguesa. De facto, a palavra chance é um...
«No fim da tarde» e «ao fim da tarde»
Pergunta: Perguntava-vos se é possível dizer-se «no fim da tarde» ou é forçoso que se diga «ao fim da tarde»?
«No fim da tarde, sente-se um alívio.»
Obrigado.Resposta: As duas construções estão corretas:
(1) «ao fim da tarde sente-se um alívio»;
(2) «no fim da tarde sente-se um alívio».
De facto, as preposições a e em têm valor temporal, o que justifica a aceitabilidade das construções (1) e (2). Ainda assim, é mais corrente o uso de (1), com a...
