Textos publicados pela autora
CIAV e CIA
Pergunta: O INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) tem o CIAV (Centro de Informação Antivenenos). Sabendo que antiveneno é uma palavra, logo uma unidade vocabular autónoma, a sua sigla não deveria ser CIA?
Obrigado.Resposta: Não, a forma em causa não teria de ser necessariamente CIA.
Importa começar por dizer que CIAV (Centro de Informação Antivenenos) não é uma sigla, mas, sim, um acrónimo, porque se lê como fosse uma palavra com...
«O vestido vermelho está rasgado nas pontas»
Pergunta: Na frase «O vestido vermelho está rasgado nas pontas», que função sintática devemos atribuir à parte «nas pontas?
Muito grata pela vossa atenção.Resposta: Na frase «O vestido vermelho está rasgado nas pontas», a expressão «nas pontas» desempenha a função de modificador do grupo verbal.
Isto porque é um elemento facultativo (a frase continua correta sem ele: «O vestido vermelho está rasgado») e apenas acrescenta uma informação de lugar, indicando onde o vestido está rasgado....
O termo cadeirante
Pergunta: Relativamente à palavra cadeirante, qual é a sua origem?
Embora já dicionarizada, perguntava-vos se a mesma apenas faz parte do uso/léxico "específico" da variante do português do Brasil ou se, pelo contrário, também se usa na variante europeia.
Obrigado.Resposta: A palavra cadeirante (adjetivo e substantivo de dois géneros) forma-se por derivação sufixal a partir de cadeira + -nte.
Ora, segundo a descrição...
Recuperar e recuperar-se
Pergunta: Usa-se recuperar ou recuperar-se quando se fala de outro indivíduo? Qual das duas opções está correta e porquê?
1) Michel escolheu Portugal para recuperar de uma tuberculose.
2) Michel escolheu Portugal para recuperar-se de uma tuberculose.
Obrigada.Resposta: Ambas as frases estão corretas.
De acordo com o Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Pedro Luft, o verbo recuperar pode ser usado de duas formas...
Proto: Uma história da linguagem
Proto: Uma história da linguagem, de Laura Spinney, é uma obra da escritora e jornalista britânica, publicada em Portugal pela editora Temas e Debates, em 2026.
Nesta obra, a autora apresenta uma análise sobre a origem e a difusão das línguas indo-europeias, acompanhando o percurso de uma língua ancestral nunca registada por escrito. O livro articula contributos da linguística histórica, da arqueologia e da genética, relacionando a expansão linguística com os movimentos humanos ao longo do tempo.
A organização...
