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Isabel Casanova
Isabel Casanova
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Isabel Casanova, licenciada em Filologia Germânica, mestre e doutora em Linguística Inglesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É professora associada com agregação da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e especialista em Estudos Contrastivos e Lexicografia. Das suas atividades destacam-se especialmente a lecionação nos Mestrados em Linguística Aplicada ao Ensino do Inglês e da sua obra destacam-se, entre outros: Manual de Linguística Inglesa, Linguística Contrastiva: O Ensino da Língua Inglesa, A Língua no Fio da Navalha; Ensaio para um Dicionário da Língua PortuguesaDicionário Terminológico: Compreender a TLEBS, Discursar em Português... e não só, Português para o Mundo, Português Revisitado: Dúvidas e Erros Frequentes, assim como a colaboração como especialista de língua portuguesa nas edições da Enciclopédia Larousse publicada em Portugal.

 
Textos publicados pela autora
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«(...) esta sinalética está mal concebida: os fumadores poderão sempre frequentar os locais sinalizados, mas não poderão fumar. A coima máxima de 750 € não se aplica aos fumadores, estejam tranquilos (...).»

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«(...) Este é um erro que se começa a encontrar, sobretudo em traduções do inglês, língua em que as formas do pronome complemento direto e indireto são homónimas. Mas não é este o caso. Em português, o verbo perdoar rege, além do complemento direto – neste caso seria algo como "o castigo" –, complemento indireto ou a preposição a – "ao pai". (...)»

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Gostaria só de deixar um pequeno apontamento de pormenor relativamente à palavra bifa. Como refere a resposta (6/06/2016) ao consulente, bife e bifa são palavras que referem os ingleses. Mas porquê? (...)

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O verbo pôr despede-se com muita tristeza

Os romanos saudavam – Ave, Caesar, morituri te salutant («Ave, César, os que vão morrer te saúdam») –, mas o verbo pôr parece ter morrido de uma morte prematura e inesperada. Não chegou a despedir-se nem a saudar ninguém. Num curto espaço de tempo, os falantes do português decidiram que «quem põe são as galinhas», tendo eu já ouvido dois eminentes responsáveis pela cultura portuguesa defender que «a postura é das galinhas». Lamento profundamente que um verbo de tão grande força na tradição latina tenha, por ignorância, sido relegado para as galinhas. (...)

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No Ciberdúvidas da Língua Portuguesa de 19 de fevereiro de 2007, Maria Regina Rocha explicou a diferença entre demais e «de mais». A explicação foi clara, e nada venho aqui acrescentar. Junto-me apenas num reforço de chamada de atenção para um erro que subsiste. (...)