Afinal, por que se ensina gramática
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Afinal, por que se ensina gramática
Passiva sintética em locuções verbais com preposição intermédia
Pergunta: É possível a transposição da voz passiva analítica para sintética em locuções verbais com preposição intermediária?
Isso pode ser feito em locuções verbais sem preposição intermedária, contanto que o verbo + se não forme um outro, em que essa partícula seja integrante dele; consequentemente, é possível rescreever «Os deveres devem ser feitos» como «Os deveres devem fazer-se», e então como «Os deveres devem-se fazer», mas não «Eles devem ser amados» como «Eles devem amar-se», uma vez que o...
Frase nominal e frase verbal
Pergunta: Sou bem jovem, provavelmente muito novo, se comparado a muitos, pois ainda não cheguei ao ensino médio e gostaria de aprender Português por minha própria conta!
Tenho muita dificuldade em análise sintática, então gostaria de deixar as seguintes frases para saber se são frases nominais ou verbais. Agradeço de antemão!
Se algum professor puder dizer se existe sujeito etc., também agradeceria!
• Proibido fumar.
• Entrada proibida.
• Proibido estacionar.
• É proibido estacionar.
Se algumas forem...
Se e infinitivo (norma do Brasil)
Pergunta: Lendo uma tradução feita por Brenno Silveira de um dos contos de Edgar Allan Poe, me deparei com a seguinte construção:
«possuir-se boa memória e proceder-se de acordo com as regras do jogo são coisas que constituem etc.»
Estaria correto o emprego do pronome se?
De acordo com Napoleão Mendes de Almeida não se deve usar se quando o sujeito é um infinitivo. Ele cita na sua gramática: «"é proveitoso ler-se esse livro” o correto é "é proveitoso ler esse livro".»
No trecho que...
Ênclise no subjuntivo (frases optativas)
Pergunta: É sabido que os tempos do subjuntivo são quase invariavelmente precedidos de partículas atrativas (conjunções integrantes, condicionais ou teporais), o que impõe a próclise.
Todavia, em contextos de exclamação optativa ou em construções elípticas, seria gramaticalmente aceitável o uso da ênclise?
Por exemplo, num contexto de fala ou de escrita literária, em vez de «Oxalá o pudesse (fazer)!» ou «Quem me dera que o pudesse!», seria lícito dizer «(Eu) Pudesse-o!»? Existe algum registo histórico ou norma que...
