Textos publicados pelo autor
A origem do apelido Bessa
Pergunta: Qual a origem do nome próprio Bessa?Resposta: O apelido ou sobrenome Bessa, também escrito como Beça, é provavelmente um nome que provém do topónimo espanhol Baeza (José Pedro Machado, Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, 2003). D. Luiz de Lancastre e Tavora, no Dicionário das Famílias Portuguesas (Lisboa, 2010, p. 99), reitera esta proveniência do seguinte modo: «No tempo do nosso rei D....
Os nomes pátrios da Guiné Equatorial e da Guiné-Bissau
Pergunta: Com a entrada da República da Guiné Equatorial [na CPLP], muitos jornalistas utilizaram os gentílicos guinéu-equatoriano e equato-guineense para o país, distinguindo-os assim dos da República da Guiné-Bissau (e também da República da Guiné, conhecida muitas vezes entre nós pelo oficioso Guiné-Conacri). Sabendo que este assunto já foi superficialmente tratado aqui no Ciberdúvidas, gostava no entanto de saber se é legítimo o uso de "equato-guineense"? É...
Os adjetivos real e régio
Pergunta: Gostaria de saber qual a diferença entre régio e real.
Quando devo usar uma ou outra palavra?Resposta: Não se pode dizer que haja uma diferença nítida entre as duas palavras. O seu uso parece depender das palavras a que se associam preferencialmente (colocações) e com as quais funcionam quase como expressões idiomáticas. Por exemplo, emprega-se muito mais «carta régia», «iniciativa régia» ou «autorização régia», em comparação com «carta real», «iniciativa real» e...
«Dezasseis avos de final»
Pergunta: Escreve-se «16 avos de final», «16 avos-de-final», «dezasseis avos-de-final», ou «dezasseis avos de final»? Ou todas as expressões são incorrectas?Resposta: Tendo em conta que se escreve «oitavos de final» (antes oitavos-de-final) e «quartos de final» (antes quartos-de-final), deve escrever-se «dezasseis avos de final» (no Brasil, «dezesseis avos de final»), por extenso, sem hífen. Esta grafia segue a Base XV, 6.º, do Acordo Ortográfico de 1990 (AO 90), em que se prevê que...
A perda de ditongos nos falares do Alentejo
Pergunta: Sempre uma viagem ao Alentejo tem os seus impactes na cadência da nossa fala. Apercebemo-nos de que nos falares desta região não só o ritmo estranha, como também há uma tendência à monotongação do “ditongo” (depois do rol de mensagens a este propósito, as aspas são compreensíveis) [ɐj] em [e]. Ilustrativamente, vejamos pasmaceira > "pasmacêra". Também há regiões do país onde não menos frequente é ouvir-se "mê" em vez de meu. Há gente que pronuncia "côsa" em vez de...
