Textos publicados pelo autor
O verbo anedotizar
Pergunta: Existe, ou estaria bem formado, o termo "anedotear", com o significado de «fazer anedotas»?
Obrigado.Resposta: O verbo é possível, mas não se encontra registo, o que sugere que é pouco ou nada usado.
Em contrapartida, regista-se anedotizar, que está correto e significa «contar anedotas» ou «contar à maneira de anedota» – cf. Infopédia e Dicionário Houaiss....
A origem do verbo arremessar
Pergunta: Qual a origem do verbo arremessar? A dúvida é se este é um vocábulo do português do Brasil.Resposta: É uma palavra da língua portuguesa e usa-se em Portugal, como se usa no Brasil, ou noutro país de língua portuguesa, sobretudo na linguagem mais literária ou mais formal.
Não se trata de uma forma exclusivamente brasileira, visto que arremessar e o verbo donde provém, remessar, são palavras que existem em português desde a Idade Média...
O arcaísmo empós
Pergunta: É considerado errado o uso do vocábulo empós como no exemplo abaixo?
«Empós a árvore, há um límpido rio.»Resposta: Não é errado, mas é menos adequado, porque é um arcaísmo, como se pode confirmar, por exemplo, na Infopédia. Ocorre geralmente como preposição sinónima de após ou como locução prepositiva sob a forma «empós de»:
(1) «Todos os malandros da rua são seus íntimos: velhos e novas, é ele aparecer, correm-lhe empós, e são labutas, pedidos de dinheiro) [...]» (Fialho de...
Queria? Já Não Quer?
Mitos e Disparates da Língua Portuguesa
Neste novo livro, o professor universitário, tradutor e divulgador de temas linguísticos Marco Neves retoma o tema da hipercorreção e das ideias falsas sobre a língua portuguesa e o funcionamento das línguas. A linguagem utilizada pelo autor mantém as suas características. Em constante diálogo, com um vocabulário acessível e sempre apoiada em exemplos, a exposição vai escalpelizando certos mitos sobretudo à volta da história ou motivação do léxico comum e da fraseologia mais correntes. Uma Introdução (pp. 11-17) e cinco...
Aeroportos e nomes próprios de pessoa
Pergunta: Tenho uma dúvida quanto à designação dos aeroportos.
Nesse sentido, gostava de saber se quando nos referimos a eles se pode omitir a preposição de. Exemplo:
(1) Com muita ansiedade, Maria e Joaquim chegaram ao aeroporto de Juscelino Kubitschek
ou poderia simplesmente escrever:
(2) Com muita ansiedade, Maria e Joaquim chegaram ao aeroporto Juscelino Kubitschek.
A mesma dúvida surge com os aeroportos de nomes compostos, como: Roissy-Charles de Gaulle, Cristiano Ronaldo, Francisco Sá...
