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Textos publicados pelo autor

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A interjeição raisparta

Pergunta: Sempre conheci as expressões «raios te partam», «raios o partam», «raios me partam», «raios partam»1 isto e aquilo… Mas nunca vi registado em nenhum dicionário, nem mesmo como uma corruptela, o vocábulo “raisparta”. No entanto, numa pesquisa que fiz no Google, este vocábulo aparece em barda2. Como poderemos classificá-lo? Gostava de ter um esclarecimento e/ou uma opinião da vossa parte. P. S.: Poderíamos incluir outra forma desta expressão que também se ouve: “raistaparta”.   1 No Ciberdúvidas,...

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Sobre os significados do nome tempo

Pergunta: Gostaria de saber porque usamos a mesma palavra, tempo, para nos referirmos ao tempo cronológico e ao tempo meteorológico. Como evoluiu a língua para termos a mesma palavra para conceitos tão diferentes?Resposta: Trata-se de um uso que já vem do latim – tempus, temporis – e é comum às línguas românicas, embora também não seja desconhecido nas línguas célticas (ver o caso do irlandês). Os conceitos de tempo cronológico e tempo meteorológico podem ser, afinal, bem...

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A história da expressão de realce é que (II)

Pergunta: Para a pergunta «é que», deparei com a seguinte resposta do Ciberdúvidas: «Rodrigo de Sá Nogueira, no seu Dicionário de Erros e Problemas de Linguagem (Livraria Clássica Editora, Portugal), explica esse é que (ou foi que) por imitação do francês "c'est que…". E não lhe via, já nesse tempo, qualquer deselegância gramatical . Antes pelo contrário: "Trata-se de uma expressão radicada, consagrada pelo uso, e, diga-se de passagem, de muita expressividade." À luz...

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Acentos gráficos sobre ditongos nasais

Pergunta: Se todas as vogais nasais são fechadas, por que as palavras oxítonas/agudas terminadas em em (em que se origina um ditongo decrescente nasal fechado – ditongo fonético) são grafadas com acento agudo e não circunflexo (como também, amém, armazém, porém), excetuando-se os derivados dos verbo ter e vir na 3.ª pessoa do plural?Resposta: Não parece haver outra explicação que não seja a...

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Evolução fonética: do latim nostrum ao português nosso

Pergunta: Já vi duas versões ligeiramente diferentes da evolução fonética de nostrum para nosso. Diferem nos fenómenos do interior da palavra. Uma considera que houve síncope do /t/ e assimilação do /r/; a outra considera que houve síncope do /r/ e assimilação do /t/. Gostaria que me esclarecessem, por favor.Resposta: Só me foi possível encontrar fontes que tendem a confirmar a segunda descrição ou a convergir com ela: no latim nostrum, teria ocorrido relativamente cedo – talvez já no...
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