Textos publicados pelo autor
«Estratego», «estratega» e «estrategista» II
Pergunta: Creio que esta é uma boa altura para dissiparem as nossas duvidas relativamente ao uso de «estratego», «estratega» e «estrategista».
Isto porque, numa das vossas respostas, referem que se escreve estratego e não estratega, mas vários dicionários aceitam não só estratega mas também (na Infopédia, até como forma preferencial) «estrategista» (que, numa outra resposta vossa, aparece como forma do Brasil).
A confusão está criada. Pedia-vos que me...
A grafia de oleo-hidráulico
Pergunta: A [minha] questão é colocada porque o denominado Dicionário CUSTOM.DIC do Departamento de Língua Portuguesa tem o termo oleo-hidráulico sem acento [no prefixo], quando, segundo as regras da utilização do hífen, deveria ser acentuado.
Antecipadamente agradecido.
Resposta: O registo mencionado na pergunta está correto, porque oleo- é usado como prefixo (ou melhor, radical), e não se acentuam graficamente – nem mesmo quando são separados por hífen – os...
A fórmula de despedida «até mais»
Pergunta: Qual a origem da expressão «até mais» (despedida)?
Esta expressão representa um registo linguistico mais formal ou informal?
Obrigado.Resposta: Não foi possível colher informação informação sobre a história factual de tal fórmula de despedida, é de supor que tenha por base enunciados como «até nos vermos mais uma vez».
É uma variante de «até mais ver», registada por João Nogueira Santos, em Novos Dicionários de Expressões Idiomáticas (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 2006):
«até mais ver: forma de...
As sílabas e a etimologia do topónimo Baguim (Gondomar)
Pergunta: Como se lê a palavra Baguim, isto é, em quantas sílabas se divide essa palavra: "ba-guim" ou "ba-gu-im"?
Queria também saber se leva ou não acento gráfico.
Obrigado.Resposta: A palavra pronuncia-se sem u audível – pronuncia-se /bɐgĩ/ – e tem duas sílabas: ba.guim.
Note-se que, mesmo que o u tivesse realização fonética – que não tem1 –, a palavra continuaria ter duas sílabas, tal como sucede com...
«Há cinco anos» vs. «faz cinco anos»
Pergunta: Há muita gente que tem dificuldade em empregar o verbo haver no sentido de «existir». Não é raro, antes pelo contrário, ler-se, sobretudo nas redes sociais, «Inaugurado "a" 5 anos», ou «li o livro "à" muito tempo».
Ora, tenho verificado que alguns escreventes, na dúvida, optam por substituir haver por fazer, tal como os brasileiros. Por exemplo, «inaugurado faz 5 anos», ou «li o livro faz muito tempo».
A minha pergunta é: está correcto este emprego do verbo...
